Carro de ativistas pró-WikiLeaks protesta a favor de Manning em WashingtonSão Paulo - O julgamento do ex-analista de inteligência do Exército americano, Bradley Manning, teve início nesta sexta-feira (22) com uma audiência de 50 minutos, em que Bradley foi questionado sobre sua compreensão em relação às graves acusações que são feitas contra ele.
Ontem, a Justiça Militar americana de Maryland acatou formalmente o pedido da promotoria para levar o soldado a julgamento. Ao todo, o Tribunal aceitou 22 acusações diferentes contra Bradley.
Os supostos crimes giram em torno da entrega de milhares de documentos confidenciais ao site WikiLeaks, portal que agrega informações secretas enviadas por fontes anônimas.
O soldado será julgado como responsável pelo maior vazamento de dados na história dos Estados Unidos. Ao todo, ele é acusado de vazar mais de 700 mil documentos.
Além dos papéis, Manning é suspeito de vazar um vídeo de soldados em combate que deixou as autoridades americanas em uma situação constrangedora. O vídeo mostra americanos em um helicóptero atirando em civis desarmados.
Entre as acusações que o Tribunal Militar de Maryland acatou está o crime de "auxiliar o inimigo". Se condenado, o jovem de 24 anos pode ser sentenciado à prisão perpétua. A promotoria do caso optou por não pedir a pena de morte, embora juridicamente isso fosse possível em função da gravidade das acusações contra Manning.
A defesa do ex-militar vem argumentando que Brad foi um soldado perturbado e que jamais deveria ter tido acesso a tantos documentos importantes. Os advogados de defesa alegam “problemas mentais” de seu cliente e culpam seus superiores por deixá-lo acessar documentos secretos.
O caso divide as opiniões entre os norte-americanos. Muitos defendem Bradley e dizem que ele é um herói que trouxe à tona condutas questionáveis tomadas pelas autoridades dos Estados Unidos.
Outros, porém, consideram o soldado um traidor que se mostrou irresponsável em relação à segurança do seu país.
A sentença será proferida pela Justiça Militar e, caso condenado, Manning poderá tentar reformar a sentença na Justiça Comum dos Estados Unidos.
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