
Em 1998, com o lançamento do primeiro iMac, foi dada a largada para a era dos produtos “i”. Ao apresentar o iMac, Jobs disse que aquele micro tudo-em-um colorido era “o casamento do entusiasmo da internet com a simplicidade do Macintosh”. Portanto, o “i” viria de internet. Mas o próprio Jobs daria depois outros significados ao “i”, associando essa inicial a indivíduo, instrução (educação), informação e inspiração. Ao lado de tudo isso, a pronúncia “ai”, em inglês, remete ao pronome eu, que sugere o envolvimento pessoal do usuário com o produto.
A sorte da Apple só mudaria de verdade com o lançamento do iPod, em 2001. O MP3 player registrou vendas de 125 mil unidades no final daquele ano e foi ganhando mercado até atingir o pico de 54,8 milhões de aparelhos em 2008. Ao longo do tempo, o dispositivo vendeu mais de 300 milhões de unidades, passou por várias mudanças e ganhou diferentes modelos. Mas o que importa de fato é que o iPod transformou tudo: para a Apple e para o mundo.
A mudança mais óbvia ocorreu no mercado de MP3 players. Antes havia dispositivos como o Rio, da Diamond Multimedia, e o Nomad Jukebox, da Creative Labs. Mas nenhum deles havia conquistado maciçamente a atenção dos apreciadores de música como fez o iPad. A febre desencadeada pelo produto da Apple motivou a criação de numerosa indústria de clones – players que imitam seu formato, mas não oferecem, nem de longe, a mesma facilidade de uso e qualidade de reprodução sonora.
Antes mesmo de lançar o iPod, a Apple já distribuía o iTunes, seu aplicativo para organizar músicas, que facilitava aos usuários a tarefa de copiar o conteúdo de CDs para o disco rígido do Mac. “A beleza do iPod não está no iPod em si, mas em sua integração com o iTunes. Sem o iTunes, o iPod seria apenas mais um MP3 player”, diz Guy Kawasaki, escritor e ex-evangelista da Apple. O iTunes passou a ser um item fundamental para outra peça na máquina estratégica montada pela Apple, a loja iTunes Music Store, inaugurada em abril de 2003.