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Artigo: Adeus, copyright
Don Tapscott Segunda-feira, 21 de junho de 2010 - 10h30ILUSTRAÇÃO VECTORSTOCK |
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SÃO PAULO - Todas as canções do mundo, por apenas 7 Reais mensais.
A indústria fonográfica, que nos revelou Elvis e os Beatles, hoje é odiada por muitos consumidores, e decidiu processar crianças. O colapso do setor é rico em lições sobre como construir empresas de sucesso numa economia colaborativa, que envolve a participação do consumidor. Usada de forma conveniente, a internet pode aprofundar os laços entre os artistas e seus fãs. Mas, como a indústria da música se aferrou belicosamente ao velho modelo analógico de negócios, tornou-se o maior exemplo de oportunidade digital perdida.
A porcentagem de americanos classificados como “compradores ativos de música” (aqueles que adquirem mais de quatro CDs por ano) despencou para menos de 20% nos últimos três anos. Apesar dos esforços de Steve Jobs, as vendas de música online, inicialmente combatidas pelas gravadoras, cobrem apenas minúscula porção do faturamento perdido. A federação internacional da indústria fonográfica, IFPI, estima que 95% dos downloads de música feitos no mundo inteiro são ilegais.
Mas a solução para restaurar a saúde econômica da indústria não é vender música a 1 dólar por canção. Em vez de manter os antigos métodos de distribuição, o negócio precisa adotar um modelo m do século 21, usando tecnologia inovadora. Para mim, só há uma solução: tratar a música como serviço, e não como produto. Em vez de comprar canções, os ouvintes pagariam uma pequena taxa — digamos, 4 dólares (7 reais) por mês — para ter acesso a todas as canções do mundo. As gravações seriam enviadas a eles por streaming via internet, para qualquer dispositivo, como laptop, celular, carro ou som doméstico.
O serviço poderia chamar-se Everywhere Internet Audio (EIA), ou áudio em qualquer lugar, via internet. Cada consumidor teria seu próprio canal e poderia usar essa imensa base de dados musical no todo ou em parte, organizando-a por artista, gênero, ano etc. O serviço EIA saberia de que cada usuário gosta, baseado em suas escolhas anteriores. Ao escutar as músicas, você poderia classificá-las (polegar para cima ou para baixo), o que depois ajudaria a refinar sua lista de execução. Você também poderia pedir ao serviço para sugerir outros artistas similares aos seus favoritos ou mesmo criar automaticamente uma lista chamada “As mais ouvidas de Eric Clapton”.
O EIA eliminaria o download ilegal sem pôr nenhum adolescente na cadeia, porque o problema da proteção de copyright desapareceria. Ninguém mais iria “furtar” música. Por que você tomaria posse de uma canção que está à sua disposição em qualquer dispositivo e a qualquer hora?
Variações do EIA já existem. Serviços como Last.fm, We7, Rhapsody, Spotify e Pandora enviam fluxos de música aos seus assinantes, assim como canções sob demanda. Mas essas empresas não oferecem toda a gama de serviços personalizados possível. No ano passado, a Apple comprou o provedor de música digital Lala, e é provável que passe a oferecer muitas das opções que sugerimos aqui. Um serviço do tipo EIA completo pode tornar-se realidade antes do fim deste ano.
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Sem contar um fato ignorado por muitos, compras pela internet se dão através de cartões de crédito e, como a maioria dos serviços de música não são nacionais, se dão por cartões de créditos internacionais. Qual a margem de adolescentes brasileiros, interessados em músicas, que possuem um cartão de crédito internacional para contratar tal serviço?
Um modelo como esse funcionaria perfeitamente nos EUA. Moeda local, Padrão econômico mais alto, é unir o útil ao agradável. E quanto ao resto do mundo?
enviado por: Igor da C. M. Belchior da Cunha em 21/06/2010 - 17:40 -
Não, o copyright não morreu, apenas mudou de significado.
Agora é copie certo. Hahaha.
enviado por: Patrik em 21/06/2010 - 14:31 -
No Brasil temos mais alguns empecilhos para a adoção de streaming. Além da banda ainda ser pequena e cara, há empresas que tentam controlá-la. A TIM, por exemplo, cobra o tráfego de streaming em separado quando o detecta (R$2,10 por MB transferido), mesmo que o usuário tenha assinado um plano de dados ilimitado, o que impede claramente serviços como YouTube, Música, VOIP, etc. Essa limitação não vale para planos de internet avulsa (usada em minimodens), mas vale para planos de dados vinculados a planos de voz (usado telefones celulares).
enviado por: Cristiano Tessmann em 21/06/2010 - 13:13 -
Isto não acabaria com a pirataria em países subdesenvolvidos, pois o uso móvel internet ainda é caro e limitado (o que tornaria o serviço bem mais caro que os R$7 previstos). Se considerar que para os jovens, com muito tempo livre e pouca mesada (quando recebem), o gasto hoje é zero e a chance de punição é pequena, temos aí uma boa concorrência.
enviado por: Cristiano Tessmann em 21/06/2010 - 13:03 -
Olha, tão falando de Last.FM na Info... ;P
enviado por: Owl Ship em 21/06/2010 - 12:37 -
O http://www.wolfgangsvault.com tem um acervo muito bom de rock clássico
enviado por: victor crespo em 21/06/2010 - 11:57 -
http://sonora.terra.com.br/
enviado por: André em 21/06/2010 - 11:25





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