Internet
Os piratas do Brasil estão chegando
Guilherme Pavarin, de INFO Online Segunda-feira, 05 de outubro de 2009 - 15h25Divulgação |
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Jorge Machado e Guilherme Bellia, do Partido Pirata: dupla explica as propostas da agremiação que foca na internet e na política colaborativa |
SÃO PAULO – Eles defendem o software livre nas escolas, a transparência política e a privacidade na internet. O Partido Pirata do Brasil já existe, sim.
Inspirado nos moldes europeus, a versão 'pirateada' nacional já escreve seu estatuto e pretende lançar os primeiros candidatos nas eleições de 2012.
Até lá, o Partido Pirata do Brasil quer divulgar sua forma aberta e colaborativa de fazer política. Uma nova proposta, nos moldes "wiki", que permite que qualquer interessado contribua ideologicamente com o partido pela internet.
Sem qualquer sinal de hierarquia partidária, os membros Jorge Machado, sociólogo e professor universitário, e Guilherme Bellia, estudante de comunicação, concederam uma entrevista a INFO Online para contar sobre a história e os princípios do partido.
Confira o bate-papo logo abaixo.
INFO ONLINE: Como se deu a ideia de fundar o Partido Pirata do Brasil?
JORGE MACHADO: O Partido Pirata do Brasil, o embrião dele, digamos assim, surgiu no Fórum do Partido Pirata Internacional. Foi um fórum e um site criados pelos suecos, em 2006, devido ao interesse internacional, principalmente dos europeus. Começamos a discutir entre o final de 2006 e o começo de 2007 num fórum só para o Brasil. Isso tudo por meio da internet. O primeiro site nós criamos no fim de 2007, mas ele só se estruturou de verdade a partir do primeiro encontro presencial no Campus Party de 2009, quando o criamos um vínculo mais forte.
INFO ONLINE: Qual o objetivo de um Pirata na política?
JORGE MACHADO: Tem um núcleo que é uma pauta comum entre todos os Partidos Piratas, que é a questão de direitos civis, entre eles, o mais importante é a liberdade de expressão e o direito a privacidade. Defendemos o compartilhamento da cultura e do conhecimento, o que demanda uma reforma nas leis de direitos autorais. Também queremos rediscutir o sistema de patentes. Além da transparência política, que todos os Partidos Piratas discutem.
GUILHERME BELLIA: A questão de privacidade tem se tornado cada vez mais importante devido a certo movimento que está começando a aparecer e já está se consolidando em alguns países de restringir cada vez mais os direitos de anonimato dos internautas com justificativas duvidosas, como coibir crimes e etc. Uma das importâncias do Partido Pirata é ir contra essa tendência governamental de tirar a liberdade, de um direito humano.
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A constituição de 1988 garante a liberdade de expressão mas proíbe o anonimato. Isso é clásula petrea e não pode ser mudado. De resto, nenhuma organização pode ser criada neste pais para fins que contrariem as leis brasileiras. Se esse for o caso, essa associação já nasce juridicamente morta.
enviado por: Eduardo Figueiredo em 20/10/2009 - 15:43 -
Ronaldo foi bem infeliz no seu comentário, primeiro não tem a mínima noção do que é o Partido Pirata, já foi logo confundindo com o PirateBay, segundo, não tem a mínima noção do que é software livre, e já sai falando besteira. Você perdeu uma boa chance de simplesmente ficar quieto.
E Vida longa ao PirateBay e ao Partido Pirata :D
enviado por: Marcos Sanderlei de Oliveira em 19/10/2009 - 10:45 -
Parabéns ao entrevistador, Guilherme Pavarin. Lúcido, demonstrou que conhece as propostas desse Partido, ainda embrionário. Suscitou, com clareza, questões relevantes, como quando perguntou se a denominação “Partido Pirata” não parece pejorativa, no Brasil. Ou, astucioso, perguntou se os ativistas do Partido Pirata estariam armados contra as corporações e gravadoras... Penso que, como tudo que é novo, o tema vai gerar muita polêmica. De minha parte, tenho certeza que todas as ideias do “Partido Pirata” são baseadas em princípios democráticos e do Estado de Direito. Todos sabemos que algo tem que ser mudado, na forma como se faz política, hoje, no Brasil. Todos queremos ser governados por um sistema democrático de governo. Nossa geração, hoje na faixa de 50 anos de idade, lutou muitíssimo pela abertura política. Acreditamos na democracia. Porém, após falecimento de idealistas como Franco Montoro e Ulisses Guimarães, assistimos com tristeza, a relativização da máxima: “todo poder emana do povo e em seu nome é exercido”. Atualmente, há uma usurpação do poder, permitida pelo nosso sistema político-democrático, no qual, “todo poder emanado é do político, e a seu modo, é exercido”. Maior tristeza ainda, percebermos com que passividade a maioria dos jovens assistem a essa enxurrada de lama que tomou conta do congresso, sem manifestarem-se contra tudo isso....Portanto, se o “Partido Pirata” obtiver adesão dessa “moçada” consciente, que via on line, participem de discussões sérias; e obtenham mecanismos que tragam transparência na política e eficiência nos resultados de programas de governo, (sempre bem intencionados na criação, mas deturpados na aplicabilidade); se, através de construção colaborativa, a que se referiu o entrevistado Jorge Machado, conseguirem melhorias para nosso sistema político, ficarei realmente realizada, como mãe de um desses idealistas “pirata”. Que sejam exitosos os esforços, jovens “piratas do bem” , deste Planeta azul!!!
