Ciência
Seu DNA pode acabar na cena de um crime?
Paula Rothman, de INFO Online Quinta-feira, 20 de agosto de 2009 - 09h37Getty Images |
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SÃO PAULO – Cientistas criaram sangue contendo DNA de indivíduo sem que este fornecesse uma gota sequer de amostra.
Utilizando a técnica de multiplicação do genoma total, a empresa israelense Nucleix, com sede em Tel Aviv, alega que também seria possível criar saliva e outras partes de tecido humano com material genético de um indivíduo a partir de uma única célula de seu corpo.
“Isso entra para a glória e desgraça da ciência forense do DNA”, diz Claudemir Rodrigues Dias Filho, perito criminal da Polícia Cientifica de São Paulo (Instituto de Criminalística). “Na maioria dos casos, toda a amostra de DNA encontrada em cenas de crime é exígua e, se existe uma técnica capaz de fazer quantas cópias eu quiser, isso me possibilita realizar uma série de exames”, explica. “O lado ruim é justamente esse divulgado na pesquisa: alguém pode pegar uma única célula nucleada de um indivíduo, fazer cópias desse genoma e implantar em uma cena criminal”, diz Dias Filho.
A Nucleix divulgou a descoberta na Forensic Science International: Genetics. A notícia repercutiu em diversos meios e até o The New York Times publicou reportagem sobre os perigos de falsificação de uma cena de crime por pessoas que dominem esta técnica.
O susto dos que imaginaram evidências sendo adulteradas por qualquer um, aparentemente, é compreensível. Ao longo dos últimos anos, as provas envolvendo DNA se tornaram cada vez mais comuns em julgamentos. “Elas são bastante usadas, mas como não é uma técnica barata para o Brasil, muitas vezes outras provas acabam resolvendo o caso” explica o perito. Segundo ele, no estado de São Paulo, o exame de DNA aparece com bastante freqüência em dois casos: na identificação de corpos (de acidentes, por exemplo) e, principalmente, em crimes sexuais.
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No caso de ser uma amostra de sangue, sim, a tipagem poderia acabar com a sabotagem. Mas e no caso de ser "saliva ou outros tecidos", tal qual a Nucleix afirma ser possível criar? Será que existem técnicas capazes de diferenciar esses materiais? Penso que o papel do advogado acaba de ganhar ainda mais importância.
enviado por: Wesley dos Santos Caiapó em 20/08/2009 - 18:47 -
Olá Fábio. A pesquisa fala de uma técnica que possibilita a produção de muito material genético a partir de uma pequena amostra do mesmo - e não de produzir sangue a partir de uma pequena amostra do mesmo. O que o perito ouvido por INFO explica é que, em uma cena de crime, as amostras DNA geralmente são poucas (seja em sangue, saliva ou outros fluídos corporais). Assim, por meio da multiplicação do genoma total, seria possível "copiar" essa amostra de material genético e realizar outros testes. Não é possível, por essa técnica, pegar o sangue encontrado (ou qualquer quantidade de sangue)e "multiplicá-lo". Um abraço Paula Rothman, Repórter/INFO Online
enviado por: Paula Rothman em 20/08/2009 - 12:39 -
Então porque não "prozudir" sangue humano para suprir a necessidade nos hospitais???
enviado por: Fábio Horbach Garcia em 20/08/2009 - 11:55





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