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França considera taxar anúncios na internet
Reuters Quinta-feira, 07 de janeiro de 2010 - 18h03Divulgação |
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Google seria uma das empresas taxadas pela França |
PARIS (Reuters) - A França pode começar a taxar as receitas em anúncio na Internet de gigantes online como o Google, usando os fundos para apoiar a indústria criativa que foi atingida pela revolução digital.
A proposta, encaminhada por uma pesquisa comissionada pelo governo, é o mais novo desafio da França ao conteúdo de livre acesso na Internet. O país havia causado controvérsia anteriormente com algumas leis sobre pirataria online.
O tributo, que seria aplicado a outras operadoras como o Yahoo e MSN, colocaria um fim ao "enriquecimento sem qualquer limite ou compensação", afirmou Guillaume Cerutti, um dos autores do relatório, segundo o Liberatión.
Ele seria aplicado mesmo se o operador tiver sua base de operações fora da França, desde que os usuários que clicam nos anúncios estejam.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, tentou repetidamente apresentar a si mesmo como um defensor da herança cultural francesa na era digital, recentemente pedindo projetos públicos para se oporem aos planos de Google de uma grande biblioteca online.
Os críticos apontam que a questão de compensação aos autores é complexa, dado que muitas das canções, filmes e textos disponibilizados online hoje em dia são criados gratuitamente por amadores fora de um establishment cultural.
Cerutti, presidente da Sotheby na França, contribuiu com o relatório juntamente como Jacques Toubon, um ex-ministro, e Patrick Zelnik, ex-executivo musical.
Os autores sugerem ainda que a taxação dos provedores de serviço de Internet levante dezenas de milhões de euros que possam ser investidos no desenvolvimento do negócio de música online e outros setores criativos.
Nos últimos meses, as operadoras e os usuários têm enfrentado cada vez mais pressão por conteúdo online abrangendo desde jornais e livros a filmes. Sob a nova lei de Internet francesa, usuários reincidentes de downloads ilegais serão desconectados e multados.
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O problema é que os governos ainda não descobriram um substituto para o velho modelo de geração e distribuição de conteúdo. Isso é lógico, já que os únicos representantes da indústria de entretenimento são exatamente os representantes deste velho modelo.
enviado por: Luciano Pinheiro em 08/01/2010 - 10:34 -
A eterna preocupação francesa com a cultura. Vão taxar o povo francês onde quer que ele vá, e desta forma abrirá precedente para todos os demais países do mundo na taxação do lucro das grandes companhias de internet. Na prática só poderia tributar o lucro obtido pelo Google e outros a partir dos cliques efetuados na própria França o que é justo. Só que por lá a renda teria causa nobre, incentivar a criatividade perdida junto com o Minitel que foi detonado com o advento da internet. Logo no Brasil também haverá este tributo, mas provavelmente a renda será destinada à compra de panetones, ou pizza, sei lá.
enviado por: Ney RJ em 07/01/2010 - 19:20





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