Mercado
A jogada da TecToy para continuar no mercado
Marcio Orsolini, de EXAME.com Sábado, 01 de janeiro de 2011 - 13h13Divulgação |
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Console da Tectoy: avanço dos concorrentes tirou a empresa desse jogo |
SÃO PAULO - Nos anos 90, a Tectoy se destacava no mercado brasileiro de videogames com os consoles Master System e MegaDrive, que tinham jogos clássicos como o porco-espinho Sonic.
Tempos depois, os consoles ficaram obsoletos perto dos aparelhos desenvolvidos por empresas estrangeiras. A Tectoy perdeu espaço para Nintendo, cujo último sucesso é o Wii, e para toda a geração de Playstation da Sony.
A última cartada da Tectoy foi a decisão de passar a prestar serviços a empresas estrangeiras que desejam fabricar e comercializar suas marcas no Brasil. Para isso, a Tectoy fechou contrato com a empresa coreana Humax, uma das líderes globais na produção de conversores para TVs por assinatura. Os aparelhos serão comercializados para a Sky que pagará uma porcentagem à Tectoy.
“A ideia é estar presente em todas as áreas de eletrônicos para nos tornarmos uma empresa multimarca”, disse a EXAME.com Fernando Fischer, presidente da Tectoy, que não terá mais produtos próprios – à exceção de DVDs e jogos para celular e internet. “Temos mais três empresas em negociação que não podemos falar, uma delas na área de TV. Duas japonesas e uma da região. O que posso dizer é que não haverá competição entre elas.”
Investimentos
Para viabilizar esse modelo de negócios, a Tectoy investiu 2 milhões de reais na ampliação de sua fábrica no polo industrial de Manaus, aumentando sua capacidade de produção em cinco vezes e dobrando o número de funcionários para um total de 400 no local. “Acho que a capacidade vai bater no limite no meio do ano que vem”, afirma Fischer.
Hoje 65% do faturamento da empresa vem de DVDs e 35% vem de jogos eletrônicos, mas com a nova estratégia essa proporção tende a mudar. A Tectoy fabrica videogames, DVDs, DVDs Karaokê, DVDs para carros, Blu-ray, TVs e receptor de TV digital. Com cerca de 5.000 pontos de venda, a participação de mercado em DVDs saltou de 1,7% em 2006 para 18,5% em novembro deste ano.
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Fábio Silveira • 03/01/2011 - 19:24
Ao meu ver o problema maior era o preço dos produtos naquela época...
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Danilo Barbosa • 03/01/2011 - 16:21
A tec toy deveria era investir em desenvolvimento de jogos online pra pc. De preferencia multiplayer, e cobrar mensalidade. Mas precisa de muita grana e capacitação que hoje não tem no Brasil.
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Laércio Carvalho Silva • 02/01/2011 - 15:11
Torço muito pela Tectoy e ela devía aproveitar melhor a zona franca de manaus(menor imposto do país) para investir mesmo em soluções criatívas e competitivas. Sería bacana se ela dentro dos aparelhos que ela estivesse terceirizando a fabricação pudesse colocar os jogos clássicos neles. Por exemplo jogos imbutidos e mais vendas de jogos pela net para seus aparelhos a preço populares. Afinal estaría aproveitando o que já está feito e vender somente o software sem fabricação de cartuchos, cds e outras coisas que precisaría investir fisicamente. Afinal os jogos sempre foram divertidos e se você vende a mais pessoas você fatura mais com isso. Já que no momento ela ou não se interessa ou não tem condições de preparar jogos de grandes produções com grande qualidade gráfica, que é o que todos esperam hoje em dia.
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Fabiano Santos • 02/01/2011 - 04:03
A Tec-Toy foi no Brasil pioneira não só em video-game, mas em muitos outros briquedos eletrônicos. Carrinhos a controle remoto potentíssimos que lembravam o clássico "Maximus" da também quase falida "Estrela", baquetas que tocavam sem a bateria somente sacudindo no ar (a altura perfazia o tom) e muitos outros brinquedos tecnológicos. Idéias originais, inovadoras, mas sem valor em uma sociedade de adolecentes medíocres que acham que o que vem dos EUA é sempre o melhor. Hoje pagam fortunas por jogos ou conseoles enriquecendo empresas fora do país sendo que temos gente competente que se tivessem a devida atenção, tenho certeza que desenvovleriam coisas tão boas, quissá melhores que os importados. A Mentalidade do brasileiro é ridícula. Enobrece os produtos que vem de fora (muitas vezes até rejeitados no mercado deles) e empobrecem as empresas nacionais que são obrigadas a se "prostituirem" para poder sobreviverem. Lamentável mesmo!
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Rodrigo Melo • 01/01/2011 - 23:04
Buáááá....buáááá... agora dá pra complar meu "MASTER SISTER" que meu papai nunca me deeeeuuu.... kkkkkkkkkkkkkk
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Fernando Pardo Guimarães • 01/01/2011 - 19:37
Na década de 90 a Tectoy perdeu espaço para os videogames da Sony e da Nintendo porque a Sega acabou perdendo espaço no mundo inteiro, do contrário continuaria tendo espaço. É nobre a atitude deles voltarem a tentar vender no mercado de videogames, mas com um aparelho com interface pior que um PS1, gráficos inferiores a uma PS2, falta de publicidade, preço altíssimo para as classes C e D, e desinteresse pelas classes A e B, fica difícil concorrer com os games vendidos para PC e videogames vindos de descaminho (contrabando, no popular).





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