Brasil vive 2ª revolução da música digital

Por Agência Estado
• Quarta-feira, 16 de novembro de 2011 - 08h06
LaertesCTB/ flickr

São Paulo- Baixar música da internet é coisa do século passado. O mercado brasileiro começa a viver a segunda revolução da música online, em que os downloads dão lugar a serviços de streaming, que oferecem ao cliente acesso ilimitado a um portfólio de áudio por uma assinatura mensal.

Os arquivos ficam armazenados "na nuvem", em servidores de internet em algum lugar, sem que as pessoas tenham de baixá-los. O serviço de streaming movimentou US$ 532 milhões no mundo todo em 2011, um volume equivalente a cerca de 8% do mercado de música online, segundo estimativas da consultoria Gartner. Mas, até 2015, o streaming vai mais que quadruplicar. Os serviços de assinatura devem faturar US$ 2,2 bilhões e responder por cerca de 30% do faturamento do setor, que deve chegar a US$ 7,7 bilhões.

O Brasil ainda está atrasado nesse processo. Enquanto no mundo todo os serviços digitais correspondem a 29% do faturamento do mercado fonográfico, no Brasil eles somaram apenas 15% em 2010, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD). "O potencial é altíssimo. Principalmente pelo aumento do número de usuários de internet e pelo o fato de que os maiores serviços de download e streaming de música em escala mundial ainda não iniciaram as operações aqui", diz o presidente da ABPD, Paulo Rosa.

O pioneiro no streaming de áudio no Brasil é o Sonora, lançado há quase cinco anos pelo grupo Terra e que hoje detém 40% do mercado de música digital no País. O negócio cresceu 40% neste ano e deve se expandir mais 30% em 2012, segundo o diretor-geral do Terra, Paulo Castro. O Sonora tem 5,5 milhões de visitantes únicos por mês e 450 mil assinantes - que pagam uma mensalidade média de R$ 20.

Mas o Sonora deverá enfrentar concorrentes de peso no mercado brasileiro. Grandes players internacionais estudam o lançamento dos serviços no Brasil, muitos deles em parceria com empresas de telefonia móvel. A Oi saiu na frente e lançou neste mês a primeira parceria com uma empresa estrangeira de música digital, a americana Rdio. Os clientes terão acesso a um portfólio de 12 milhões de músicas a um custo de até R$ 14,90. "A oferta é aberta inclusive para clientes de outras operadoras, mas será um diferencial para a Oi. Poderemos fazer promoções que envolvam esse produto", disse o gerente de serviços de valor agregado da Oi, Gustavo Alvim.

A GVT também utiliza o streaming de música como um diferencial para oferecer aos clientes. Há pouco mais de um ano, a operadora lançou o serviço Power Music Club, que oferece um portfólio de 700 mil canções e 10 mil vídeos musicais de graça para os assinantes de internet rápida. Dos cerca de 1,5 milhão de clientes da banda larga da GVT, 100 mil são usuários do Power Music Club. A GVT pertence ao grupo francês Vivendi, que também é dono da gravadora Universal Music. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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comentários

  • Stream?? is sooooooo MAINSTREAM!!! rsrsrs... piadinhas de hipsters a parte, o negócio é o seguinte: The Pirate Bay e 4Shared. Definitiva e incontestavelmente a melhor e mais prática maneira de se obter músicas. Sim, os riquinhos mimados para massagear o ego virão com o bláblábláblá da pirataria e vão me dizer que sua conduta politicamente correta de PAGAR por um serviço de transmissão de músicas é superior, é chique, pouca gente tem e que só pobre é quem usa pirataria. Bando de hipócritas que fazem uma ação politicamente correta e ocultam os seus piores podres munidos dos advogados e juízes comprados pelo papai. Na minha opinião, o serviço de streaming só vai pegar aqui no Brasil para uma minoria, a mesma minoria de sempre: elite. Na contramão, a massa continuará usando e desenvolvendo continuamente o P2P que amo e defendo com unhas e dentes!! ;D

    Lucas Mourão • 17/11/2011 - 07:17
  • Jackson, se n me engano são os usuários que que upam as músicas. O Grooveshark é bom realmente, mas não há musicas dos Beatles por exemplo. Eles oferecem um serviço de streaming pra smartphone, o grooveshark anywhere

    Michael Corleone • 16/11/2011 - 20:07
  • Com iTunes in the Cloud, o Zune Music Pass e o Google Music acho que vai melhorar ainda mais o mercado de música por streaming no Brasil, problema é esperar a Apple, Microsoft e Google lançarem por aqui =/

    Gabriel de Carvalho Ferreira • 16/11/2011 - 14:23
  • Fora que assim... há sites que acham o Brasil ser uma Coreia do Sul em acesso à web, seja física como movel. Só que esquecem de alguns fatores: 3G não está disponível em todo lugar; wi-fi das operadoras, 99% só disponíveis em aeroportos. Se ainda nesse milênio o Brasil chegar ao padrão pelo menos da Coreia do Sul ou Japão (ou ainda, de uma Finlândia) em acesso à web, esse tipo de notícia é válida. Enquanto isso, é tudo fruto de imaginação considerar "download de música é coisa do passado".

    Richard Benetti • 16/11/2011 - 14:16
  • O problema da musica digital por streaming em aparelhos móveis é que se você estiver longe de um ponto de wifi, a conexão 3G não vai dar conta do recado. Ainda mais se você usar um serviço de internet como o da Vivo, que por R$$ 9,90 te oferece 20 mb de dados a 3G e depois tem redução de velocidade, só dá pra ouvir umas 2 musicas.

    Rafael Gomes Geronimo • 16/11/2011 - 13:54
  • eu tenho uma dúvida. Esses tempos vocês fizeram uma entrevista com um brasileiro contratado pelo grooveshark. A dúvida é: esse site fornece música de maneira ilegal? é a minha fonte de música, só escuto por ele. Ele não cobra nada, mas se fosse pra pagar 20 reais pra ter música de maneira legal pagaria com certeza. Mas teria de ser no estilo do groove já que considera ele excelente. Já experimentei o da GVT, por ser assinante deles, mas achei mais fraco, tem um portfólio mais carente.

    Jackson Kuntz • 16/11/2011 - 12:28
  • Agora seria a hora de termos um serviço como o finado Usina do Som.

    Rodrigo Melo • 16/11/2011 - 10:37
  • Eu tenho GVT e nunca dei bola para o serviço Power Music Club por só poder ser acessado do navegador. Mas agora que eles liberaram o aplicativo para iphone eu estou usando muito e adorando o serviço que é muito rápido e de alta qualidade.

    Rodrigo • 16/11/2011 - 09:08

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