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França sugere que UE enfrente o Google Books
Reuters Segunda-feira, 30 de novembro de 2009 - 06h10Reuters |
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Segundo ministro francês, digitalização de livros não deve ser deixada a empresas privadas. |
PARIS - Membros da União Europeia querem criar um projeto conjunto sobre a digitalização de livros, afirmou o ministro da Cultura da França, Frederic Mitterrand.
A ideia é competir com os planos do Google de criar uma gigantesca biblioteca digital.
Ministros da UE concordaram na semana passada em formar um comitê de "homens sábios" para elaborar um plano em Bruxelas, declarou Mitterrand em entrevista ao diário francês Journal du Dimanche.
Miterrand também afirmou que a digitalização de livros não deve ser deixada a empresas privadas e que os governos devem elaborar políticas apropriadas para lidar com o assunto.
"O comitê receberá a missão de trazer as visões de cada país e esboçar uma posição conjunta", disse ao jornal.
Os planos do Google de escanear milhões de livros e colocar trechos desse material na internet faz parte de um acordo feito com o Authors Guild dos Estados Unidos. O plano tem sido elogiado por dar amplo acesso a livros, mas também foi bastante criticado por razões de antitruste, direitos autorais e violação de privacidade.
Questionado se os ministros europeus eram a favor do acordo do Google, Mitterrand afirmou que não poderia fazer comentários no momento.
"Da minha parte não há antiamericanismo. Mesmo assim, creio que os EUA não são um monolito e opiniões diferentes devem ser manifestadas. É por isso que não quero que o Estado se submeta aos mercados", disse.
"Não depende desse ou daquele grupo privado decidir sobre políticas em um assunto tão importante quanto o da digitalização de nosso patrimônio global. Não vou deixar que essa decisão dependa de um simples laissez-faire (livre mercado)", acrescentou.
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Ricardo, eles não estão preocupados com livros do Monteiro Lobato, mas sim dos livros produzidos na UE.
Acho que é válido as duas ações, tanto do google quando da UE, o melhor de tudo, seria uma concorrencia entre o público e o privado.
enviado por: Ivan Rocha de Oliveira em 30/11/2009 - 11:05 -
Para nós do terceiro mundo não sei o que é pior, se a exploração por empresa ou pelo estado.
Considerando que os dois mais articulados (Google e Estados do Primeiro Mundo)sempre nos exploraram e continuam a explorar, não consigo julgar o que seria pior para nós.
Talvez devessemos, ao menos, pensar em um projeto de digitalização dos autores nacionais, garantindo o acesso a esses (gratuito para obras que tenham interesse cultural real) por todos os brasileiros.
Não é ufanismo ou nacionalismo exacerbado, mas detestaria ter que pagar para qualquer organismo estrangeiro (empresa ou estado) para poder ler novamente spbre o Jeca Tatu do Lobato.
enviado por: Ricardo Valle Aleixo em 30/11/2009 - 08:46





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