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Disco de MJ ´pirateado´ pelo software livre
Guilherme Pavarin, de INFO Online Quarta-feira, 08 de julho de 2009 - 08h44Reprodução |
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Vinil autografado de Michael Jackson à venda no Mercado Livre: verba será destinada à criação do Partido Pirata do Brasil e à Fundação Software Livre |
SÃO PAULO – Dois advogados brasileiros recolheram autógrafos de pessoas centrais na luta pelo software livre, como Peter Sunde, do The Pirate Bay, num disco compacto de Michael Jackson produzido no Brasil.
A causa maior da campanha, segundo o advogado Paulo Rená da Silva Santarém, é angariar dinheiro e atenção da mídia, debatendo a controvérsia jurídica em torno do The Pirate Bay.
O disco, que contém as faixas Beat It, Billie Jean, Human Nature e Thriller, está à venda no Mercado Livre até o dia 10 de julho, sexta-feira – quando o retorno do projeto de lei dos cibercrimes do Senado para a Câmara dos Deputados completa um ano.
A ideia surgiu em um intervalo do 10º Fórum Internacional de Software Livre, quando Paulo Santarém e seu amigo Rodrigo Canalli ouviram a notícia de que os itens relacionados ao rei do pop estavam custando milhões de dólares.
Depois, escolheram um disco com bastante espaço na capa e deram canetas coloridas para o cineasta Simon Klose, Elizabeth Stark (integrante do Free Culture), Jacob “PedoBear” Appelbaum (TOR Project), Mark Surman (Mozilla Foundation), Seth Schoen (Electronic Frontier Foundation) e Sunde deixarem suas assinaturas.
"Michael Jackson, um verdadeiro 'astro', foi também ele uma vítima da indústria cultural. Michael precisa ser liberto. E a forma de libertá-lo é pirateá-lo. Pirateá-lo com o sentido do termo 'pirataria' revalorizado pelos internautas, contra a distorção proposital que a indústria cultural tem promovido, de forma cada vez mais intensa", escreveu Paulo Santarém.
O movimento “Pirateando Jackson” (ou "Michael Livre") possui uma descrição mais detalhada no blog de um dos organizadores e o produto pode ser comprado por aqui. O vinil foi inaugurado com o preço de um real e já estava no preço de R$ 74 até o fim desta notícia. Todo o dinheiro, de acordo com a descrição da campanha, será doado, divido em duas partes iguais: metade para a Fundação Software Livre e metade para a fundação do Partido Pirata do Brasil.
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Concordo plenamente, com o Sr. Anônimo ou seja Sr. Paulo.
O Mundo eh Pirata.
Amamos copiar e quem discorda eh Hipócrita. No mundo nada se cria, tudo se copia.
Miguel Angelo
enviado por: Miguel Angelo em 09/07/2009 - 19:10 -
O anônimo das 17h sou eu, Paulo Rená.
enviado por: Paulo Rena da Silva Santarem em 09/07/2009 - 18:20 -
Manuel,
Pirataria e Software livre têm, sim, muito a ver. São coisas diferentes, mas estão ligadas. Chamar atenção para isso é uma intenção central da campanha.
Bom, nós não somos advogados, somos juristas (estudamos direito e trabalhamos com direito mas não advogamos profissionalmente) mas, sim, estamos sendo oportunistas. Estamos aproveitando a oportunidade da morte do Michael Jackson para chamar atenção para alguns problemas relacionados. Um deles, a exploração indiferente que nossa cultura ocidental tem feito de seus ídolos populares. Outra, a forma como a pirataria pode contribuir para a eliminação dessa lógica perversa. Terceiro, a forma como a liberdade dos programas de computador é um caminho necessário para que haja a liberdade cultural que permite a pirataria.
Não é sacanagem. Quer dizer, é sim. É sacanagem com a indústria cultural que tenta, de forma forçada, manter as coisas como eram. Estamos sacaneando esse pessoal de frente e de forma aberta.
Obrigado pela atenção.
enviado por: Anônimo em 09/07/2009 - 17:00 -
Pirataria e software livre não tem nada a ver. Isto está me parecendo oportunismo de advogados que querem aparecer e ganhar dinheiro em cima do trabalho de Michael Jackson queimando a reputação das comunidades de software livre. Sacanagem!
enviado por: Manuel Lemos em 08/07/2009 - 17:19





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