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A redução de custos na TI do governo
do Gartner Segunda-feira, 29 de novembro de 2010 - 15h11SÃO PAULO - Nos últimos anos, organizações governamentais buscaram uma estratégia de racionalização e consolidação direcionada à redução das infraestruturas e às aplicações horizontais e polivalentes para diminuir custos e complexidade.
Mais recentemente, o surgimento da computação em nuvem vem forçando organizações governamentais a analisar a adoção de soluções altamente “commoditizadas” para exigências de infraestrutura e aplicação.
Como outros setores da indústria, o governo é afetado pela importação de dispositivos para consumo e embora exigências demográficas e de conformidade dificultem a rápida adoção, a mídia social para a classe consumidores (Facebook, LinkedIn, Twitter) está lentamente começando a suportar colaboração interna e externa.
Implicações mercadológicas:
A crescente padronização da infraestrutura baseada na nuvem e de serviços de aplicação não desafiará somente as organizações governamentais de TI a tentar reter sua independência, mas também as iniciativas centralizadas e compartilhadas que não estimulem esse tipo de soluções.
Os funcionários escolherão o equilíbrio adequado entre o uso de plataformas corporativas de software social e mídias sociais para consumo, dependendo das suas necessidades específicas e estilos de trabalho. A mídia social para consumo será utilizada tanta para comunicação interna como para externa.
A saída de funcionários veteranos e a chegada de jovens profissionais habituados ao uso de ferramentas de consumo e colaboração causarão um enorme impacto dessas ferramentas nos produtos construídos por essa nova geração.
Recomendações aos líderes governamentais de TI:
Planeje como utilizar serviços em nuvem pública para hospedar dados e lidar com a “commoditização” de canais governamentais por meio do uso de mídia social externa.
Planeje a mudança de diversos serviços compartilhados (tanto infraestrutura como aplicação) para uma combinação de serviços em nuvens públicas e privadas nas quais fornecedores oferecem um nível de controle satisfatório sobre a locação de dados primários e secundários.
Líderes corporativos e de TI em certos domínios do governo precisam planejar continuamente como seus modelos de entrega de serviço serão abalados pela mídia social.
Hipótese: Até YE11, pelo menos 30% dos governos no mundo todo implantarão iniciativas para reduzir os custos de TI em 20% ou mais.
Considerações básicas
Organizações governamentais em grande parte do mundo ocidental já passaram por um ou dois ciclos de corte de gastos nos últimos anos.
A otimização de custos implantada até hoje focou em melhorias no processo de TI diferenciais, renegociação e consolidação de contratos e serviços compartilhados limitados a um pequeno número de agências e programas. Essas iniciativas de otimização de gastos produziram reduções de custo de 10% a 15% nos melhores casos.
A lenta recuperação em alguns países e suas enormes dívidas exigem uma disciplina de redução de gastos constante e crescente, forçando dessa maneira organizações de TI a explorarem novas formas de diminuição de gastos.
Implicações mercadológicas:
Como todas as oportunidades de redução de custos relativamente fáceis ou óbvias já foram exploradas, tentativas subseqüentes de corte de gastos serão mais radicais.
Modelos de aquisição e entrega alternativos, como computação em nuvem, software open-source e crowdsourcing, serão cada vez mais atrativos para executivos governamentais que necessitem fazer mais com menos recursos.
Algumas agências serão obrigadas a fazer menos com menos, cancelando projetos de alto risco ou drasticamente reduzindo horas de operações de canais eletrônicos, como call centros 311 ou encerrando websites.
Crises de orçamento em jurisdições governamentais pressionarão executivos do governo a correr mais riscos quando definir os cortes. Entretanto, muitos executivos do governo vão proteger seus interesses políticos em vez de arcar com os riscos efetivamente necessários; portanto, a menos que o gerenciamento de governança, projetos e portfólio sejam maduros, os departamentos, as agências e as jurisdições locais não colherão os frutos benéficos dos cortes radicais de custos.
