
São Paulo - O primeiro dia da Campus Party 2012 foi marcado pelo calor, pela falta de água e por uma tempestade no fim do dia, que derrubou parte das instalações do evento.
Apesar de a alta temperatura no início da tarde, as pessoas mantiveram a calma e reclamavam apenas entre si. Se o calor incomodava, o barulho não.
Com a ampliação do espaço na arena – e maior distância entre os palcos – a organização resolveu a questão do ruído excessivo. Em edições anteriores do evento, os palcos disputavam para ver “quem falava mais alto”. Agora, o volume de som está em níveis aceitáveis.
A redução do barulho pode ter alterado o próprio comportamento do campuseiro, que parece estar mais maduro, menos festivo e mais focado no conteúdo oferecido pelo evento.
Espalhados em um espaço maior – no total, são 64 mil m² - eles não encontram forças para disparar o tradicional grito de “uôôô” – às vezes, eles ainda saem, mas de forma tímida. Buzinas e cornetas, presentes em edições anteriores, também parecer terem sido deixadas de lado.
Reclamações por água
Se a edição 2011 da Campus Party foi marcada pela falta de energia, esta edição, pelo menos por enquanto, é caracterizada pela falta d´água potável. O forte calor exige uma hidratação constante dentro do pavilhão.
A reportagem encontrou apenas um bebedouro na arena do evento (espaço destinado às palestras e onde estão os pontos de conexão com a web). Mesmo assim, vídeos publicados no YouTube mostram que a água é branca e inapropriada para o consumo. Por outro lado, uma garrafa de 510 ml custa 4 reais dentro do evento. A área de camping possui bebedouros.
No final da tarde, antes de sua participação, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que negociava com a Sabesp uma nova forma de fornecimento de água potável. Porém, nada foi confirmado pela direção do evento.
Tempestade agita campuseiros
No fim da tarde, a tempestade que caiu sobre o Pavilhão do Anhembi diminuiu o calor que fazia no local e derrubou as tendas que separavam a área de exposições da arena.
O diretor-geral da Campus Party, Mario Teza, usou um megafone para pedir que os presentes mantivessem distância das tendas. Após serem avariadas, a organização preferiu removê-las.
A chuva também despertou o ânimo dos campuseiros, que, por alguns minutos, gritaram com os trovões. Em seguida, assim que a situação foi normalizada, eles voltaram para seus computadores.
A Campus Party 2012 vai até domingo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Cerca de 200 mil pessoas devem passar pela área de exposições do evento, de acordo com estimativas da organização.
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