enviado por: Celia R Bellia Monteiro em 07/10/2009 - 23:51 -
Olha a baixaria, vamos pro Ratinho fazer DNA! Ahuahu. Ronaldo, Ronaldo... Vai voltar a jogar ou vai ficar enrolando P-)
enviado por: Leandro Rodrigues Freires em 07/10/2009 - 14:48 -
Caro Ronaldo, por favor se informe melhor antes de sair esbravejando.... o Partido Pirata é um partido político, e o Pirate Bay que está sendo julgado é um site, outra coisa completamente diferente. Apesar de terem ideais parecidos, o Partido Pirata é legalmente estabelecido e não tem nada de 'criminoso'.
enviado por: Bruno Vassalli Zanelli em 07/10/2009 - 11:30 -
Gostei da matéria estarei acompanhando as noticias sobre o Partido e desejo boa sorte a todos seus integrantes.
enviado por: Eduardo Zanollo Junior em 07/10/2009 - 11:13 -
Guilherme Bellia, posso estar confundido, mas se bem me lembro os ex-donos do Pirate Bay já foram condenados em primeira instância. O que aconteceu agora é que eles recorreram e um dos três juízes do painel que vai julgar o recurso foi considerado inapto para julgar o recurso por ter ligações a empresas interessadas em condenar os ex-donos do Pirate Bay. Mas pelo que entendi o recurso ainda vai ser feito substituindo o juiz desqualificado. Não sei se é crime chamar de criminosos quem já foi condenado por crimes em primeira instância. Até que o recurso se julgue procedente, parece-me válido.
enviado por: Manuel Lemos em 07/10/2009 - 02:41 -
Qüanta besteira. Os comentários são os piores já vistos pelos "tuiteiros", os bixeiros. Acho melhor escrever "post", visto que só há ignorância aqui.
enviado por: Fábïö em 06/10/2009 - 21:24 -
Mais um desinformado. Ronaldo Santana Ramires os membros do Pirate Bay estão sendo JULGADOS e ainda não foram condenados uma vez que o primeiro processo foi anulado. Portanto, você não pode chamá-los de criminosos. Aliás, você potencialmente acabou de cometer um crime, sabia ? Acusar réu de criminoso sem processo julgado é crime tipificado pelo códio penal. Informe-se antes de sair falando bobagem por ai.
Se a suécia é tão evoluída em legislação como você diz, como me explica isso: http://torrentfreak.com/spotify-connection-disqualifies-pirate-bay-appeal-judge- 090929/ ?
enviado por: Guilherme Bellia em 06/10/2009 - 20:21 -
Ronaldo Santana, se o software livre NÃO fosse bom, IBM, DELL e HP não estariam baseando equipamentos / soluções em Linux....
Só para lembrar, até pouco tempo, a Microsoft rodava seu servidor de atualizações baseado em solução Linux.
enviado por: Anderson Silva em 06/10/2009 - 16:46 -
Cadeia para eles !
Como sempre até nisso somos atrasados, se na Suecia que é um dos paises mais avançados em legislação e direito esses caras foram presos, com certeza aqui deveriam seguir o mesmo caminho.
Se software livre fosse bom para alguma coisa mesmo, a Microsoft, IBM, DELL, HP e um monte de outras ja teriam falido.
enviado por: Ronaldo Santana Ramires em 06/10/2009 - 16:18 -
Nesse quero me filiar também!
Chegou a hora da liberdade! De ter nossos direitos realmente levados á sério!
