Pesquisadores seguram os sensores impressos com "tinta" especialSão Paulo- Cientistas americanos criam sensor sem fio que pode ser impresso em papel, ou material semelhante, e detecta a presença de explosivos.
As pequenas folhas criadas pelo Instituto de Tecnologia da Georgia são fabricadas com uma técnica de impressão “à tinta”, que imprime tanto as antenas de comunicação como os dispositivos de detecção.
O aparelho usa nanotubos de carbono para detectar amônia, um dos principais ingredientes dos explosivos, a uma concentração muito baixa, de apenas 5 partes por milhão.
Outros equipamentos do tipo são baseados em semicondutores, mais caros e que consomem mais energia, além de não são serem integrados com dispositivos de comunicação.
Papel
Os sensores criados pela equipe de Krishna Naishadham não apenas detectam o explosivo como também conseguem enviar um sinal a um local remoto por meio das suas antenas.
A “tinta” para as antenas contém nanopartículas de prata em uma emulsão que pode ser depositada pela impressora em papel fotográfico a temperaturas consideradas baixas (100º C). Um processo chamado “sonicação” ajuda a dar viscosidade e homogeneidade à pasta. A mesma técnica pode ser usada para depositar os nanotubos de carbono, estruturas cilíndricas com 1/50.000 a espessura de um fio de cabelo. Eles são recobertas com uma camada de polímero condutor que atrai a amônia e permite a sua detecção.
O protótipo poderia ser usado para detectar explosivos em fábricas, por exemplo, evitando acidentes. Os pesquisadores já pensam em adaptar o sensor para ser usado nas casas, detectando vazamentos de gás de cozinha, por exemplo.