Mercado
Artigo: Cuide da carteira
John C. Dvorak, da INFO Quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 - 10h08Alexandre Battibugli |
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SÃO PAULO - As empresas continuarão tentando fisgar seu dinheiro.
Mesmo com a crise econômica mundial, os Estados Unidos continuam a ditar as tendências em tecnologia. A principal delas é dos computadores de bolso, como o iPhone. E ele enfrenta a competição do Blackberry (da RIM), da Palm e dos modelos com Android. O celular do Google dominará esse segundo grupo porque se juntou ao movimento Open Source, que é outra tendência. Combinar duas delas sempre produz um vencedor. Os telefones com Android ainda somam uma terceira, a computação na nuvem. Além delas, faltam microblog e redes sociais. Assim somamos as cinco tendências americanas para 2010.
É preciso descobrir como as tendências sacarão dinheiro de nossos bolsos. O mercado americano é um grande teste para protótipos. Se uma ideia é promissora, espalha-se pelo mundo. Um produto também pode ser bem-sucedido no mundo sem triunfar nos Estados Unidos. Mas aqui ainda é bom para vender produtos e ideias e começar tendências.
A computação de bolso tenta ter relevância desde os anos 1990, mas sempre esquece algum elemento importante. A tela do iPhone e a ideia de aplicativos especializados pareceu ser a resposta. Os primeiros tempos foram dominados pela Microsoft. A ideia da empresa era encolher os computadores e fazer aparelhos menores que rodassem os mesmos programas. Com isso, não substituiu a plataforma. Os novos computadores de bolso, que funcionam como telefones, exemplificam essa substituição. Esses celulares vão acabar com os desktops como os conhecemos, mas vai demorar a acontecer.
O movimento Open Source é forte porque tem milhares de aficionados que escrevem códigos explosivos com mais amor e entusiasmo do que os que virão de empresas como a Microsoft. É o mesmo que artesãos contra máquinas. Eventualmente, as pessoas valorizam mais o trabalho artesanal que o lixo robótico. Mas ele demora mais para ser produzido. Já a computação em nuvem tem tentado tornar as pessoas mais versáteis no uso do computador, tirando-as do escritório e de casa. Ela tinha pouco sucesso até o surgimento dos computadores de bolso.
O fenômeno microblog explodiu com o Twitter. Ele poderia ser visto como uma moda, mas sua utilidade é óbvia a quem começa a usá-lo. Algumas características são passageiras e podem sofrer mudanças. Para mim ele é útil para buscar informações que não encontro por mim mesmo. Também o uso para obter retorno dos leitores.
As redes sociais começaram provavelmente com os serviços de informação como Compuserve e AOL. Depois evoluíram para Yahoo! Groups e sites como MySpace, orkut e Facebook. Há várias tentativas de combinar redes sociais com tendências para vender produtos aos usuários. Estudos mostram que as pessoas usam as redes mais para fazer amigos e reencontrar conhecidos que para comprar. Como o fenômeno está enraizado nos Estados Unidos, não há chance de as redes não continuarem a tentar vender coisas. Essas tendências devem dominar 2010 e haverá várias tentativas de ganhar dinheiro com elas. Meu conselho: fique de olho na carteira. Alguém também está olhando para ela.
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Boa tarde. Há um cacófato em "Ela tinha" (latinha) pouco sucesso até o surgimento dos computadores de bolso.
enviado por: Marcos Aurélio em 01/03/2010 - 13:58





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