Simulador brasileiro ajuda a evitar erros como no Costa Concórdia

Por Vanessa Daraya, de INFO Online
• Quarta-feira, 01 de fevereiro de 2012 - 19h35
Divulgação
Cabine do simulador SIMPASS: treino evita erros humanos
São Paulo - O naufrágio do transatlântico Costa Concordia, no início deste ano, na Itália, levantou questões importantes, como se existem meios de prevenir acidentes náuticos e como os comandantes são treinados para conduzir grandes embarcações.

No Brasil, um simulador de navegação utilizado pela Marinha, ajuda navegantes experientes e iniciantes a se preparar para situações críticas e evitar erros. A ideia, explica a Marinha, é reduzir custos com testes “reais” e simular situações difícies para as equipes de navegação durante a aproximação da costa  e a entrada e saída de portos.

A Marinha do Brasil possui dois simuladores de passadiço: o do Centro de Instrução "Almirante Graça Aranha" (CIAGA) é utilizado para treinamento de civis e futuros oficiais da marinha mercante. O outro, localizado no Centro de Adestramento "Almirante Marques de Leão" (CAAML), é utilizado para treinar as equipes de navegação dos navios. Este simulador, conhecido como SIMPASS, é um projeto totalmente nacional, desenvolvido por engenheiros do Laboratório de Sistemas Integráveis da USP (LSI-TEC) em conjunto com o CAAML.

O capitão-de-corveta Paulo Roberto Guimarães Gomes Júnior, do CAAML, explica que existem diversos fabricantes de simuladores navais disponíveis no mundo, mas a opção por criar um produto nacional buscou não gerar dependência de fabricantes estrangeiros. “Se comprássemos uma solução pronta, ficaríamos dependentes do fornecedor para realizar qualquer tipo de modernização no simulador”, explica Gomes Júnior.

SIMPASS - De acordo com a Marinha, o principal simulador nacional usa dois sistemas operacionais para executar softwares de simulação, Windows e Linux. As plataformas são utilizadas simultaneamente para rodar aplicações como o OGRE (Open Source 3D Graphics Engine) e o 3DMAX, softwares que simulam os movimentos do navio em três dimensões.

O SIMPASS é composto de três grandes telas para a projeção de cenários, por meio de quatro projetores de vídeo, sete computadores para a geração das imagens e controle dos instrumentos. O simulador conta ainda com um computador dedicado para o controle da simulação.

Em cada sessão é possível treinar uma equipe inteira de navegação, que é composta por seis pessoas, sendo dois oficiais e seis praças, no jargão militar. Cada sessão dura cerca de três horas. Tudo é avaliado por um ou dois instrutores (com até dois auxiliares), que acompanham a ação da tripulação.

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  • Um bom software para navegação marítima é o Nasareh que utilizava na Marinha

    Paulo Mauricio da Silva Adiala • 02/02/2012 - 20:57

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