Ciência
Robôs carregam japoneses no colo
Paula Rothman, de INFO Online Quarta-feira, 02 de setembro de 2009 - 10h00Riken |
![]() |
RIBA, o robô japonês que auxiliará clínicas e hospitais |
SÃO PAULO – Empresa japonesa cria robô para ajudar a carregar pacientes em clínicas e hospitais.
O RIBA, sigla para Robot for Interactive Body Assistance, é o primeiro do tipo no mundo. Construído para dar assistência interativa às pessoas, ele é capaz de levantar e mover com segurança um paciente de até 61 quilos de uma cama para a cadeira de rodas, e vice-versa.
As pesquisas são parte do esforço para melhorar a qualidade de vida em um país com uma das populações mais velhas do mundo: até 2055, espera-se que o grupo de pessoas com mais de 64 anos represente 40,5% do total de japoneses.
A tecnologia vem sendo desenvolvida no Japão pela RIKEN e pela Tokai Rubber Industries (TRI) para facilitar o trabalho de auxiliares em clínicas e hospitais. Os braços de RIBA imitam a anatomia humana e são dotados de sensores táteis, enquanto o corpo é cercado por uma espuma para garantir conforto aos pacientes.
As simpáticas feições do robô, que mais parece um personagem Pokémon que um andróide, foram cuidadosamente pensadas. Pesquisadores descobriram que as pessoas, de modo geral, se sentiriam desconfortáveis sendo carregadas por máquinas com feições humanas. Realmente, com um rostinho assim simpático, quem resiste ao colo de RIBA?

RIBA transporta pacientes de até 61 quilos
-
O problema de utilizar robôs/andróides com feições humanas é que isto ainda não atingiu o nível de perfeição ideal. Assim, estes autômatos ficam com a cara meio esquisita. Nós humanos temos, por instinto, nos afastaros de pessoas que parecem doentes, estranhas, más e assim por diante. E é isto que causa o deconforto. Desta forma, só vai ser possível utilizar robôs parecidos conosco sem nos causar problemas quando eles forem praticamente perfeitos, tanto nas feições quanto nos seus atos. Isto é coisa para mais adiante, não que seja impossível.
enviado por: Slavis Kalento em 03/09/2009 - 16:43 -
Eu não acho que o limite de 61kg seja um problema. Veja bem, este produto foi desenvolvido por japoneses para o público local, que em sua maioria são magros, devido a sua dieta fortemente baseada em alimentos saúdaveis vindos do mar. Este ainda é uma versão inicial, futuramente haverá versões adaptadas para o público de outros países, como os EUA, que tem um alto nivel de obesidade em sua população. Quanto ao preço, não acredito que isto será um grande problema. Certamente os clientes deste produto serão hospitais e clinicas, então o valor cobrado pelo robo poderá ser pago pelos clientes, que atualmente já pagam um alto valor para despesas médicas.
enviado por: Marcos Massami Ishioka em 03/09/2009 - 14:56 -
O mais interessante aí é a carinha do robô. Sempre imaginei andróides com feições humanas, mas quem pensaria que tal semelhança conosco poderia causar desconforto?__Outro aspécto positivo é o da aplicação. Recentemente passei algumas semanas usando gesso na perna, sempre precisando de alguém para me ajudar com algumas coisas. É ótimo poder contar coma a família nessas horas, mas se houvesse um assistente desses, seria ainda melhor.
enviado por: Wesley dos Santos Caiapó em 03/09/2009 - 10:40 -
E só japoneses podem ser carregados? Por que o preconceito? Se a tecnologia chegar algum dia no Brasil vai ser so pra quem tem os olhos puxados. kkkkkkk
enviado por: Paulo César Ferreira Zanon em 03/09/2009 - 10:39 -
Louvável iniciativa pelo bem das pessoas. Mas vejo pelo menos dois problemas:
Se a pessoa desmaiar ela desaba no chão, provavelmente de cabeça.
61Kg veja bem, precisa melhorar muito. A humanidade está engordando, especialmente os que podem pagar pelo robozão.
enviado por: Drigotav Tav em 02/09/2009 - 12:21





12
