Ciência
USP trabalha para criar braço biônico
Agência Fapesp Sexta-feira, 22 de abril de 2011 - 11h33Getty Images |
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SÃO PAULO – Para uma pessoa sem limitações físicas, levar alimentos ou um copo d’água à boca pode ser uma tarefa banal. Mas, para quem não possui os movimentos dos braços, essa ação aparentemente simples implica uma mudança radical de vida, que pode ser traduzida em mais independência, entre outros benefícios.
Para possibilitar que, no futuro, pessoas com deficiências motoras possam ter ou recuperar habilidades como essa, pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) iniciaram o projeto de pesquisa “Estudo do controle do membro superior fase 1 – desenvolvimento de um exoesqueleto robótico biomimético”. Financiado pela FAPESP, o projeto visa a estudar o controle motor do braço por meio de um dispositivo robótico que simula as funções do membro humano.
A partir da compreensão do controle motor de movimentos como ingerir alimentos, os cientistas pretendem desenvolver um exoesqueleto robótico – uma prótese com tecnologias robóticas – capaz de amplificar o movimento de pacientes que apresentam alguma contração muscular, mas que não conseguem fazer movimentos com o braço. Ou impor movimentos predefinidos a pessoas que não tenham nenhuma capacidade de contração muscular.
“O objetivo é desenvolver um exoesqueleto para aplicar movimentos similares ao de um braço humano em uma órtese”, disse o coordenador do projeto, Arturo Forner Cordero, do Laboratório de Biomecatrônica do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Poli, à Agência FAPESP. Órtese é um dispositivo externo aplicado ao corpo para modificar os aspectos funcionais ou estruturais do sistema neuromusculoesquelético.
Para testar o conceito, o grupo desenvolveu um protótipo de um exoesqueleto robótico de braço, capaz de aplicar força sobre o cotovelo. Nos próximos meses, pretendem produzir outro exoesqueleto que também seja capaz de aplicar movimentos sobre o ombro e pulso, para estudar o controle motor do braço.
Ao integrar o dispositivo a um sistema de eletromiografia (EMG) e outro de representação visual, os pesquisadores esperam obter informações sobre diferentes níveis de controle do sistema motor humano, como a modulação de reflexos e a integração de informações sensoriais. Esperam também, por meio de parcerias com centros de medicina e associações que lidam com a aplicação de órteses em deficientes físicos, desenvolver próteses capazes de reproduzir os movimentos do braço humano.
“Hoje, o comportamento de um braço robótico é muito diferente de um braço humano. Nossa ideia é desenvolver próteses, alimentadas por baterias elétricas, que mimetizem o mais próximo possível os movimentos e as funções do braço humano”, explicou Cordero.
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Overbits Technology • 25/04/2011 - 02:16
Pode até ter sido infeliz... Mas infelizmente, é a mais pura verdade... É só pesquisar e se antenar mais nos acontecimentos diários... Tem mais advogado que cientista, tem mais médico que engenheiro (nessa eu até defendo e compreendo)... E tem mais Igrejas por aí até com canal de televisão, me diz pra quê canal de TV, para levar a palavra a mais pessoas? E as assinaturas de TV a cabo evangélicas, também com o mesmo propósito? Pq não fazem várias creches ao invés de Igrejas? Mais clínicas de emergência médica? Postos de alimentação para população carente, daí nem precisaria do governo influenciando votos através de bolsa família e etc... Eu acredito que com ajuda da tecnologia, muitos muros de Berlin irão cair, principalmente religiosidades e adjacências, por enquanto as mentes fracas se deliciam fazendo merdas com tecnologias como a internet, subutilizando-a com suas fraquezas e pobreza de espírito (redes sociais, pedofilia, e outras melecas de gente doentia)... Isso é o que vejo na sociedade de hoje, pior que vc acertou em boa parte do que escreveu, talvez não tenha entendido que a minha intenção se parece com a sua, um pouco mais ácida e radical... Só um pouquinho... "Falar a verdade é como não limpar a bunda depois de uma bela cagada... Uma hora vai feder."
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Bruno Marcelo • 23/04/2011 - 06:01
comentario infeliz Overbits. Cabe a nós, sociedade, exigir o reconhecimento de professores, cientistas, pesquisadores e demais profissoes relacionadas com a geraçao/propagação de conhecimento. Enquanto a discussão do ano for mulher pelada, futebol e carnaval, NINGUEM vai pra frente... Parabens ao pessoal da Poli/USP, FAPESP e CNPq pela iniciativa de pesquisa, e que venha o sucesso nessa jornada.
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Overbits Technology • 22/04/2011 - 20:28
Demais esses estudos, queria estar num projeto desses... Pena que tenho que pagar minhas contas e fica difícil viver dentro de um laboratório pesquisando e desenvolvendo projetos desse tipo, o retorno não é dos melhores... Só ganha dinheiro nesse país sendo advogado daqueles bem dissimulados, pastor ou cirurgião plástico.





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