Tim Armstrong, CEO da AOL: "nosso foco é reverter a situação da empresa"NOVA YORK - Eis um caminho que a AOL não seguirá: fechar seu capital. Tim Armstrong, presidente-executivo da AOL, descartou a ideia de que a empresa poderá buscar um acordo com empresas de investimentos semelhante à ideia de fusão com o Yahoo, que foi contemplada no final do ano passado.
"No momento nosso foco não está em uma transação com grupos de capital privado", disse Armstrong durante o Reuters Global Technology Summit, em Nova York. "Nosso foco é reverter a situação da empresa e estamos muito entusiasmados quanto aos nossos negócios, em termos gerais."
Apesar de ter fracassado em diversas transações nos últimos 10 anos, como a compra da rede social Bebo por 850 milhões de dólares que acabou sendo vendida por 10 milhões, a empresa, agora independente, vem realizando uma sucessão de aquisições. Tomou o controle do popular site noticioso Huffington Post e do influente blog de tecnologia TechCrunch.
"Vamos adicionar mais ativos de forma que acreditamos que serão um verdadeiro sucesso", disse Armstrong.
No final do ano passado, a AOL estava negociando com diversas empresas de capital privado para adquirir o Yahoo, em uma transação que dependeria do Yahoo aceitar vender seus valorizados ativos asiáticos, entre os quais uma participação acionária de 40 por cento no Alibaba Group, da China.
O relacionamento entre o Yahoo e o Alibaba Group se agravou ainda mais na semana passada depois de uma série de acontecimentos relacionados à transferência de uma das principais subsidiárias do Alibaba, seu sistema de pagamentos para comércio eletrônico, o Alipay, um serviço semelhante ao PayPal, do eBay.
Armstrong disse que a AOL deseja continuar independente.
Desde que assumiu o comando da AOL, em abril de 2009, e supervisionou sua cisão do grupo Time Warner, Armstrong vem tentando transformar a companhia em um provedora de serviços de mídia e entretenimento online.
A AOL vem investindo fortemente na rede de notícias locais Patch, lançada em mais de 830 comunidades dos Estados Unidos, e criou uma divisão profissional para atrair executivos governamentais, de energia e do setor de defesa.
Apesar dos esforços de transformação da companhia, o acesso discado à Internet ainda representa cerca de 40 por cento da receita da AOL e Armstrong afirmou que não tem planos para livrar a empresa dessa operação.