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Amazon nega pressão para bloqueio do WikiLeaks
Reuters Sexta-feira, 03 de dezembro de 2010 - 15h45Reuters |
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O fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange |
NOVA YORK - A Amazon negou que tenha sofrido pressão do governo dos EUA para deixar de hospedará o site WikiLeaks, que publicou dados sigilosos e delicados do governo americano.
"Houve rumores de que um inquérito do governo nos levou a deixar de atender o WikiLeaks. Isso não procede", afirmou a empresa em comunicado.
"Também surgiram informações de que a decisão foi causada por ataques DDOS (negação de serviço distribuída) em larga escala, o que tampouco procede. Houve de fato ataques DDOS em larga escala, mas nos defendemos com sucesso contra eles", acrescenta o texto.
A Amazon informou que havia suspendido a hospedagem do WikiLeaks porque ele havia violado os termos de serviço, e não devido a um inquérito do Comitê de Segurança Interna do Senado norte-americano, causado pela raiva quanto à divulgação de milhares de documentos sigilosos do governo dos EUA.
Assessores de Joe Lieberman, o presidente do comitê, questionaram a Amazon em função de seu relacionamento com o WikiLeaks, na terça-feira, e solicitaram a outras empresas de hospedagem na Web para boicotarem o WikiLeaks.
O WikiLeaks recorreu à Amazon para manter seu site disponível depois que hackers tentaram sobrecarregá-lo e impedir usuários de acessar as informações sigilosas. O WikiLeaks anunciou que agora está hospedado em servidores europeus.
Em comunicado distribuído quinta-feira, a Amazon anunciou que sua divisão Amazon Web Services (AWS) aluga infraestrutura de computação em esquema de self-service. A AWS não realiza verificações preliminares sobre seus clientes, mas impõe termos de serviço que devem ser respeitados.
"O WikiLeaks não os estava respeitando. Havia violações de diversas normas", afirmou a empresa.
Um exemplo mencionado por ela foi que os termos de serviços dispõem que o cliente precisa garantir que é dono ou está licenciado para usar o conteúdo que hospeda no site, e que o uso desse conteúdo não prejudicará outras pessoas ou entidades.
"Fica claro que o WikiLeaks não é dono ou controla os direitos sobre esse conteúdo classificado", afirmou a Amazon. "Não se pode acreditar que o volume extraordinário de 250 mil documentos sigilosos que o site está publicando tenha sido cuidadosamente verificado para garantir que pessoas inocentes não sejam colocadas em risco."
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