Internet
Campus Party promete debate quente e justo
Guilherme Pavarin, de INFO Online Quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 - 11h35INFO Online |
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Marcelo Branco e Sérgio Amadeu, diretores da Campus Party Brasil: todos os lados estarão representados nos debates da Campus Party 2010 |
SÃO PAULO – De 25 a 31 de janeiro, na capital paulista, sentarão na mesma mesa, face a face, ativistas de uma internet aberta e defensores do modelo atual de direitos autorais.
A cena pode parecer um encontro no tribunal, mas será, a bem dizer, uma cena comum, de debate saudável e intenso, no decorrer da Campus Party 2010.
Pelo menos é o que prometem Marcelo Branco, diretor geral, e Sérgio Amadeu, diretor de conteúdo, responsáveis pela organização e programação do evento, respectivamente. Em reunião com a imprensa, hoje, a dupla comentou que dará voz a todos os lados na área de “Campus Fórum”, incluindo nomes como Lawrence Lessig, criador da Creative Commons, e representantes das associações antipirataria APCM e ECAD – estes dois últimos grupos ainda sem nomes confirmados.
“A Campus Party não tem posição. A intenção é abrir debate. É o único lugar em que conseguimos colocar todos os lados da internet, inclusive os contraditórios. Queremos levar a todos um debate sob a ótica dos interesses públicos”, disse Branco.
Os grupos editoriais e jornais que defendem uma postura mais rígida na internet, com taxas para acessar determinados conteúdos, também devem marcar presença no evento: seus representantes formarão uma ala de discussão junto a “grupos mais abertos” que estão presentes desde o início da web, a exemplo do pessoal do software livre, segundo as palavras de Sérgio Amadeu.
Ainda de acordo com Amadeu, a discussão será acompanhada de outros temas de alta relevância social, como o uso das tecnologias de comunicação nas eleições e na educação.
“Acredito que nós nos sairemos muito bem. Muitas das tecnologias usadas nas eleições vão ser observadas na Campus Party”, declarou. “Está mudando o comportamento das pessoas que estão reconstruindo a comunicação e a sociedade está percebendo isso”.





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