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9 tendências de sustentabilidade
Hiranya Fernando, do Gartner Segunda-feira, 24 de maio de 2010 - 11h06Getty images |
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Destacamos temas como a ampliação de regras e registros, aumento de empregos verdes e a proliferação de etiquetas ecológicas no final do ano passado, durante o Sustaintability Peer Fórum.
Agora, temos estimativas mais específicas e tendências às quais vale a pena prestar atenção.
1 – Relatórios obrigatórios de emissão de carbono estimularão o desenvolvimento de software.
Iniciativas de sustentabilidade não ganharão importância por causa da responsabilidade social corporativa (CSR), mas sim porque as empresas finalmente entenderam o valor financeiro destas práticas. Sim, as companhias estão se comprometendo com iniciativas de sustentabilidade e, sim, estão agindo dessa forma porque compreendem sua relevância para o negócio. Mas a questão mais interessante é como elas implantarão práticas sustentáveis integradas às suas operações.
Acreditamos que as empresas cada vez mais buscarão ajuda da TI. Em janeiro deste ano, a exigência do relatório de carbono da Environmental Protection Agency (EPA) entrou em vigor e se aplica a todos os negócios que produzem 25 mil toneladas métricas ou mais por ano de gases do efeito estufa. As fábricas que produzem 13 mil ou mais agora terão que divulgar suas emissões a cada janeiro. Essa mudança certamente estimulará o desenvolvimento de software para planejamento, registro e controle de emissões de carbono. É provável que a funcionalidade de gerenciamento de carbono seja integrada a ERP e a aplicações financeiras.
2 – As diretrizes da SEC para descoberta de riscos climáticos devem aumentar a transparência, mas não representa um divisor de águas.
No dia 27 de janeiro, a Securities and Exchange Comission (SEC) forneceu diretrizes sobre riscos associados com a mudança climática. A SEC pediu que as companhias urgentemente revelassem a investidores como os impactos da mudança climática são um risco real à sua saúde financeira. O risco climático pode surgir de diferentes maneiras: danos físicos (por exemplo, um banco com um portfólio de propriedades em áreas costeiras que podem ser afetadas pelo aumento do nível do mar) ou regulamentações (por exemplo, um negócio que emite grandes quantidades de carbono pode ser prejudicado financeiramente como conseqüência dos novos limites de emissão de CO2).
A maioria das grandes empresas americanas já divulga suas emissões de CO2 para instituições como o Carbon Disclosure Project (CDP), e diversas delas já seguem as normas da EPA. Entretanto, simplesmente incluir essa informação em documentos enviados à SEC pode não ser suficiente. O maior desafio será revelar esses dados com as futuras regras de controle de CO2 e explicar como isso interferirá na saúde financeira do negócio.
3 – A mobilidade inteligente vai decolar
Motivadas por iniciativas de sustentabilidade e novas regras de emissão, praticamente todas as fabricantes de automóveis tem planos de lançar um modelo de carro elétrico ou híbrido entre 2010 e 2013. Muitas já tem carros conceituais que estão começando a ser produzidos, entre os quais se destacam o Chevy Volt e o Nissan EV-02. Mas a novidade não é que grandes fabricantes estão fazendo carros elétricos – isso foi notícia em 2009. O que mais chama a atenção atualmente é que automóveis verdes parecem fazer parte de uma nova tendência de mobilidade inteligente.
Mobilidade inteligente tem diferentes significados, porém essencialmente é definida como uma infraestrutura sofisticada de transporte e gerenciamento de demanda móvel, assim como sistemas urbanos ecológicos que suportam longos trajetos não motorizados. Fique de olho em uma interessante confluência do modelo de novas energias com o design sustentável para sistemas urbanos.
4 – Edifícios verdes, especialmente aqueles que passarão por reformas, serão protagonistas de um setor em expansão
De acordo com um relatório da McGraw-Hill Construction, construções verdes atualmente representam entre 5% e 9% do mercado de reformas, movimentando entre 2 bilhões e 4 bilhões de dólares. Até 2014, essa proporção deve crescer de 20% a 30%, se convertendo em um mercado de 10 bilhões a 15 bilhões de dólares, orientado principalmente a reformas. Considere inscrições de projetos LEED em 2010. A maioria delas é para reformas de edifícios e não para construção de novos.
O desejo de reduzir emissões de carbono também afetará mais agências governamentais, exigindo que elas transformem seus edifícios em construções mais verdes. Fornecedores como a Autodesk, que cria software de design 3D que facilita práticas de construções sustentáveis, terão resultados positivos. Na verdade, a Autodesl recentemente se uniu com o Conselho de Construções Verdes dos EUA com o objetivo de integrar sua tecnologia com o sistema de classificação LEED. Um bom software de design significa design superior, que por sua vez quer dizer uso otimizado de recursos e redução de desperdício.
5 – Os EUA finalmente aprovarão a lei para limitar a emissão de CO2, embora ela deva ser módica
A Câmara dos Deputados aprovou uma legislação histórica para questões energéticas e climáticas seis meses atrás, mas ela ainda não foi liberada pelo Senado. O esquema de “cap and trade” (estabelecimento de um limite de emissões sem penalização e a permissão de troca de créditos de carbonos entre países) sempre foi o alicerce da legislação climática proposta, porém no contexto atual não é certo que ele seja parte do acordo final. Os esforços do Senado para um compromisso poderiam incluir novas iniciativas para desenvolvimento de petróleo e gás, construção acelerada de usinas nucleares e investimentos em pesquisas para absorção e armazenamento de carbono.
De todas as formas, o presidente americano Barack Obama considerou suficientemente relevante este tema para mencioná-lo no seu discurso do estado de União, no qual pediu que o Congresso legalizasse normas abrangentes de energia e mudança climática que, segundo ele, criarão empregos, reduzirão a importação de petróleo e diminuirão as emissões de CO2.
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