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Arrombaram a web
Sandra Carvalho, do grupo INFO Terça-feira, 13 de outubro de 2009 - 09h25Jeff |
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SÃO PAULO - A classe C hoje manda e desmanda na internet.
Não bastasse puxar a economia do país para frente, a classe C está dando um show na internet. Promovida a classe média emergente, comprou computador, arrumou banda larga e está mandando ver online. Quem você acha que infla os números brasileiros do orkut (27,3 milhões de visitantes únicos em julho) ou mantém a atividade febril do MSN, com seus 32,1 milhões de usuários, conforme foram registrados pelo Ibope Nielsen Online?
No final de 2008, a penetração da internet na classe C chegava a 39%, segundo dados da TGI Brasil. A projeção do IAB, bureau de publicidade interativa, é que até dezembro chegue a 45%. Assim, quase uma de cada duas pessoas emergentes surfará na web até o final do ano.
Essa penetração de 45% pode não ser lá essas coisas — nas classes A e B, 76% já estão na internet hoje. Mas como a classe C, hoje em dia, é a maior do país, qualquer ponto porcentual na internet causa um maremoto, não uma marolinha. No início desse ano, a Fundação Getúlio Vargas estimava essa turma ascendente — gente com renda familiar mensal entre 1 064 e 4 561 reais — em 97,2 milhões de pessoas. Com a chacoalhada da crise, uma parcela pode ter despencado da classe C para a D — mas esse movimento está longe de ser dramático, porque são os emergentes, e não os ricos, os mais resistentes à crise atual.
Ao mergulhar na web, a classe C expande os números totais da internet brasileira de forma impressionante. Mais uma projeção do IAB: devemos chegar a 68,5 milhões de pessoas na internet no Brasil dentro de quatro meses. Não é nada, não é nada, estaremos incorporando, este ano, 6,2 milhões de internautas, ou seja, mais que uma Dinamarca inteira, e isso só contando quem tem mais de 16 anos de idade. E não estou falando de internauta desinteressado. Nós, brasileiros, já atingimos a marca de 30 horas por mês na web, quando se mede o uso da rede nas casas, de acordo com os dados do Ibope Nielsen Online.
Para alimentar essa expansão, foram vendidos 12 milhões de computadores em 2008 e outros 4,8 milhões no primeiro semestre deste ano, conforme os cálculos da Abinee, a associação brasileira da indústria elétrica e eletrônica. A banda larga deu em 2008 um salto de 45,9% em relação a 2007, conforme os dados do Barômetro Cisco, elaborado pelo IDC. As conexões saltaram de 8 milhões para 11,8 milhões, com graus variáveis de qualidade, mas de qualquer forma com velocidade maior que a das linhas discadas. Vivemos finalmente um círculo virtuoso em que praticamente todo mundo ganha, e ninguém perde. Se a massificação do ensino nos anos 80 deu nessa gororoba atual, e o acesso da classe C aos carros populares nos últimos anos transformou o trânsito caótico de grandes cidades em algo insuportável, na internet não houve trauma algum de absorção dos novos internautas. Muito pelo contrário. Há lugar sobrando para muitos milhões mais.
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enviado por: m em 16/07/2010 - 08:27 -
Acho que deveria haver um controle sobre quem pode e quem não pode acessar a internet. Mas sei que isso é inviável hoje em dia e que vou ser duramente criticado por expor esta opinião. Nem sei se eu mesmo me classificaria entre os que poderiam acessar, mas se no ínício houvesse esta regra, certamente muitos problemas não teriam existido.
enviado por: Paulo Vieira em 21/10/2009 - 09:16 -
hehehe!
acho que na internet não existe classe A B C D e bla bla bla, o mundo online torna todos iguais, conheço centenas de pessoas que tem muita grana e nunca compraram pela internet, ja outras de "classe baixa" compram mais que as classes mais altas, é realmente bizarro essas coisas de categorias horrivel realmente, internet é pra todos sem classe!
enviado por: Ronaldo Nascimento Santos em 20/10/2009 - 02:01 -
Realmente o título da notícia está fora do contexto. Eu diria um título infeliz. Por outro lado devemos comemorar esse novo público que veio para acessar. Espero que as operadores se preparem para atender à todo esse público sedento por suas coenxões.
