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Abacate pode ser solução para biodiesel
Guilherme Pavarin, de INFO Online Terça-feira, 09 de junho de 2009 - 15h02Wikicommons |
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Biodiesel a partir de óleo da polpa do abacate: mais barato e mais rentável que a soja; e ainda sobra o caroço para gerar álcool etílico |
SÃO PAULO – A polpa e o caroço do abacate podem ser novas alternativas de energia, de acordo com um estudo da UNESP (Universidade Estadual Paulista).
De início, em 2007, o projeto tinha o único objetivo de estudar a extração de óleo de abacate para a produção de biodiesel, já que, aqui no Brasil, todo o material é importado – para fins medicinais, principalmente.
Durante o processo de extração e análise do fruto, porém, os pesquisadores notaram que era possível obter, além do óleo, outra matéria-prima: o álcool etílico, que viria do caroço processado.
Segundo o pesquisador Manoel Lima de Menezes, que também é professor do Departamento de Química da Faculdade de Ciências da UNESP, o abacate se mostrou mais rentável do que a soja no processo de obtenção do óleo.
“Fora as duas aplicações essenciais (óleo e álcool etílico), o abacate tem duas vantagens em relação à soja: o preço e a produção”, disse o professor, que exemplificou com números do estudo de mais de 200 páginas: “A soja rende 440 litros de óleo por hectare, enquanto o abacate consegue mais de 2200 litros”.
Ainda de acordo com o pesquisador, o Brasil é o terceiro maior produtor de abacates do mundo e possui a vantagem de ser produzido o ano inteiro, com uma espécie nova a cada três meses. O único empecilho para os abacateiros não se tornarem preferência nacional no quesito ‘fonte ideal para biodiesel’ é sua alta umidade. Para render, o fruto maduro precisa estar seco, o que exige um processo industrial.
“As usinas hoje têm que ser adequadas para desidratar o abacate, e separar a polpa do caroço” diz Manoel Lima de Menezes. O professor explica também que pode haver uma contestação de alguns grupos, já que o fruto gastaria energia para ser desidratado.
Para ver se o processo é realmente vantajoso às empresas e ao ambiente, explica Menezes, seria necessário um estudo aprofundado de viabilidade econômica. Por ser algo que não compete ao grupo de pesquisa científica, a única certeza é a missão de aproveitar o fruto por completo.
“Já estamos estudando uma forma de aproveitar o farelo do abacate. Queremos saber se há a viabilidade para alguma aplicação para animais”, declarou o professor.
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se já existem outros meios de substituir o combustível fossil,devemos deixar em último lugar a utilização de alimentos.sabendo que o alimento é o "combustivel" que sustenta a vida.seria injusto arriscarmos este bem precioso ,enquanto o ser humano não aprender a respeitar os limites da natureza.
enviado por: argieli cristiani cardoso em 06/01/2010 - 16:45 -
É muito interessante. Como o Guilherme disse, e eu já vejo faz tempo, existem formas de obter energia de fontes milhões de vezes menos agressivas que esta. Agora não sei por que diabos a combalida e às vezes ridícula raça humana de manda-chuvas não as usa. Existe o ar e o magnetismo por exemplo. Tesla no começo do século passado já fez estudos provando a viabilidade de coisas do gênero, mas fica o mundo todo queimando combustíveis fósseis ou gerando combustíveis do que poderia estar nos alimentando. Vá entender.
enviado por: Rodrigo Melo em 10/06/2009 - 14:30 -
Só faltava essa.... D'aqui uns dias vamos deixa literalmente de comer para andar de carro essa é boa.
enviado por: Herivelto Pinto de Sousa em 09/06/2009 - 18:37 -
Usar gênero alimentício como combustível, ótima idéia, tõ boa quanto uns pesquisadores da UNICAMP que queriam usar banana e arroz.
E o carro movido a ar, que é viável, barato, não poluente e já real, ninguém quer.
enviado por: Guilherme Macedo em 09/06/2009 - 18:30





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