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Artigo: Torrents X Streaming
Sandra Carvalho Quarta-feira, 14 de julho de 2010 - 10h28Divulgação |
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SÃO PAULO - No fim de Lost, o download já ficou em segundo plano.
Se há algo que não se pode subestimar na internet, é a força dos torrents. Perseguidos por toda parte, sites da liga do Pirate Bay resistem com o apoio de milhões de internautas anônimos. Mas, no último episódio de Lost, os torrents ficaram, de certa forma, para trás. O que bombou, de fato, foram os sites de streaming, que transmitiram em tempo real as derradeiras cenas inéditas do seriado.
Para um episódio regular de uma série americana, o torrent tem sido considerado a melhor escolha pelos internautas. Com apenas algumas horas de atraso, as cópias alternativas chegam a qualquer PC do planeta com ótima qualidade de vídeo e frequentemente com legendas. Quando se apela para os sites de streaming, sobretudo nos casos de streaming em tempo real, a qualidade da imagem é a primeira derrotada. Há bugs, algumas interrupções, mais sustos ou menos sustos. Qualidade 100% é algo bem distante.
Com o último episódio de Lost, depois de seis anos de mistérios que nenhum ser humano seria capaz de decifrar com um mínimo de coerência, o que se viu foi uma opção grande por streaming, em detrimento da preocupação com a qualidade das imagens.
Os torrents sempre foram uma preferência nacional porque se adaptam a qualquer tipo de banda larga. E banda larga, realmente larga, nunca foi um ponto forte nacional, certo? Se a velocidade é menor, os downloads são mais lentos, mas mais cedo ou mais tarde acabam comparecendo. Em streaming, engasgos de uma banda muito lenta podem se tornar um fator de irritação poderoso a ponto de levar à desistência de qualquer programa.
Mas Lost é Lost, e dúvidas alimentadas ao longo de seis anos fazem as pessoas engolir qualquer qualidade em busca da informação em cima da hora, no exato instante em que vai ao ar. Resta saber se momentos cruciais das programações da TV acionarão o mesmo ciclo de comportamento daqui para frente. Tudo indica que sim. Num mundo cada vez mais globalizado, faz sentido consumir informação defasada?
O canal AXN até tentou diminuir o delay entre a exibição do último episódio de Lost nos Estados Unidos, pela rede ABC, e a transmissão brasileira, pela televisão a cabo. Foi bem-sucedido na proposta de diminuir este prazo. Nos Estados Unidos, o episódio foi ao ar no penúltimo domingo de maio. No Brasil, dois dias depois. Pouco tempo, se comparado com os long gaps normais nessa área. Mas tempo suficiente para que os fãs da série soubessem de todos os segredos revelados por outras mídias, bem antes da exibição verde-amarela.
Moral da história: para ser relevantes fora dos Estados Unidos, as redes de TV não deveriam reconhecer que o mundo está globalizado, e passar a agir de acordo com isso? A conferir.
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Com certeza seria uma ótima revolução se a televisão brasileira começasse a apostar um pouco mais na web.
Pessoas que não tem tempo de parar em frente a uma TV iriam agradecer bastante.
enviado por: Anayran Pinheiro de Azevedo em 14/07/2010 - 10:42





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