enviado por: Denilson Reis em 19/10/2009 - 15:46 -
Estou começando a me preocupar com essa gente do "politicamente correto" e com uma foice no lugar do cérebro. Fica o alerta: este espaço é uma área livre e produtiva, que pode trazer muitos benefícios aos brasileiros bem intencionados. Não tenter fazer do site da Info um palanque. Aos editores eu peço: Não se deixem contaminar por essa turba.
enviado por: Carlos Davilla em 19/10/2009 - 14:21 -
Realmente o título dessa notícia é um tanto pejorativo e ainda parece que a notícia é feita para web-ingnorantes. Sabemos que a web é de todos, mas seu acesso não é para toda a população devido aos preços considerados acima do que a maioria pode pagar. A info deveria pensar em outro título para esta nocícia. "Arrombaram!", parece coisa de ladrão...
enviado por: Jonas Erik Barreto em 19/10/2009 - 14:15 -
Acredito que a entrada da classe C, D, E na internet e afins só gera mais negócios e trabalho para todos, quanto a utilização consciente ou não depende da cultura e vontade de aprender de cada "classe", o mesmo idiota que assiste um Fausto Silva da vida no domingo não tem classe, pois dinheiro não quer dizer sinônimo de pessoa inteligente e culta, assim é a internet, se a pessoa for experta vai sugar tudo de bom que ela tem, senão vai ficar na futilidade e inutilidade somente ocupando a banda.
O título dessa matéria ficou bem escroto.
enviado por: gustavo sambaquy em 19/10/2009 - 14:05 -
Realmente, muitos dos comentários são bastante esclarecedores. Vamos a eles:
1 - "Nem vou comentar o título dessa notícia..."
2 - "Quem ARROMBA, arrombador é. Sra. editora, classe C = arrombadora?"
Comento: O que tem de mais o título da notícia? Se fosse "A elite arromba a web" estaria tudo bem?
3 - "Me explica o que tá acontecendo com o Speedy, Virtua e outros provedores de internet então. Tivemos um impacto gigante nas conexões vendidas para os internautas..."
Comento: Sim, o impacto foi grande, mas não pelo fato de mais pessoas estarem usando a internet, mas sim pela falta de investimentos por parte das teles e pela falta de fiscalização por parte da Anatel, que é quem deveria, no mínimo, zelar pela manutenção da qualidade do serviço.
4 - "o pessoal das classes A e B usam a internet mais por causa do Orkut, MSN e outras ferramentas utilizadas para perder tempo..."
Comento: Qual o problema em usarem Orkut, MSN e outras "ferramentas utilizadas para perder tempo"? Afinal, quem paga a salgada conta da internet no fim do mês? Pois é, o assinante e, em última instância, cabe a ele decidir como, onde e quando usar sua conexão com a internet e o seu tempo, certo?
Vocês não acham que estão levando o assunto para um caminho ao qual ele não se propõe?
enviado por: Carlos Davilla em 16/10/2009 - 06:03 -
No lugar de apagar os post anônimos vocês poderiam corrigir o site e impedir as pessoas de criá-los. Se bem que um estagiário custa menos que um desenvolvedor!
É só anunciar: precisa-se de programador para remendar site.
enviado por: Anônimo em 15/10/2009 - 16:21 -
Pedro,internet não é só loja virtual não e as lojas virtuais não possuem só produtos caros não,possuem também produtos populares também,se levarmos seu argumento à sério,então poderíamos dizer que não adianta o cidadão pobre ter TV em casa e assistir aos anúncios,mas não é isso que os números tem mostrado,afinal de contas,não é rico que fica assistindo Silvio Santos e comprando carnês de baú e telesena,não é rico que fica assistindo programas vespertinos e comprando os produtos anunciados neles,são justamente os pobres.
enviado por: Alair Santos em 15/10/2009 - 14:11 -
Título pejorativo de quem deveria ajuda a formar opiniões e não "preconceitos disfarçados".
