
Nova York - Um novo estudo demonstrou que a diferença nas medições de pressão arterial nos braços direito e esquerdo do paciente pode ser um sinal de doença vascular e de um risco maior de morte por doença cardíaca.
O estudo foi publicado no periódico The Lancet e sugere que os médicos devem sempre medir a pressão arterial nos dois braços. Portanto, os médicos que têm o hábito de medir a pressão arterial em um braço apenas podem não prestar um bom serviço ao paciente.
"As recomendações de medir a pressão nos dois braços estão nas orientações britânicas e americanas de tratamento da pressão arterial", afirmou o doutor Christopher Clark, principal autor do estudo e médico acadêmico da Faculdade de Medicina e Odontologia Península, na Inglaterra. "Contudo, as orientações não são seguidas regularmente", afirmou.
As consequências disso podem ser significativas. Uma diferença de 15 ou mais milímetros de mercúrio na pressão sistólica, número superior na leitura, foi associada ao aumento de 70% no risco de morte por doença cardíaca.
O número exato da leitura sistólica, maior ou menor do que a normal, era menos importante que a medida da diferença. Uma diferença de 10 mm era suficiente para aumentar o risco de doença vascular periférica.
Os autores especularam que a diferença nas medições de pressão arterial nos dois braços seria um sinal de estreitamento ou de enrijecimento da artéria do indivíduo, particularmente em um lado do corpo.
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