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Para Suécia, juiz do TPB não foi tendencioso
Reuters Quinta-feira, 25 de junho de 2009 - 12h05Reuters |
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Tomas Norstrom, juiz do caso TPB: sentença foi objetiva, declarou corte sueca. |
ESTOCOLMO - O juiz que sentenciou quatro homens à prisão por conduzirem o site The Pirate Bay não foi tendencioso, determinou uma corte sueca de apelação.
Advogados dos acusados pediram um novo julgamento, argumentando que o juiz Tomas Norstrom pode ter sido tendencioso por ser membro de vários grupos de proteção dos direitos autorais.
"A corte chegou à conclusão de que nenhuma dessas circunstâncias, nem sozinhas nem juntas, implicam dúvida sobre se o juiz foi objetivo", declarou a corte em um comunicado.
Os quatro homens por trás do site (Carl Lundstrom, Peter Sunde, Gottfrid Svartholm Warg e Fredrik Neij) foram sentenciados em abril a um ano de prisão por quebrarem direitos autorais e foram ordenados a pagar 3,6 milhões de dólares em indenização.
Empresas de música e filmes, incluindo Warner Bros, MGM, Columbia Pictures, 20th Century Fox Films, Sony BMG, Universal e EMI, solicitaram indenizações de mais de 100 milhões de coroas suecas (12,6 milhões de dólares) para compensar perda de receitas.
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Bem, tem vários pontos a serem observados.
Primeiro, mesmo que prove estar sendo técnico e objetivo, fica muito chato publicamente, pois gera amplas dúvidas quanto a credibilidade do sistema, pelo simples fato de que, queira ou não, o nobre jurista faça parte de associações amplamente contrárias ao assunto em julgamento.
Lembremos que a Lei talvez seja cega, como desejam alguns, mas os julgadores não.
Imaginem uma final de Copa do Mundo, digamos, Brasil e Argentina. Quem é que admitiria um juiz argentino ou brasileiro? Por maior que sejam as suas virtudes, e por mais acertadas que sejam as decisões e ponderações, estamos lidando com pessoas, sentimentos, opiniões e pontos de vista divergentes em vários aspectos.
Mas outra coisa importante, no assunto, é que o próprio pessoal do Pirate Bay, assim como muitos outros, tem dito:e preciso repensar a estrutura. Eu sugiro um amplo brainstorming em todas as áreas. Precisamos pensar. Empresas e desenvolvedores precisam faturar. Pessoal técnico precisa do seu salário. Artistas, escritores, todos mundo, precisa de estruturas operacionais que custam dinheiro.
Não dá para trabalhar de graça para quem simplesmente não quer pagar, começando por muitas empresas por aqui que acham que mão de obra especializada é grátis. E também não dá para sustentar preços muito divergentes, mesmo que justificados em boa parte.
Precisamos sim, pensar no como produzimos, distribuimos e somos renumerados.
Agora, se me dizem que devo produzir carro (de luxo) de graça, e tentar viver da eventual venda de gasolina, ou dar roupas e viver da venda de sabão, não dá. Não dá mesmo.
Sabemos que é necessário repensar a estrutura de negócios tanto quanto a de prestação de trabalho. Ressurgimento de feudalismo pelo quase monopólios locais de trabalho, e da implantação da senzala virtual (trabalhe sem direitos, ganhe muito pouco e não reclame por ter que se virar para fazer o que a empresa deveria fazer), indo ao ponto de que as próprias estruturas que fomentaram ganhos maciços estarem perdendo seus pontos forte, com toda certeza são indicadores de que a enchente já chegou, a avalanche já caiu, o vulcão já está em erupção.
A voz do povo é a voz de Deus é um ensinamento milenar chines. E neste caso, tanto produtores, quanto público, precisam repensar o modelo.
Pessoalmente, acredito que é possível sim chegarmos (sem tanta dificuldade) a uma abordagem ampla, em que mais pessoas poderão fazer seus negócios, e receber de forma justa pelo seu trabalho, tanto quanto será mais fácil poder pagar pelo que usarmos.
Gilberto Strapazon
enviado por: Gilberto Strapazon em 26/06/2009 - 10:40 -
Manuel Lemos eu acho que o errado é classificar a copia de um material que passa na TV como pirataria. MAnuel em sua opinião qual é a diferença entre eu copiar uma novela da globo para minha mãe assistir depois e meu amigo nos EUA copiar um seriado no computador e disponibilizar para mim via torrent para eu assistir depois?
enviado por: Rodrigo em 26/06/2009 - 09:09 -
Copiar arquivos sem autorização é crime. O que o Pirate Bay fazia é facilitar esse tipo de crime. Isso é cumplicidade. Cumplicidade também é crime.
Acho uma irresponsabilidade dos donos do The Pirate Bay acharem que poderiam desafiar as leis sem nunca serem punidos. Foram atrevidos e ainda ficaram gozando, agora vão ser presos e não têm salvação.
Já disseram que não vão pagar as multas e indenizações. Isso só vai piorar o caso deles porque vai aumentar o número de anos que vão ficar na cadeia. Talvez cadeia seja a única forma de eles se darem de conta do que fizeram de tão errado.
enviado por: Manuel Lemos em 25/06/2009 - 19:33 -
Ja sabemos quem boicotar: Warner Bros, MGM, Columbia Pictures, 20th Century Fox Films, Sony BMG, Universal e EMI.
Ja fasso boicote a CDs desde que começaram a perseguir o napster ^^
enviado por: Cristiano Rigon em 25/06/2009 - 14:02 -
Warner Bros, MGM, Columbia Pictures, 20th Century Fox Films, Sony BMG, Universal e EMI, Todas essa empresas tem que ter muitas perdas daqui em diante, ficam na inercia, não inovam e depois querem culpar o compartilhamento como sendo a causa da queda da receita, são todos um bando de ignorante mesmo
Viva o compartilhamento e abaixo essas empresas nojentas
enviado por: em 25/06/2009 - 12:46





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