enviado por: Rodrigo Esteves em 15/10/2009 - 13:31 -
Com o crescimento da classe C na internet foram criados diversos empregos direta e indiretamente ex: mais vendedores de produtos de informática, mais professores em cursos, mais técnicos, mais analistas de suporte e sistemas, mais atendentes para atendimento de produtos relacionados a informática etc. Resumindo tudo aumentou e consequentemente a navegação ficou mais lenta. Hoje vemos crianças que de baixa renda na internet vendo videos, mandando recados e fazendo diversas coisas até editando scrap em html para mudar a cor da letra e tal. E você playboy que esta bravinho pq sua conexão ficou mais lenta !!!!! da um tempo vai!!!!
Se a classe C começar e se interessar por outras coisas na internet e não só no orkut e msn ( logo isso irá acontecer) os empregos na area de T.I serão tambem ocupados pela classe C e não só pelo Boyzinho que o papai e a mamãe pagaram a facudade !!!!!!
Bom para quem acha que a inclusão digital é uma coisa "maldita"
não concordo. Que a classe C continue "arrombando" a web e as prestadoras de serviços de banda larga se renovem para dar conta da demanda.
Chega junto classe C !!!!!!!!
enviado por: R.Oliveira em 15/10/2009 - 11:06 -
Achei de péssimo gosto o título.
Pessoal, Classe C é classe média. Existem classe D e E...
enviado por: Ivan Rocha de Oliveira em 14/10/2009 - 19:15 -
Problema que a internet precisa gerar negocios para sobreviver e quando se tem muito acesso que nao gera negocios o mercado não sobrevive. Não adiante ter uma loja onde 100.000 pessoas sem poder aquisitivo entra. Melhore te rumaloja onde 1.000 pessoas de poder aquisitivo entrar e gera negocios. Antes de tudo Internet precisa gerar negocios para poder sobreviver.
enviado por: Pedro Alcantara em 14/10/2009 - 15:59 -
Pessoal, cremos que há um mal-entendido, pois o título refere-se ao círculo virtuoso da ascensão da classe C na internet. INFO é contra qualquer tipo de preconceito. Abraços,
enviado por: Virgilio Sousa, Gestor de Comunidades INFO em 14/10/2009 - 15:32 -
Esse título é muito preconceituoso. Já mandei meu comentário para a redação da info: contateinfo@abril.com.br
enviado por: Thiago em 14/10/2009 - 14:43 -
É um claro equívoco o título e parte do texto. A classe "C" acabou com o trânsito? Enquanto estavam sofrendo no transporte público tão ruim - este sim o real culpado - tudo bem para vocês, não é?
Além disso, é impressionante a visão de jornalistas e de parte da imprensa ao enxergar a classe "C" como um bando de alienígenas.Vocês precisam sair dos condomínios fechados e receberem uma aula de favela ou de periferia, ou melhor, de classe "C". Na realidade somos invariavelmente diversos com os mesmos eletrodomésticos, tvs a cabo, nível educacional, dentre outros serviços, com um grande detalhe, são menos endividados que as classes A e B.
enviado por: Nadja Pereira em 14/10/2009 - 14:09 -
Quem ARROMBA, arrombador é. Sra. editora, classe C = arrombadora? Entedno o sentido figurado, mas nem todos interpretam =.
enviado por: Rodrigo MotoTuristas em 14/10/2009 - 12:45 -
Gostei dos comentários do Ricardo, do Brenno e da Carolina, disseram tudo e mais um pouco. Mesmo o pessoal das classes A e B usam a internet mais por causa do Orkut, MSN e outras ferramentas utilizadas para perder tempo. A internet está cheia de lixo, mas é também uma excelente fonte de conhecimento quando utilizada de forma correta.
enviado por: Adinan Alves em 14/10/2009 - 11:31 -
Nossa Brenno! Vc disse tudo mesmo! :D
Eu posso até ser da classe C, na idade de risco (19 anos), mas já abandonei msn e orkut há muito tempo! Twitter eu nem dou bola.
Uso esses sites 'toscos' apenas para beneficio próprio e não com conversinhas vagas e inuteis.
