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Alta do dólar eleva preços de eletrônicos

Por Maurício Grego, de EXAME.com
• Quinta-feira, 22 de setembro de 2011 - 15h53
Divulgação
O tablet Positivo Ypy 7, anunciado por 999 reais em sua versão mais simples, poderá ficar mais caro por causa da alta do dólar

São Paulo — A desvalorização do real nas últimas semanas terá impacto direto no bolso do consumidor ao comprar aparelhos eletrônicos. Além de encarecer os produtos importados, a subida da taxa de câmbio deve provocar a elevação de preço também dos equipamentos fabricados no Brasil, já que haverá aumento no custo dos componentes.

No caso de produtos importados, o aumento deve ser repassado ao preço final se a taxa de câmbio se mantiver elevada. Se o dólar se estabilizar em torno de 1,80 real, por exemplo, o preço pode subir mais de 10%. Já o impacto nos produtos fabricados no Brasil tende a ser menor. Mas, como os componentes importados ficarão mais caros, eles também devem se encarecer.

Durante o anúncio da sua nova linha de tablets Ypy, na terça-feira, a Positivo divulgou que os aparelhos terão preço começando em 999 reais. Mas esse valor poderá ser revisto em função da taxa de câmbio. “Se o dólar continuar subindo, não tem jeito”, disse, durante o evento, Hélio Rotenberg, o presidente da Positivo. Ele admitiu que o tablet será vendido com margens pequenas. Se a taxa de câmbio se estabilizar em 1,80 ou mais, o preço deve subir para que a empresa não tenha prejuízo.

Tanto no caso dos eletrônicos nacionais como dos importados, a porcentagem exata do aumento de preço vai depender da política do fabricante ou do distribuidor e do comportamento da taxa de câmbio. Se as empresas avaliarem que a alta do dólar é passageira, podem decidir apertar suas margens temporariamente para não elevar demais o valor na etiqueta do produto.

A Nintendo, por exemplo, lançou, nesta semana, uma edição específica para o Brasil do seu console para jogos Wii por 999 reais. O produto é importado pela Gaming do Brasil, sua distribuidora exclusiva, que diz que deve manter o preço por enquanto. "Temos um colchão de hedging contra as flutuações no câmbio. Vamos absorver a alta. Só teremos de rever o preço se o dólar passar de 2 reais", diz Juliano Bolzani, gerente-geral da distribuidora.

Naturalmente, se a taxa de câmbio continuar subindo – vários analistas já preveem que pode chegar a 1,90 real nas próximas semanas – a alta nos preços de boa parte dos produtos será inevitável.

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comentários

  • Parte do problema é por culpa da crise lá fora, e outra é do governo, que fica deixando o dólar subir para agradar os exportadores. O consolo é que eles terão que pagar mais caro também para poderem adquirir maquinários e eletrônicos!

    Anônimo • 23/09/2011 - 00:22
  • alguma coisa ficar barata ou com preço menor no Brasil é raridade, ainda produzimos e mandamos para fora bananas, então, produtos eletroeletronis, tudo é praticamente importando, se nao 100%, a maior parte do que se produz se ficar nesse ritimo ate o tablet 100% nacional morre antes de nascer, e a venda de carros e tudo mais vai junto, ah e evidente quem mais se prejudica o povo como sempre, alias quem ja notou que no supermercado a alimentacao ta com variaçoes exorbitantes de um supermercado para outro do mesmo produto......? é o Brasil da Dilma!!!! tudo igual só muda o nome do governante da nação

    Anônimo • 22/09/2011 - 20:51
  • palhaçada, dificilmente abaixam os preços quando o dólar baixa, agora quando aumenta um pouquinho todo mundo se meche!!!

    Anônimo • 22/09/2011 - 18:32
  • Tanto faz, não ia comprar nada mesmo nos próximos meses.

    Anônimo • 22/09/2011 - 16:24

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