Ciência
Ressonância magnética adivinha pensamentos
Paula Rothman, de INFO Online Quinta-feira, 23 de julho de 2009 - 17h51Philedon |
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SÃO PAULO – Não é feitiçaria, é tecnologia: a neurociência está tão desenvolvida que, em alguns casos, já consegue ler a mente das pessoas.
Pesquisadores dos Estados Unidos estão investindo em uma técnica de observação do cérebro conhecida como ressonância magnética funcional de memória que, até agora, mostrou resultados promissores.
Neurocientistas da UCLA e da Ruthers University provaram que é possível determinar, em um ambiente de testes, o que uma pessoa está pensando. No entanto, o estudo, que deve ser publicada em outubro no jornal Psychological Science, é enfático ao afirmar que uma leitura altamente precisa da mente ainda é algo fora da realidade.
Os testes realizados envolveram 130 jovens adultos que tiveram seus cérebros escaneados pela ressonância enquanto faziam uma de oito diferentes tarefas mentais, entre elas: ler em voz alta, combinar pares de palavras que rimavam, contar o número de sons que ouviam, apertar botões conforme instruções e tomar decisões monetárias.
Uma ferramenta estatística era então aplicada a 129 dos resultados para ver as diferenças encontradas no cérebro dos voluntários enquanto realizavam cada tarefa. Depois, a 130ª pessoa era separada e os pesquisadores tentavam dizer quais tarefas ela estava realizando, baseado em sua atividade cerebral. O processo foi repetido com todos os voluntários e os cientistas puderam calcular com qual precisão acertavam o que cada um estava fazendo.
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Caio, realmente escrevi em linguagem médica. Significa que não existe exame que leia a nossa mente. Infelizmente. Nem existe exame que dê diagnóstico de doenças mentais. Muitas pessoas chegam ao Psiquiatra pedindo uma resssonância ou tomografia de encéfalo (que servem para mostrar tumores cerebrais, alterações na estrutura e não no funcionamento do cérebro). Outro exame pedido pelos pais e pelos pacientes em psiquiatria é o Eletro-encefalograma - exame pouco útil em psiquiatria - Tem alguma utilidae para se localizar epilesias (convulsoes de repetição) e diagnóstico de estado de confusão aguda (em psiquiatria chamado de "delirium". Por enquanto, o diagnóstico em Psiquiatria é essencialmente clínico, ou seja, baseia-se na boa anamnese=entrevista com o paciente, com familiares e exame do estado mental (avaliaçao das funçoes psiquicas como memória, humor, cognição, pensamento, alucinações (alterações do sensório-motor). Desculpe a invasao do espaço da info, mas sou leitor desta excelente revista e assinante há muito tempo. Ela me é bastante útil em minha prática médica. Atenciosamente, Márcio Candiani, psiquiatra infanto juvenil e de adultos
enviado por: MARCIO CANDIANI em 24/07/2009 - 18:21 -
@Marcio Candiani - Falou pouco mas falou bonito!
E em português, o que isso quer dizer?
enviado por: Caio Yuri da Silva Costa em 23/07/2009 - 22:23 -
A ressonância magnética funcional, a tomografia por emissão de pósitrons (PET) e a tomografia por emissão de Fóton Unico (SPECT) têm progredido muito. Ela ainda não é capaz de "ler a mente de alguém". Infelizmente, ainda não dá um diagnóstico em Psiquiatria. Os estudiosos estão à procura de marcadores de alterações cerebrais tanto em sua estrutura, quanto em seu funcionament.Com a melhora da qualidade das imagens (exames do cérebro não invasivos), alterações na função cerebral (receptores químicos, alterações neuronais) poderão tornar o sonho de Sigmund Freud (médico, neurologista, e pai da psicanálise) fazer um mapa do funcionamento cerebral consciente e inconsciente e, quem sabe, medicamentos que darão aos portadores de transtornos mentais a melhora ou mesmo a cura de doenças graves e incapacitantes. Márcio Candiani - Psiquiatra Infanto Juvenil e de Adultos -Belo Horizonte.
enviado por: MARCIO CANDIANI em 23/07/2009 - 21:54





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