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Embarque expresso em Santos
INFO Online Segunda-feira, 08 de março de 2010 - 09h41Alexandre Battibugli |
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SÃO PAULO - Biometria, câmeras e sensores aceleram o carregamento de navios no Terminal de Contêineres de Santos.
Mais de 3 000 caminhões fazem entregas diariamente no terminal operado pela empresa Santos Brasil no Guarujá (SP). Esse terminal de contêineres, que é parte do complexo portuário de Santos, é o maior da América do Sul. Se os caixotões recebidos durante o ano fossem alinhados, formariam uma fila de mais de 7 000 quilômetros. Para administrar essa movimentação, Ricardo Abbruzzini Filho, gerente de TI da Santos Brasil, utiliza a biometria para identificar cada caminhoneiro que entra e sai, câmeras interligadas via Wi-Fi para garantir a segurança e agendamento da entrada e da saída de cargas pela web. Desde que a operação do terminal foi privatizada, em 1997, a Santos Brasil já investiu cerca de 2,2 bilhões de reais na sua modernização. Veja o que ele disse à INFO.
INFO - Como funciona o sistema de entrada e de saída de cargas da Santos Brasil?
ABBRUZZINI - Levamos o sistema de entrada de dados para a internet. Cada caminhão é pré-cadastrado e fornece as informações sobre a carga antes de sair do seu local de origem. Todos os caminhões que chegam ao terminal já utilizam esse sistema. Com isso, acabaram as filas, assim como o uso de papel para controle no portão. Um software com reconhecimento óptico de caracteres lê a placa de cada caminhão e a etiqueta de cada contêiner por meio de câmeras. O sistema dispõe de 300 sensores e cinco câmeras para captar as informações sobre o contêiner, que serão processadas e armazenadas. Também utilizamos leitores de impressão digital para identificar os motoristas na entrada e na saída.
INFO - Qual é o volume de cargas recebido no terminal do Guarujá?
ABBRUZZINI - Em 1997, antes de ser privatizado, o terminal recebia 20 000 contêineres por ano. Hoje, recebe 1,2 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 6,1 metros). Com tanta demanda, a fila de caminhões era imensa. Houve uma ocasião, há seis anos, que a fila chegou até Cubatão. Não conseguíamos controlar o tráfego para evitar as filas porque cada caminhoneiro chegava com um papel, que era a minuta com os detalhes da sua carga. Tudo era digitado na hora, junto com a pesagem do contêiner — um processo demorado.