Recomendações aos CIOs governamentais:
Trabalhe com executivos de finanças e consecução para analisar políticas de aquisição e orçamentárias, facilitando assim a adoção de modelos de entrega alternativos baseados em pagamentos por uso em vez de investimentos únicos.
Trabalhe com executivos que estejam comprometidos com programas e cidadãos para avaliar a implicação do radical corte de custos na qualidade do serviço para constituintes.
Avalie, com a ajuda de diretores de RH, a introdução de programas de reconhecimento e recompensa para criar incentivos à participação entusiasmada dos funcionários na geração de idéias para economia de recursos.
Assegure-se de que a TI não está colocada de lado como um centro de custo. Trabalhe proativamente com gerentes de programas e linhas de negócios para identificar oportunidades de negócios em conjunto e economias em TI, além de inovação e estruturação de negócios que poderiam ajudar a reduzir o custo corporativo, contribuindo muito mais profundamente com a otimização de custos.
Hipótese: Até 2015, nuvens públicas ou comunitárias integrarão no mínimo 50% dos serviços compartilhados de TI governamental e iniciativas de centralização.
Considerações básicas:
Muitas agências governamentais vem tentando centralizar serviços ou programas de serviços compartilhados.
Centralização e serviços compartilhados podem atingir os 15% e, em alguns casos, 20% das reduções em custos operacionais nos próximos três a cinco anos; entretanto, os governos raramente obtêm os benefícios almejados com o corte de gastos e melhorias do serviço no período de tempo inicialmente estabelecido.
A resistência de agências de usuários para adotar serviços compartilhados ou centralizados é uma das principais barreiras para produzir os benefícios no tempo esperado, porque menos agências significa economias de escala limitadas.
Implicações mercadológicas:
Fazer com que os principais executivos se comprometam com patrocínio, definindo os modelos de governança corretos, desenhando mecanismos locais complexos e outros fatores de sucesso deverão ser aplicados para diminuir a resistência organizacional e, portanto, permitir que serviços e iniciativas de centralização funcionem.
Restruturar iniciativas de serviços compartilhados para garantir que todos os fatores que levam ao sucesso são estimulados, especialmente a governança, levará tempo. Por isso, jurisdições governamentais pressionadas a reduzir custos em 12 a 18 meses buscarão abordagens alternativas.
A computação em nuvem pode proporcionar economias de 20% ou mais e possibilitar uma implantação de sistema rápida e escalável, enquanto permite a departamentos individuais tomar suas próprias decisões, em vez de abdicar de autoridade para participar de programas de serviços compartilhados. Exigências de maturidade de produto e serviço, portabilidade, desempenho, nível de conformidade da organização específica e do governo (como controle de locação de dados) ainda representam grandes barreiras à adoção da computação em nuvens públicas.
Nuvens comunitárias podem fornecer um modelo de implantação seguro para cumprir exigências de segurança específicas do governo, de privacidade, de revelação de dados e de desempenho, limitando as parcerias. Porém elas terão de ser baseadas no sólido terreno das atuais infraestruturas de TI consolidadas no âmbito estadual ou federal (caso contrário, encontrarão resistências organizacionais semelhantes aos serviços compartilhados).
Recomendações aos CIOs e COOs em organizações provedoras de serviços compartilhados ou governamentais centralizadas:
Determine o valor que pretende agregar aos usuários encarregando-se da provisão de serviços baseados na nuvem, assim como de abordagens emergentes de fornecimento para integrar serviços externos baseados na nuvem como parte das suas próprias ofertas.
CIOs e CTOs governamentais:
Cuidadosamente determine quais processos e aplicações requerem todos os atributos da computação em nuvem e, para estes, defina modelos de implantação plausíveis.
Incentive organizações de consecução e geradoras de políticas a trabalharem com fornecedores para estabelecerem abordagens e padrões comuns que reduzem os riscos e adoção.
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