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Editoras apostam futuro em iPad que nem saiu
Reuters Quinta-feira, 01 de abril de 2010 - 10h54Divulgação |
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NOVA YORK/LONDRES - Editoras de jornais e revistas estão apostando no iPad da Apple para dar o arranque em uma forma de transição comercialmente viável para a digitalização de suas publicações --apesar de apenas uns poucos executivos terem chegado a colocar as mãos no aparelho, poucos dias de o produto chegar às prateleiras.
Inclusive, muitos grupos de comunicação provavelmente não anunciarão aplicativos próprios para o iPad enquanto o tablet não chegar às lojas nos Estados Unidos, o que deve ocorrer no sábado, devido a várias restrições de acesso ao aparelho impostas pela Apple sobre seus parceiros.
Embora o conteúdo seja essencial para o sucesso do iPad --um computador tablet de 9,7 polegadas, que mais parece um iPhone gigante que busca integrar o nicho do mercado entre um smartphone e um notebook--, a Apple tem guardado seus planos a sete chaves.
Executivos do setor afirmam ter testado o aparelho ou na sede da Apple, na Califórnia, ou em outro local, mas apenas sob medidas de segurança extremamente restritivas.
"Nos ofereceram a oportunidade de ter um iPad no prédio, mas as implicações à segurança eram tantas que simplesmente não valia a pena", disse o dono de uma editora que pediu para não ser identificado.
Apenas alguns felizardos receberam pessoalmente o presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, que esteve em Nova York no começo do ano para promover o iPad para grupos como o Wall Street Journal e o New York Times.
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Se a tela do iPad for realmente boa para leitura (coisa que eu duvido), quem vai se beneficiar e muito são as editoras de revistas, mais do que jornais. Imaginem um sistema de assinatura onde a revista seria entregue ao assinante assim que saísse do "forno"? E mais, com possibilidade de ser multimídia. E vale lembrar que nos EUA as assinaturas de revistas são muito baratas (a pessoa recebe a Time durante 6 meses, ou 28 revistas, por míseros U$ 20), imaginem num processo que dispensaria impressão e logística de entrega física? Seria o máximo, mesmo que o preço fosse o mesmo.
enviado por: Rodrigo Melo em 01/04/2010 - 11:26





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