Intel quer ultrabooks mais baratos

Por Reuters
• Terça-feira, 25 de outubro de 2011 - 11h39
Getty Images

Taipei - A Intel está confortável com os preços dos chips no momento, e trabalha com seus fornecedores e os fabricantes para reduzir o custo de seus novos laptops ultrafinos, conhecidos como ultrabooks, que considera vitais para reanimar o segmento de computadores tradicionais diante do desafio dos tablets.

A companhia estima que os ultrabooks, equipados com processadores Intel e parecidos com o MacBook Air, da Apple, devam responder por 40 por cento do mercado de computadores pessoais até o final do ano que vem.

"É uma meta desafiadora... e para que ela seja atingida é preciso que o preço caia," disse Navin Shenoy, vice-presidente de vendas e marketing da Intel na região Ásia-Pacífico, em entrevista à Reuters nesta terça-feira.

Analistas afirmam que o preço dos ultrabooks precisa cair ao patamar de 699 dólares que os notebooks mantêm no momento. O mais recente modelo da Acer está sendo vendido por 899 dólares.

"Chegará o momento em que teremos de atingir esse preço, mas não precisa acontecer do dia para a noite. Reduzir os custos de um produto requer tempo," disse Shenoy, em referência ao preço de 699 dólares.

E o esforço precisa ser colaborativo, acrescentou ele.

"É preciso que mais trabalho aconteça em toda a cadeia. Mesmo que distribuamos chips de graça, não seria possível atingir esse preço sem a colaboração do restante do setor."

Ele acrescentou que os ultrabooks estão protegidos contra a ameaça de uma escassez de componentes no setor em função das inundações tailandesas, que paralisaram metade da produção mundial de discos rígidos, porque os ultrabooks empregam drives SSD e não discos rígidos.

Ele disse ainda que as enchentes não devem afetar a Intel de maneira direta, mas a empresa continuará a observar a situação com cuidado. A Intel afirmou na semana passada que não previa impacto direto das inundações sobre seus negócios, e que os estoques ajudariam a mitigar qualquer choque.

A provável escassez desses componentes-chave, já que as inundações ameaçam até 30 por cento da produção mundial de discos rígidos, pode significar vendas fracas no primeiro trimestre.

Na semana passada, a Intel projetou receita trimestral superior às expectativas de Wall Street, afirmando que países em desenvolvimento como a China estão alimentando a expansão e compensando o menor crescimento nos Estados Unidos e Europa.

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comentários

  • Sera que essa desgraça na Tailandia vai ser o empurrão que a industria precisa para popularizar os SSD´s?

    Barbudo • 26/10/2011 - 01:27

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