Internet
´A web está morta´, diz Wired
Célio Yano, de EXAME.com Quinta-feira, 19 de agosto de 2010 - 17h41Adam Pengel/SXC |
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Estamos vendo a web morrer? |
SÃO PAULO - A edição de setembro da revista Wired está dando o que falar. O motivo é o artigo de capa da publicação, assinado pelo editor-chefe Chris Anderson e pelo Michael Wolff.
"A web está morta", anuncia o periódico. Mas os autores tratam de deixar clara a diferença entre web e internet, para não parecer que são adeptos das mesmas ideias do cantor Prince: "a web está morta. Vida longa à internet".
O texto explora a tendência de que o tráfego de dados na internet, ao menos nos Estados Unidos, já é muito mais ocupado por vídeos e troca de arquivos P2P do que pela World Wide Web.
Esse caminho para o qual a humanidade estaria caminhando é impulsionado principalmente pelo modelo de computação móvel do iPhone, segundo Anderson. "É um mundo onde o Google não pode dominar, onde o HTML não manda", afirma.
Um infográfico elaborado pela empresa Cisco a partir de dados da Cooperative Association for Internet Data Analysis (Caida) ilustra os argumentos dos jornalistas.
"Embora nós amemos o ambiente aberto e sem restrições da web, estamos abandonando-o por serviços mais simples e elegantes que simplesmente funcionam", diz Anderson.
Ele afirma que uma das mais importantes mudanças no mundo digital nos últimos anos foi a migração da "largamente aberta web" para plataformas semifechadas que usam a internet para transportar dados mas não o navegador para exibir. "Produtores e consumidores concordam: a web não é o ponto culminante da revolução digital", resume.
O artigo explica que esse novo paradigma reflete "o curso inevitável do capitalismo". Wolff diz que a web passou a ser controlada por poucas pessoas de mídias tradicionais, mais do que por empreendedores que pensam dentro da utopia coletivista da rede.
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Dizer que soluções "focadas" de acesso a internet são uma tendência é no mínimo inverter as coisas.
O grande problema da web é o Google (por incrível que pareça) essa empresa sozinha detem uma fatia grande demais da divulgação na web, e não é de hoje que sinonimo de um site florescer na web é estar de acordo (e portanto nos resultados de busca) da Google.
Isso não é "liberdade da web" é escravidão.
enviado por: Paulo Munir em 22/08/2010 - 09:48 -
isso é bem possível e provável...
tempos atras quando internet ainda era coisa nova os usuário tinham mais curiosidade de sair procurando sites interessantes as vezes sem saber o que quer. e qualquer blog ou site com besteiras ganhavam visitas fácilmente.
Mas o "fim da web" poderia ser o que a web 2.0 trouxe junto da idéia de compartilhamento e armazenamento em servidores web. Trouxe diversas aplicações que trazem exatamente o que o usuário quer sem dificuldades. Já sabem onde encontrar o tipo de informação que desejam de forma centralizada. Instala um RSS pra info, uol,terra pra ver noticias, twitter,orkut,facebook,messenger pra interagir com outras pessoas. Os únicos que tem mesmo o trabalho de navegar pela web são os desenvolvedores e pesquisadores desses aplicativos. Usuários não precisam navegar, simplesmente tem tudo de mão beijada. e essa é a idéia das novas tecnologias.
enviado por: Eduardo Alves Lisboa em 19/08/2010 - 22:22 -
De acordo com a matéria, a WEB está morta. Apesar de, em têrmos absolutos, o número de visitas nos sites terem aumentado, a participação porcentual sobre o total de usuários diminuiu bastante. Hoje, principalmente os novos internautas restringem-se a utilizar somente os grandes portais e sites de relacionamento. Desenvolvedores independentes encontram cada vez mais dificuldades de obterem sucesso em suas propostas, o que não ocorria antigamente. Singelas páginas do finado Geocities obtinham um número de visitantes bastante superior às milhões de páginas hoje existentes. Nos dias de hoje, técnicas de SEO junto com os Adsenses e Adwords da vida, direcionam visitas às páginas daqueles dispostos a investirem muito em seus sites, o que inviabiliza as iniciativas individuais. Junto a isso temos ainda as aplicações desenvolvidas apenas para iOS, Android, Symbiam e uma dezena de sistemas que fragmentam o tráfego afunilando ainda mais os usuários para plataformas específicas. Este último fenômeno ainda não evidenciado no Brasil, foi atribuído ao iPhone que com sua inovadora interface, arrebatou uma enorme gama de usuários avidos por aplicações baratas para seus gadgets. Inaugurou-se então novo modelo de negócios bastante lucrativo para um lado mas deveras penoso para quem faz programa a U$ 0,99. De qualquer forma, ou muda a WEB ou será o fim dos pequenos em breve.
enviado por: Ney RJ em 19/08/2010 - 19:21 -
Resumindo, a revista da Wired para iPad vai matar a web!
Affff! Capitalismo!
enviado por: Rogério Pereira Araújo em 19/08/2010 - 19:16 -
Mas também, P2P é normalmente usado para baixar arquivos pesados. Sites para ler e ver.
enviado por: José Henrique Lício do Nascimento em 19/08/2010 - 18:13





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