Ciência
Tamanho não é documento para cérebros
Paula Rothman, de INFO Online Sexta-feira, 20 de novembro de 2009 - 09h20Wiki Commons |
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Segundo pesquisa, abelhas sabem contar e identificar formas geométricas |
SÃO PAULO - Pequenos insetos podem ser tão inteligentes quanto animais maiores, apesar de terem o cérebro do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Pelo menos é nisso que o acredita o professor Lars Chittka, da Universidade Queen Mary em Londres, Reino Unido.
Segundo comunicado da universidade, pesquisas já provaram que insetos são capazes de comportamentos inteligentes antes atribuídos somente a animais de maior porte. Abelhas, por exemplo, podem contar, categorizar objetos semelhantes e compreender as diferenças entre formas simétricas e assimétricas.
Por isso, o professor Chittka é categórico ao afirma que, ao contrário da crença popular, não podemos dizer que o tamanho do cérebro prevê a capacidade de comportamento inteligente.
Uma baleia pode ter massa encefálica de mais de nove quilos (ou 200 bilhões de neurônios) enquanto o cérebro humano varia entre 1.25 kg e 1.45 kg (com estimados 85 bilhões de neurônios). Já o cérebro de uma abelha, para ficar no mesmo exemplo, pesa somente um miligrama e contem menos de um milhão de células nervosas.
Se tamanho não está ligado à inteligência, para que ter um cérebro tão grande?
Uma das hipóteses dessa variação é a de que os animais maiores precisam de mais cérebro simplesmente porque têm mais a controlar – precisam mover músculos maiores e, assim, precisam de mais nervos.
O tamanho não estaria, portanto, necessariamente ligado à complexidade, apenas á repetição dos mesmos circuitos. Em outras palavras, os cientistas comparam o mecanismo à um computador: cérebros maiores podem ser um hardware grande, mas não necessariamente um processador melhor.
Isso significaria a habilidade de te pensamentos complexos poderia ser fruto de um número limitado de neurônios. Modelos de computador do estudo sugerem que até mesmo contar poderia ser feito com algumas centenas de células nervosas. Com alguns milhares de neurônios já seria possível gerar consciência.
Esse tipo de pesquisa não só ajuda a compreender o funcionamento do corpo humano, mas pode levar à construção de computadores melhores, capazes de reconhecer expressões faciais e emoções.
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Então nada do que é retratado no Bee Movie é mentira! De repente me deu uma vontade de criar uma baleia.... kkk
enviado por: Fábio Horbach Garcia em 23/11/2009 - 17:45 -
Uma vez vi algo que se me contassem eu não acreditaria. Estava na janela observando uma aranha armadeira saindo de baixo de um galpão. Logo veio um tipo de marimbondo vermelho, ou vespa, não sei, e a picou nas costas. A aranha se encolheu e a vespa tentou carregá-la pela perna, literalmente. A vespa a arrastou por cerca de um metro, mas a aranha era muito pesada. Aparentemente desistiu e foi embora. Daqui a pouco ela voltou com outra vespa, ELA FOI PEDIR AJUDA! Cada uma mordeu numa perna da aranha e a carregaram pelo ar bem na minha frente. As asas delas zuniam. A aranha parecia um disco voador com duas turbinas. Foi incrível. Quem deu essa inteligência para um inseto tão pequeno? O acaso? As mutações? Para mim foi o grande cientista, Deus.
enviado por: Drigotav Tav em 22/11/2009 - 22:16 -
Eu já vi duas moscas jogando xadrez... :)
Mas, é isso tenho também a opinião que o cérebro é a LAST FRONTIER, será a chave que permitirá a criação de uma nova espécie... Minha área é a Computação, tentei esse ano realizar um mestrado com essas áreas de pesquisa: IA, Computação Cognitiva, Redes Neurais... Enfim, mas na universidade de minha cidade não existe muito bem essas áreas de pesquisa, tem muito difundido a IA, um pouco de Redes Neurais, mas alguma que ligue Ciência da Computação com Neurociências não tem... Eu tentei em Neuropsiquiatria, mas segundo o edital só pessoas da área de saúde são aceitas, mas um professor falou que é possível nas próximas turmas abordarem esses assuntos. Enquanto isso, vou pesquisar e me preparar ao máximo para quem sabe ao final de 2010, eu possa entrar.
E sobre o cérebro que tamanho não é documento, concordo com as opiniões e observações dos demais... Um grande percentual de utilização de nosso cérebro é utilizado somente para equilibrar o corpo quando andamos, entre outras coisas...
Acho que houve um bom crescimento do hardware hoje em dia com diversas pesquisas, processamentos multi cores, que eu acho particularmente, que favorece na IA, reconhecimentos faciais, etc... Mas o softwares hoje em dia não estão acompanhando da mesma maneira, houve crescimento na parte de códigos para layout's com transparências, melhoramentos visuais, mas as as próprias linguagens de programação ainda estão engatinhando.
enviado por: Overbits Technology em 20/11/2009 - 13:20 -
Infelizmente estamos longe de conhecer o real potencial e como funciona o cerebro e suas milhares de conexões neurais. É ignorância supor que quanto maior um cerebro maior é a inteligência. Possivelmente quanto maior o cérebro maior é a quantidade de células nervosas e maior é o número de conexões, sendo assim mais fácil para um cérebro avariado se recuperar de um trauma simplesmente "mudando a rota" das regiões afetadas. Um exemplo seria como uma cidade cheia de ruas, quanto maior a cidade maior é a quantidade de ruas e assim maior a disponibilidade de rotas a fazer quando uma determinada rota estiver bloqueada.
Sim, o cérebro é complexo mas a natureza é absurdamente simples.
enviado por: Clóvis Marceniuk em 20/11/2009 - 11:03 -
Eu também creio que a qualidade supera a quantidade quando o assunto é inteligência versus poder computacional (ou quantidade de neurônios). Creio que já temos computadores com poder computacional suficiente para processar comportamento inteligente, só basta inventarmos ou descobrirmos o software para isso.
enviado por: Fábio Alves Corrêa em 20/11/2009 - 10:19 -
Há tempos aparecem notícias de pessoas que tiveram metade do cérebro retirado, ou um machado fincado no meio da cabeça, e continuam vivas, e vivendo normalmente.
enviado por: José Henrique Lício do Nascimento em 20/11/2009 - 09:55





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