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Classe C é desafio para virais no YouTube
Leonardo Martins, da INFO Segunda-feira, 30 de março de 2009 - 16h59![]() |
SÃO PAULO – As melhores formas para as empresas produzirem e explorarem o potencial do marketing de guerrilha e o desafio de chegar até a classe C foram alguns dos temas abordados no painel Marketing Viral no YouTube, durante o Seminário INFO.
O debate reuniu Marco Bebiano, diretor de relacionamentos do Google/YouTube, Marcelo Epstejn, diretor geral do UOL, Erik Fernandes, diretor de marketing da Claro, e Wagner Martins, o Mr. Manson do site Cocadaboa e diretor da Espalhe Marketing de Guerrilha. O papo foi conduzido por Sandra Carvalho, publisher do Grupo INFO.
As campanhas virais com vídeos foram abordadas desde a produção até os possíveis efeitos negativos que as iniciativas podem gerar. Segundo Wagner Martins, a primeira providência a ser tomada pelos publicitários é apagar a ideia de que para ser um bom viral é preciso ser um vídeo com cara de amador e sem a identificação da marca.
“Do que adianta eu mandar um vídeo para todos os meus amigos e só uma semana depois descobrir que era um viral de tal marca? Até lá, quantas pessoas fizeram esse link?”, questiona.
Outro aspecto levantado foi como atingir a massa de internautas das classes C e D no YouTube por meios virais. “É necessário entender esse público que cada vez mais usa a internet e saber as palavras-chave que eles utilizam”, diz Martins.

Erik Fernandes, diretor de marketing da Claro, disse que uma das maiores dificuldades ao lidar com campanhas virais é quantificar os resultados. “Você acaba trabalhando empiricamente, esse é o maior obstáculo. Não há comparação, apenas testes.”
Questionado sobre as diretrizes do YouTube em relação à publicação dos vídeos por empresas, Marco Bebiano afirmou que o limite é imposto pela agência publicitária. Para ele, o mais importante é que as agências enxerguem o viral como forma de comunicação, não apenas como mais uma ferramenta publicitária.
“O espectador tem que se sentir participando de uma história, como a Nike fez desde o início, instigando quem assiste”, disse, lembrando do clássico vídeo em que Ronaldinho Gaúcho faz mágica com a bola acertando o travessão repetidas vezes sem deixar a bola cair.
Marcelo Epstejn comentou como funciona o controle dos vídeos postados pelos usuários do UOL. Lá o princípio é o da liberdade total para a publicação. O controle, quando necessário, é feito posteriormente por uma equipe interna, que elimina vídeos de pedofilia, apologia ao crime e casos de desrespeito aos direitos autorais. Boa parte da tarefa é conduzida a partir de denúncias dos próprios usuários.





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