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Apple começa a enquadrar livrarias

Por Maurício Grego, de EXAME.com
• Quarta-feira, 27 de julho de 2011 - 15h49
Reprodução
Para atender às exigências da Apple, a Amazon eliminou, do Kindle para iPad, o botão Shop in Kindle Store (visível no canto superior direito desta imagem)
São Paulo — Nesta semana, a Apple marcou seu ponto na disputa que vinha travando com as livrarias online.

Praticamente todas elas eliminaram, dos seus aplicativos para iPhone e iPad, o botão que levava o usuário a uma loja na web para a compra de livros. Mas a tecnologia HTML 5 já começa a ser vista como um possível caminho para essas livrarias fugirem da taxa de 30% cobrada pela Apple sobre as vendas na App Store.

Quem mostrou esse caminho a elas foram publicações como a Playboy e o jornal Financial Times. A revista colocou todas as suas edições num site na web otimizado para ser visto no iPad. Já o jornal possui, desde abril, um aplicativo para iPad construído com a linguagem HTML 5. O usuário chega até ele digitando o endereço app.ft.com no browser, sem passar pela App Store. Diferentemente de um site comum, o aplicativo armazena o conteúdo localmente. Assim, é possível vê-lo mesmo que não haja conexão com a internet. E as assinaturas são processadas fora da App Store. Assim, o Financial Times e a Playboy não pagam comissão à Apple.

Essas experiências já começam a inspirar outras empresas. Nesta semana, o noticiário americano Cnet divulgou que a livraria canadense Kobo está desenvolvendo um e-reader para iPad em HTML 5. Ele seria uma alternativa aos aplicativos distribuídos por meio da App Store e um seguro para o caso de a Apple mudar as regras do jogo novamente.

Declaração de guerra

A Apple fez sua declaração de guerra às livrarias em fevereiro. A empresa estabeleceu novas normas que proibiram que os aplicativos para iPad e iPhone direcionassem os usuários a lojas na web. A venda de conteúdo só poderia ser feita dentro do aplicativo, usando o sistema de cobrança da App Store. Assim, a Apple assegurava que receberia 30% do valor como comissão.

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comentários

  • Sou desenvolvedor web e não acho que para a empresa entrar no mundo dos dispositivos móveis tenha obrigatoriamente de fazer um app. Custo, tempo de desenvolvimento, taxas, atualizações e outros entraves dificultam e muito alguns tipos de apps. Ao invés de fazer um app para os principais sistemas (iOS, Android, etc..), por que não fazer um site com as ferramentas voltadas para dispositivos móveis? Um site só daria para atender praticamente todas as plataformas (até a entrada do WP7, que na minha opinião vai bagunçar tudo). Se a app se destina a colher informações da internet, por que criar uma app que será basicamente uma capa pada dados que poderiam ser acessador pelos navegadores? Que aliás, são ótimos de receberem sites específicos para dispositivos móveis.

    Rodrigo Melo • 27/07/2011 - 16:06

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