São Paulo - Informações postadas por um menor, de 16 anos, em uma rede social, sobre aquisições de eletrônicos durante uma viagem, estimulou um plano de assalto que aconteceu na terça-feira, 29, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Dois suspeitos acabaram morrendo durante uma suposta troca de tiros com policiais da Rota.
Segundo a delegada Fabiana Sarmento de Sena, da equipe Celeste do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o adolescente, também de 16 anos, acusado de participar no assalto a um apartamento na Rua Barra Funda, é amigo de classe de uma das vítimas e confessou o envolvimento.
Renato de Mauro Oliveira, de 20 anos, e um homem ainda não identificado morreram ao trocar tiros com a polícia na noite de terça. A dupla, segundo a delegada, entrou no apartamento de um casal de advogados com as chaves da porta, mantendo quatro pessoas reféns, entre eles um adolescente de 16 anos, que teria postado as informações na rede social.
De acordo com a delegada, as investigações que chegaram ao adolescente começaram a partir das chaves da casa que pertenciam ao menor vítima do roubo, que estavam perdidas havia alguns dias. "Durante as investigações, percebemos que era alguém muito próximo que teria participado do roubo. Esse amigo da vítima esteve na casa na segunda-feira, um dia antes do roubo e pode ter repassado informações aos bandidos", explica.
Outra informação que ajudou a confirmar a participação de alguém próximo à família foi uma frase dita pelos bandidos durante uma ligação recebida pelo celular dentro do apartamento: "a gente tá aqui mas não tem tanta coisa assim como você falou", conta a delegada.
O menor compareceu à delegacia ontem em companhia dos pais e disse que foi coagido pelos bandidos, que moravam próximos de sua casa, a furtar a chave da casa do amigo. "Isso mostra que não devemos expor nossa vida colocando fotos e informações íntimas nas redes sociais e o mesmo acontece no convívio entre as pessoas", aconselha a delegada.
Um boletim de ocorrência complementar foi elaborado e a narração foi encaminhada para a Vara da Infância e Juventude. O jovem será chamado em juízo, para depois serem definidas quais serão as medidas adotadas contra o adolescente.
Aqui a notícia melhor explicada (se o link não for bloqueado): http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/12/estudante-finge-ser-rico-no-facebo ok-e-amigo-manda-assaltantes-rouba-lo.html Se o link não for exibido, vai no G1 e digita na busca: "Falsa riqueza no Facebook motivou crime que deixou 2 mortos"
Falou tudo, Ibraim! Eu também sofro para compreender muitas matérias que são publicadas pela mídia. A imprensa, como veículo de informação, deve utilizar, obrigatoriamente, uma linguagem clara e objetiva.
Ixe, mal escrita que tá uma beleza. A parte em que diz "também de 16 anos" se refere a outro adolescente, é isso? E "acusado de participar no assalto a um apartamento na Rua Barra Funda" fala de outro assalto? Ou o mesmo? Me confirmem. A história seria assim: Um adolescente de 16 anos, filho de um casal de advogados, publicou nas redes sociais que compraria eletrônicos em uma viagem. Um "amigo" de escola, também de 16 anos (e que seria acusado de outro assalto na mesma rua), teria roubado uma das chaves da casa dos advogados e repassado para dois outros delinquentes, "Renato de Mauro Oliveira, de 20 anos, e um homem ainda não identificado", que planejaram e executaram o roubo, mas acabaram mortos em troca de tiros com a Rota. Sei que às vezes dá trabalho escrever, mas se a informação não seguir uma lógica temporal, mostrando claramente as relações entre os personagens não adianta nem publicar. No mundo de hoje ter que ler 2 vezes uma notícia, e às vezes mais de 2 vezes uma frase ou parágrafo, para enfim conseguir entender, é inimaginável. Sei que é mais fácil, pelo menos para mim, consertar o que outro começou do que fazer do zero, mas como veículo de informação isso é obrigatório.