Amazon pode mudar cara do e-commerce brasileiro

Por Renata Honorato e Paula Reverbel, de Veja
• Terça-feira, 10 de abril de 2012 - 12h11
Getty Images
Jeff Bezos, CEO da Amazon
São Paulo — No prazo de duas semanas, a Amazon decidirá, afinal, quando inicia sua operação de e-commerce a partir do Brasil.

É quase certo que seja escolhida uma data do segundo semestre deste ano. A decisão tem tudo para estabelecer um marco no mercado local, bastando para isso que a gigante do varejo eletrônico replique aqui o modelo de negócios criado nos Estados Unidos em 1994 e exportado para as outras nove nações onde a empresa mantém operação direta: Áustria, Canadá, China, França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha e Grã-Bretanha.

Quem duvidar do peso que a gigante pode vir a exercer aqui, pode dirimir a cisma a partir da seguinte comparação: em 2011, a Amazon faturou, em vendas para 137 milhões de clientes em todo o planeta, 48 bilhões de dólares, o equivalente a 88 bilhões de reais; no mesmo ano, todo o e-commerce brasileiro movimentou apenas 18,7 bilhões de reais. Além de números, a empresa exibe como marcas agilidade na entrega e no atendimento ao cliente – calcanhares de Aquiles dos serviços nacionais. "Se você construir uma boa experiência, os consumidores irão comentar sobre o serviço. O boca a boca é muito poderoso", disse certa vez Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon.

"O modelo de operação bem-sucedido da Amazon se apoia em três pilares", diz Ludovino Lopes, presidente da Câmara Brasileira de E-commerce. "Automação em grande escala dos centros de distribuição de produtos, parcerias muito bem amarradas com empresas transportadoras que fazem entregas ágeis e confiáveis e utilização de canais eletrônicos de atendimento aos clientes." A fórmula foi bem-sucedida lá fora. Resta saber em que medida a Amazon vai repetir o modelo no Brasil – e em que medida vai esbarrar em obstáculos ou características típicas do país, como gargalos de infraestrutura e preferências do consumidor.

Atualmente, a Amazon opera com 50 armazéns de produtos, espalhados entre os continentes americano, europeu e asiático: desses estoques gigantescos são enviados os itens adquiridos por consumidores em qualquer parte do globo. Cada um desses "fulfillment centers", como são chamados, conta com um nível elevado de automação. Esqueça, portanto, a ideia de homens guiando carrinhos velozes em grandes corredores em busca de itens estocados nas prateleiras.

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Ações high tech

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Altas
Baixas
Volume
Preço x Volume
  Código Preço Oscilação (%)  
1 TOTS3 39.60 1.25
2 BTOW3 12.28 2.25
3 CTAX3 5.12 3.64
4 IGBR3 8.93 0.90
5 BEMA3 7.75 0.65
6 NETC4 31.20 0.16
7 INEP3 1.50 2.04
8 POSI3 4.98 0.40
9 MLFT4 1.58 0.64
10 TMAR3 0.00 0.00
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