A internet eh uma ferramenta e tanto! Mas as pessoas continuam usando ela como brinquedo.
E o Brasil nao ajuda muito, aqui é ímpossivel arrumar gente com cultura o suficiente disposta a participar de debates interessantes onde não aja piadinhas de cunho sexual nem trocadilhos infames.
Imagina então quando estas crianças futeis, burras e facilmente controladas forem os adultos no futuro. ._.'
enviado por: Carolina Martins em 14/10/2009 - 09:16 -
PS.: Sou Classe C-------, se tiver uma D eu me incluo nela.
enviado por: Brenno Pereira Machado em 13/10/2009 - 20:14 -
Ricardo Valle Aleixo está certíssimo, trabalho numa LanHouse (graças a Deus to saindo e indo pro laboratório), e a área que a classe C mais utiliza na internet reflete o interesse da grande parte da população, infelizmente... bundas, peitos, fofoca, vida dos outros, futilidades em geral. Tem gente que mal sabe escrever o nome, mas tem Orkut para ficar vendo as fotos das(os) gostosas(os), e isso não é nem a ponta do Iceberg. Brasil não valoriza cultura, conhecimento... Só festas (olimpíadas) e saias... A internet ajuda o acesso a informação, educação, mas também ajuda o outro lado, e a esse muito mais! Fico triste por isso, mas acredito que um dia as coisas mudarão, talvez (muito provavelmente) eu não veja essa mudança, mas quero fazer parte e contribuir para com ela.
enviado por: Brenno Pereira Machado em 13/10/2009 - 20:10 -
Pois é, nada a ver este título com a noticia...
enviado por: Lorran Dos Santos Garcia em 13/10/2009 - 12:06 -
Quero adicionar...
Bem que a Info poderia criar setores voltados à cultura dentro de seu site.
Matérias e dicas sobre museus, espetáculos, softwares voltados à educação, sites de documentação, história, enfim setores que talvez até sejam apresentados em outras publicações, mas que poderiam ser mais divulgados para os interessados nesta em questão.
enviado por: Ricardo Valle Aleixo em 13/10/2009 - 10:50 -
A inclusão digital por si só não pode ser maldita, afinal é uma chance de melhorar o nível de informação de todos.
O problema é o tipo de locais frequentados pelos internautas (e não falo só dos recem chegados - são todos).
Tudo o que se procura no início é mesmo orkut's, flick's, youtube e um
monte de outros sites que estão mais para baboseiras que outra coisa.
Espero que muitos dos internautas comecem a pensa-la também como um meio de cultura, educação, cidadania, política e coisas mais úteis e que permitirão, a TODOS melhorarem seu nível intelectual, tirando o Brasil desta enganação social que vivemos.
Essa é minha esperança, wikis inteligentes, dicionários, cursos, museus são coisas maravilhosas oferecidas e muito pouco frequentadas, infelizmente.
enviado por: Ricardo Valle Aleixo em 13/10/2009 - 10:45 -
"(...)na internet não houve trauma algum de absorção dos novos internautas."
Como é!? Me explica o que tá acontecendo com o Speedy, Virtua e outros provedores de internet então. Tivemos um impacto gigante nas conexões vendidas para os internautas, de tal forma que a Telefonica teve de ser proibida de vender o produto Speedy para cuidar corretamente dos internautas que já estavam assinando o produto. E nesse meio tempo os assinantes do Virtua sentiram na pele a queda de qualidade do serviço por causa da alta procura.
Falar que não tivemos impacto é se iludir.
enviado por: Gustavo Y. Kawamoto em 13/10/2009 - 10:25 -
Maldita inclusão digital...
enviado por: Thiago Mizutani em 13/10/2009 - 10:23 -
Apesar do título, só tenho uma coisa a comentar: é nóis na parada, mano. Toda a maloquerada presente na internet!!! É, nós, classe C, já não estamos atrás do pessoal riquinho não!!!
enviado por: Marcelo Bonatto em 13/10/2009 - 10:05 -
Nem vou comentar o título dessa notícia...
enviado por: Enyo Amarantine em 13/10/2009 - 09:47





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