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Antes líder, Motorola ocupa agora 8º posição

Por Maurício Grego, de EXAME.com
• Terça-feira, 16 de agosto de 2011 - 14h23
Getty Images
Após criar primeiro celular em 1973, empresa foi líder de mercado durante a década de 1990
São Paulo — Martin Cooper, um pesquisador da Motorola, pega o celular e liga para Joel Engel, da Bell Labs. A cena seria trivial se não tivesse acontecido em 3 de abril de 1973, seis anos antes de a primeira rede celular entrar em operação comercial. A Motorola acabava de vencer a corrida contra a Bell pelo desenvolvimento do primeiro telefone móvel realmente funcional. E Cooper deu a notícia ao rival em grande estilo.

Nas duas décadas seguintes, a Motorola teria papel fundamental no desenvolvimento e na popularização dessa tecnologia. A empresa liderou o mercado durante a era do celular analógico. Na metade dos anos 90, ela inventou o aparelho dobrável, do tipo flip. Seu StarTAC, o primeiro nesse formato, teve enorme sucesso.

Mas, com a digitalização das redes, a Motorola foi sendo deixada para trás por concorrentes como Nokia e Samsung, que foram rápidas em adotar as novas tecnologias e estabeleceram redes de distribuição mais eficientes. Desde a virada do século, a Motorola passava por altos e baixos e perdia importância no mercado. Entre 2007 e 2009, ela registrou prejuízos que somaram US$ 4,3 bilhões.

 

Em oitavo lugar

O último levantamento do Gartner Group, divulgado há poucos dias, aponta que a Motorola tem apenas 2,4% de participação no mercado mundial de celulares, número que vem caindo há vários anos. Ela ocupa o oitavo lugar entre os fabricantes, atrás de Nokia, Samsung, LG, Apple, RIM, ZTE e HTC. É uma posição muito modesta para quem já foi líder.

A compra pelo Google acontece sete meses depois de a Motorola ter sido dividida em duas: Motorola Mobility, a fabricante de celulares, e Motorola Solutions, que fornece equipamentos de comunicações de voz e dados para empresas. Aparentemente, a ideia de vender a divisão de comunicação pessoal já estava presente quando a separação foi arquitetada, no final de 2010. A operação foi realizada como uma espécie de spin-off da área de celulares.

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comentários

  • "É bom lembrar que o Google já tentou vender um smartphone com sua marca antes, o Nexus One, mas não teve muito sucesso" ____________ Isso é questionável. No Brasil e em vários outros países nem chegou a ser comercializado. O fato de não ter sucesso está mais ligado a questões estratégicas de marketing e distribuição. O Nexus One era o celular do Google, mas Google não era marca de celular. O fabricante era HTC. E hoje tem-se o Nexus S, fabricado pela Samsung.

    Patrik • 17/08/2011 - 08:13
  • Matéria claramente tendenciosa. A Motorola praticamente inventou o celular, e na década de 90 realmente dominava, mas depois de 2000 não conseguiu competir com a Nokia. Mas a Motorola cresceu muito, não tanto quanto outras. A participação em porcentagem de mercado caiu, mas o número de vendas aumentou. Ocupar a oitava posição ainda é honroso. No caso da TV creio que esteja totalmente fora de questão. Até porque deve ser outra divisão da Motorola, e os problemas com o Google no mercado de TV deu-se por ir contra o interesse dos canais pagos, enquanto os produtos da motorola são justamente de infra-estrutura para os canais pagos.

    Patrik • 17/08/2011 - 08:01

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