
Nova York - Há muito tempo os geólogos preveem que no futuro ocorrerá a união e a fusão das Américas do Norte e Sul com a Ásia, formando um supercontinente, da mesma forma que a antiga Pangea, antecessora das grandes massas de terra atuais, separadas há aproximadamente 200 milhões de anos.
No passado, pesquisadores haviam estimado que o novo continente, frequentemente chamado de Amásia, se formaria ou no mesmo local que a antiga Pangea, fechando o oceano Atlântico próximo à África atual, ou a 180 graus, do outro lado do mundo. Contudo, um novo estudo prediz que a Amásia se formará sobre o Oceano Ártico.
"A fusão das Américas do Norte e do Sul fechará o mar do Caribe e encontrará a Eurásia onde hoje fica o polo Norte", afirmou Ross Nelson Mitchell, geólogo da Universidade de Yale que trabalhou no estudo como parte de sua pesquisa de doutorado.
Mitchell e seus colegas da universidade, que analisaram a teoria na revista Nature, modelaram o movimento dos supercontinentes do passado usando dados paleomagnéticos, que consistem na medição das forças existentes entre as rochas terrestres.
Uma vez reunido, o supercontinente sofre rotações para a frente e para trás ao redor de um eixo fixo sobre a linha do equador, afirmou Mitchell - movimento denominado deriva polar verdadeira. Usando esses dados, os pesquisadores determinaram o centro de cada um dos supercontinentes do passado: Pangea, Rodínia e Nuna. Havia um padrão claro. Em cada caso, os centros dos supercontinentes estavam separados por 90 graus.
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