
São Paulo - Sean Parker, cofundador do Napster, primeiro grande compartilhador de músicas digitais por P2P e grande vilão da indústria fonográfica, publicou em seu Facebook uma nota comemorando o lançamento do serviço pago de streaming Spotify nos EUA.
Para o agora empresário, a ocasião “representa a realização de um sonho. Por uma década eu esperei por um serviço de música que pudesse reviver minha animação com a música possibilitando que ela seja gratuitamente compartilhada pelo mundo.”
A aparente contradição pode ser explicada. Depois de ter sido destruído em processos judiciais movidos por gravadoras, Parker passou a investir seu tempo em outras startups de tecnologia, entre elas o Facebook (como é retratado no filme “A Rede Social”) e, mais recentemente, o Spotify.
Na nota, ele ainda completou: “O Spotify é a resposta à pirataria: migrando milhões de fãs de música que usam a pirataria para uma plataforma legítima em que o consumo de música pode ser monetizado e em que os artistas que dedicam suas vidas para criar música podem finalmente ser pagos”.