Mercado
Artigo: Casamento e funeral
Sandra Carvalho, do Portal EXAME Quinta-feira, 24 de junho de 2010 - 07h13Marcelo Kura |
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SÃO PAULO - A união de HP e Palm mata a Palm, mas revigora a HP.
Responda com franqueza: você citaria a HP, a maior companhia do mundo, entre as marcas mais importantes de celulares? Alguma chance de ela, entrar antes de Apple, Nokia, Samsung, Motorola, LG, HTC, Sony Ericsson? Pois é: essa era a situação da HP até o final de abril. Mas aí entrou em cena um casamento, e tudo mudou.
Ao comprar a Palm por cerca de 1,2 bilhão de dólares no fim do mês passado, a HP levou um sistema operacional de primeira, o webOS, um time de engenheiros inspirados e uma empresa cambaleante, que já não conseguia se manter por suas próprias pernas.
A Palm conseguiu fazer mais difícil: criar tecnologia para ser levada a sério junto dos smartphones mais avançados, iPhones e Androids. Mas sucumbiu diante de uma performance financeira periclitante. É uma pena que isso tenha acontecido com a empresa que praticamente criou o mercado de massa de smartphones e atraiu, ao redor de si, milhões de fãs.
Os fãs se tornaram rarefeitos nos últimos anos de crise, mas a Palm voltou a mostrar a velha chama no ano passado, ao apresentar ao mundo o Palm Pre, com estofo para brigar com os celulares mais inovadores. A esperança de uma longa vida pela frente durou pouco, no entanto.
Para a HP, é só alegria. Por pouco mais de 1 bilhão de dólares levou um sistema operacional de última geração pronto para permitir que re-entre no mercado de smartphones com chance de realmente disputar espaço. Exatamente o contrário do que vinha acontecendo nos últimos anos, que passou encolhendo, abraçada ao Windows Mobile.
Mas como em toda aquisição, nada está 100% garantido, é claro. O mercado global de smartphones, de cerca de 100 bilhões de dólares por ano, é disputado pelas mentes high- tech mais criativas do mundo e por empresas tão ou quase tão poderosas quanto a própria HP. E a HP já escorregou com smartphones big time no passado. Quando comprou a Compaq, recebeu uma linha de iPaqs que, para os padrões da época, não era de se jogar fora. E os iPaqs definharam, definharam... até quase ninguém lembrar mais que eles existiam. Agora, com a Palm, o jogo recomeça de novo, do zero.
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Talvez lá fora possa ser diferente, mas aqui no Brasil, como a maioria dos Smartphones acabam sendo "muita maquina para pouco piloto", talvez a comercialização fique reduzida. A verdade é que, asno ate quer filé mignon, mas não sabe morder e saborear. Isso que acontece com as maravilhosas tecnologias desenvolvidas, eu diria que 90% dos que a adquire, usam somente 20% do potencial tenologico.
Assim como usei Palm, Windows Mobile e, atualmente, com Android, a minha profissão faz com que eu explore todo o potencial da tecnologia dos smartphones.
enviado por: Carlos Roberto Comingues em 24/06/2010 - 14:27 -
Um pouco de história.
A HP tinha a linha HP Palmtop 95LX (com MS-DOS), depois foi a primeira a ter handhelds com o Window Ce (linha HP Jornada) e finalmente, adquiriu a Compaq e assumiu a família iPAQ.
Com o Palm a história será diferente? Se repetirá? WebOS será relevante ou apenas uma lembrança?
enviado por: Leonardo Akira Kiam em 24/06/2010 - 10:33 -
Movimento tardio, na minha opinião. Como produto, o Palm Pre nunca decolou. Suas vendas sempre foram frustrantes. Perdeu o bonde dos Apps e os desenvolvedores simplesmente deram as costas para a plataforma, concentrando esforços em aplicativos para iPhone e Android.
Pode ter sido um casamento barato, com certeza. Se dará frutos, é outra história.
enviado por: Leonardo Akira Kiam em 24/06/2010 - 10:29 -
Infelizmente esta é a verdade. Meu antigo hand held Palm é em tese, melhor que o HP, mas já tinha dado os 'ares da graça' e pendurou as chuteiras. Claro, como eu uso Windows (7-64), 'espetar' um dispositivo Windows Mobile é brincadeira de criança: não requer instalação alguma e sincroniza com o Outlook direto!
Mas como disse o Drigotav: asno quer capim, não filé!
enviado por: Ricardo Andre Varnier em 24/06/2010 - 09:57 -
Taí a prova de que não basta "um time de engenheiros inspirados" ou "um sistema operacional de primeira" ou um produto de suprema qualidade. O que conta mesmo é entregar o que o cliente quer, algo comercial. Asno não que filé mignon, quer capim mesmo, pra ele é uma delícia, não adianta insistir. Vai entender...
enviado por: Drigotav Tav em 24/06/2010 - 07:48





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