Chega desses Juizes que nao entendem nada de tecnologia/informática darem o veredicto sem embassamento...
Esse Partido com certeza terá o apoio de muuuuuuuuuuuuuuuuita gente... quero so ver por exemplo a industria fonográfica o q vai fazer.... terá realmente q se reinventar...
PPB to com vocês!!!
enviado por: Ricardo Maganhati Jr. em 06/10/2009 - 13:27 -
Estou com vcs, sempre pensei numa política aberta na minha própria casa. Achar o que minha mãe diz é sempre o melhor pra mim seria pensar de forma "proprietária". Será o que ela acha que é melhor pra mim realmente é? Levando esse exemplo para a política, a lei fala sobre a liberdade de expressão, depois vem políticos e dizem que o melhor é que essa liberdade tenha um limite para um "melhor andar da carruagem". Balela. Abaixo a ditadura! Voto sim para o PP P-). \o/ Vcs viram quanto vai custar o Win7 para o Brasil? Vcs viram quanto vai custar a Copa, as Olímpiadas para os cofres públicos? Vcs por acaso sabem de onde vai sair os recursos? Será que vai sair da saúde, educação?
enviado por: Leandro Rodrigues Freires em 06/10/2009 - 11:51 -
Guilherme, ficou ótima a reportagem. Obrigado por ter colocado os textos corridos da entrevista, facilita muito o entendimento das nossas ideias.
Freddy: Pena que pense assim. Um típico argumento retrógrado cujo conteúdo não faz nada sequer tentar desmoralizar indivíduos a partir de suas escolhas. É o mesmo tipo de preconceito exercido contra os homossexuais ou minorias de todo tipo. Me lembro bem dos discursos nacionalistas e seu caráter de segregação, cuidado, o fascismo vive.
Se você fosse um pouco mais bem informado entraria em nosso site e veria que não tem nada a ver com comunismo uma vez que não defendemos em momento algum o fim da propriedade privada. Todas nossas ideias são baseadas em princípios democráticos e do Estado de direito.
Obrigado.
enviado por: Guilherme Bellia em 06/10/2009 - 10:35 -
Tema interessante. Vou propor uma discussão na faculdade. O mundo tá precisando de uma reforma política completa (de preferência substituir a maioria dos atuais representantes). Imaginar essa reforma partindo da Internet não me espanta nem um pouco. Basta analisar a curva evolutiva da tecnologia e como ela tem afetado a evolução da sociedade. Muita coisa deve ser revista para se adequar aos moldes ágeis da atualidade. Deus toma conta!
enviado por: Carlos Messala Borges de Oliveira em 06/10/2009 - 09:37 -
Para mim, existe uma pergunta que não cala: partindo do princípio que software livre não é necessariamente software grátis (isso os próprios idealistas do software livre sempre enfatizam), qual a diferença em se pagar por um "software proprietário" ou pagar por um "software livre"? Só por ter os fontes? Você pode prever isso em contrato de software proprietário também.
enviado por: Fabio Luis Griebner em 06/10/2009 - 08:28 -
Pra mim não passa de comunistas querendo aparecer. Camisa daquele bandido do "che" no armário e um "cigarrinho" no bolso pra dar uma "relaxada".
enviado por: freddy em 05/10/2009 - 22:45 -
Nesse eu vou me filiar!
enviado por: Marcos Antonio da Silva em 05/10/2009 - 21:43 -
Não acho que a bandeira deles seja a internet! A internet é a FERRAMENTA! É o único espaço onde todos tem voz! É onde UM cliente mal atendido de uma empresa bote botar a boca no trombone, literalmente, e forçar a empresa para melhor atender os clientes. O mesmo vale para a política. É triste saber que os outros partidos políticos não possuem fóruns on-line, eu achava que isso era comum! Pela internet todas as leis podem ser comentadas, todos têm acesso aos textos de novas leis e podem fazer comentários. Podem promover ou não uma proposta de forma rápida e simples. O futuro da política está na rede, sem dúvida nenhuma. Se os partidos atuais não se ligarem nisso estão fadados a morrer em menos de uma década. Vejam por exemplo o site ideastorm da Dell!! Ascontas públicas seriam abertas, eu mesmo poderia questionar o uso de um recurso ou o preço de um serviço prestado, outros entrariam na discussão, a empresa/pessoa responsável teria de dar suas respostas, tudo aberto, tudo transparente!
enviado por: Bruno Ferreira Porto em 05/10/2009 - 18:30
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