Corporate
A realidade virtual da Unilever
Flávia Yuri Sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 - 09h23Alexandre Battibugli |
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SÃO PAULO - Gonzalo Esposto conta como tecnologias de rastreamento ocular e realidade virtual ajudam a empresa a vender mais
Quem entra no centro de inovação da Unilever, em São Paulo, depara-se com uma sala de cinema com algumas fileiras de poltronas. As luzes se apagam e a tela se transforma num supermercado, com gôndolas cheias de produtos da Unilever. Trata-se de uma sala para simulação de ambientes com realidade virtual. Foi nesse ambiente que Gonzalo Esposto, vicepresidente de TI da Unilever para as Américas, falou à INFO sobre o impacto de tecnologia nos negócios. Nascido no Uruguai, Esposto, de 46 anos, lidera 250 profissionais em 19 países. Ele gerencia um orçamento de 35 bilhões de reais por ano — 30% dos gastos globais com TI da Unilever. Em sua área estão as duas maiores operações da empresa no mundo: Estados Unidos e Brasil.
INFO - Qual é a finalidade do novo centro de inovações?
GONZALO ESPOSTO - Ele é o exemplo perfeito de aplicação de tecnologia a estratégias comerciais. Nele, os times de marketing podem se sentar com seus clientes — os supermercados, redes de drogarias e varejistas — para descobrir a estratégia de vendas mais eficaz para um grupo de produtos. Temos, aqui, a simulação de um ambiente de supermercado, com muito realismo, graças à estrutura de realidade virtual. Consumidores são convidados a passear por esse ambiente.
INFO - O que é possível descobrir nesse ambiente virtual?
ESPOSTO - Usamos uma tecnologia de rastreamento ocular. Um dispositivo segue o olhar do consumidor, identificando seus movimentos oculares. Ele determina quais locais chamaram a atenção do consumidor primeiro e em qual área da gôndola ele deteve o olhar por mais tempo. Com base nesse mapeamento, o time de marketing vai, junto com o cliente, definir a melhor forma de organizar esse espaço. Fotografamos a loja e montamos o ambiente de realidade virtual similar ao espaço real da empresa. Com o recurso de realidade virtual, mostramos como ficariam diferentes tipos de display na loja dele. Assim, ele pode visualizar opções em acrílico transparente, metal e papel, por exemplo, antes de encomendar a campanha.
INFO - E o que é o Media Lab, que também acaba de ser criado?
ESPOSTO - O objetivo do Media Lab é testar a exposição das marcas da Unilever e de campanhas publicitárias em diferentes mídias digitais. Queremos entender a experiência que o consumidor terá quando estiver acessando nosso conteúdo via celular, tablet, jogos e redes sociais. Apple, Microsoft, Nintendo e Sony são alguns de nossos parceiros nesse laboratório.
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Rogerio Rodrigues da Rosa • 07/03/2011 - 17:47
A Unilever tem que se puxar mesmo, depois daquela desastrosa tentativa de promover os caldos Knor no BBB 11, as vendas devem ter despencado! Não adianta tanto investimento se deixarem agências podres acabarem com ela!
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Danilo Barbosa • 17/02/2011 - 16:39
Isso é natural em grandes empresas no Brasil, precisa saber por quais áreas da empresa essa infra ultrapassada é utilizada.
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João Felipe Moradei • 28/01/2011 - 18:20
Pode ser essa tecnologia toda para quem entra nesse "centro de inovação", porque se olharem a infraestrutura dessa empresa, administrada por uma outra empresa de tecnologia, ficariam espantados com a quantidade de servidores antigos (mesmo!) rodando moderníssimos WINDOWS NT!!! Essa é a infra de tecnologia da Unilever Brasil... não têm analistas de tecnologia... têm curadores de museu!!!





