O americano Mark Surman defende o ensino de programação nas escolasO ativisita criticou o domínio da internet por grandes empresas e disse que, até o início dos anos 2000, o mundo via a web apenas “pelos olhos da Microsoft”, o que começou a mudar apenas com o fortalecimento do movimento de software livre e a criação de padrões abertos. “Até 2003, o IE 6 era o navegador padrão e tudo que era criado na web deveria obedecer às regras da Microsoft”, disse.
Na avaliação do executivo, ao longo da última década a ascensão de comunidades de internautas e ações de software livre, como a própria criação da fundação Mozilla, ajudaram a tornar a internet um espaço democrático e abrir mercado para diferentes padrões e tecnologias. O navegador Firefox, da Mozilla, chegou a tomar a liderança do IE em vários países e influenciar o desenvolvimento de sites e padrões de internet.
Segundo Surman, para manter a web aberta e independente será preciso formar, nos próximos anos, uma nova geração de “webmakers”, usuários que não só consomem conteúdo e serviços, mas que compreendem como a web funciona.
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A Mozilla mantém um projeto chamado “Webmaker” que visa explicar seu ponto de vista para os internautas leigos, indicando como funciona a infraestrutura por trás da web, como são os serviços de data center, protocolos de acesso e filtros de dados.
“A internet é como um prédio feito de blocos de Lego, precisamos compreender como essas peças se encaixam”, disse. Para Surman, as escolas de ensino médio deveriam assumir esse papel e incluir em sua grade de ensino aulas sobre o funcionamento da web. “Esse processo, que chamamos de digital learning, deveria fazer parte da grade curricular de todas as escolas, como matemática, ciência e línguas”, disse.
Entre os conteúdos que Surman quer ensinar aos estudantes e internautas está a compreensão de como funcionam códigos HTML e como editar vídeos. “O mundo é um grande remix de coisas criadas por milhares de pessoas, precisamos dar o poder de mixar a todos os usuários e não concentrá-los em meia dúzia de corporações”, afirmou.