Ciência
Simulador de vôo para mosca cria robô melhor
Paula Rothman, de INFO Online Sexta-feira, 31 de julho de 2009 - 15h45Max-Planck Institute for Neurobiology |
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Estudar o cérebro das moscas permite a criação de robôs capazes de compreender melhor o ambiente |
SÃO PAULO – Elas mudam de direção rapidamente em pleno vôo, ficam paradas no ar, giram sob o próprio eixo e fazem aterrissagens precisas. Não é um pássaro, não é um avião: a máquina que faz tudo isso é uma simples mosca.
E toda essa habilidade no ar despertou o interesse de cientistas na Alemanha. Não é para menos, afinal, apesar de um cérebro do tamanho de uma cabeça de alfinete, esses insetos possuem uma visão extremamente rápida, que lhes confere a habilidade de desviar da mão humana toda vez que você tenta matá-los.
Para se ter uma idéia, os olhos humanos enxergam qualquer coisa acima de 25 imagens por segundo como um movimento contínuo. Já a mosca percebe cerca de 100 imagens por segundo como impressões separadas, e é capaz de interpretá-las rápido o bastante para guiar seus movimentos e determinar sua posição no espaço.
Mas com uma massa encefálica tão pequena, a mosca nunca seria capaz de proezas aéreas se seu cérebro funcionasse de maneira similar ao nosso. Isso significa que ela deve ter um modo muito mais simples e eficiente de processar as imagens – e é aí que nossos colegas cientistas alemães entram na história.
Aprimorar a capacidade de percepção visual é um assunto de grande interesse para quem se dedica às pesquisas de interação entre máquinas e seres humanos. Por isso, pesquisadores da Universidade Técnica de Munique decidiram investigar o que acontece no cérebro da mosca enquanto ela está voando. O objetivo é aproveitar habilidades para, por exemplo, desenvolver robôs que possam compreender melhor o que está a sua volta.
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O que o Ricardo disse é bastante relevante e também explicaria um dos motivos de não existirem moscas gigantes. O tamanho de qualquer espécie de ser vivo é influenciado por diversos fatores, inclusive ambientais, e este tipo de "agilidade" também pode ser um deles.
enviado por: Anônimo em 03/08/2009 - 17:27 -
Não deve ser só uma questão de organização cerebral diferente. As distâncias envolvidas no processamento também são dramaticamente diferentes comparado ao cérebro humano - umas duzentas vezes menores (de 20 cm para 1 mm). Isto significa que o tempo de propagação dos sinais também é 200 vezes menor. As distâncias já afetam o projeto de processadores, pois a luz viaja a 30 cm/ns. Para um clock de 3 GHz, uma mudança de estado leva 3 ciclos de clock para cobrir 30 cms. Em velocidades de propagação biológicas (eletro-químicas) este efeito deve ser bem maior.
enviado por: Ricardo Komatsu de Almeida em 03/08/2009 - 15:38





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