Robô alemão ganha pele sensível artificial

Por Paula Rothman, de INFO Online
• quarta, 29 de junho de 2011
Andreas Heddergott / Technische Universitaet Muenchen
O pesquisador Philip Mittendorfer e o robô Bioloid Robot, com 31 sensores distribuídos pelo corpo.

São Paulo – Pesquisadores criam uma pele artificial capaz de dotar robôs da habilidade do tato, criando máquinas que sentem calor, vibrações, pressão e força.

As máquinas sensíveis ao toque já estão sendo testadas na Technical University Munich; elas funcionam com pequenos sensores hexagonais de 5cm2 que são ligados uns aos outros, como em uma colmeia.

Cada placa contém quatro sensores que detectam qualquer objeto mais próximo do que 1cm, seis sensores de temperatura e um acelerômetro. Unidas, elas formam uma pele sensível que ajudará robôs a se locomover melhor no ambiente e a ter melhor auto-percepção dos seus corpos.

A pele humana não serve apenas para sentir calor, pressão ou vibrações, ela também serve como “Limite” entre nosso corpo e o ambiente. A pretensão dos pesquisadores é que a pele robótica tenha essas mesmas funções: dê a ele informações capazes de ajudar em sua locomoção.

O tato é essencial para a convivência próxima de máquinas e humanos – imagine um robô que sente quando pisa no pé de alguém e interrompe o passo?  Aliada a câmeras e sensores infravermelhos, a pele artificial apoiará tosas as decisões motoras da máquina: ela poderia se retrair espontaneamente ao sentir o toque em alguém, ou se virar para buscar a fonte de contato.

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