Ciência
Por antimatéria, NASA muda planos de missão
Paula Rothman, de INFO Online Terça-feira, 27 de abril de 2010 - 12h11NASA |
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Endeavour, em uma de suas missões ao espaço: a nave será o último ônibus espacial a decolar, encerrando o programa em novembro |
SÃO PAULO – Um experimento que busca evidências de antimatéria e matéria escura no universo fez a Agência Espacial Americana mudar seus planos de vôo.
A NASA alterou as datas de lançamento das últimas missões da história do programa de ônibus espaciais para enviar um equipamento melhor à Estação Espacial Internacional.
O Alpha Magnetic Spectrometer é um experimento que ajudará a estudar a formação do universo e buscar evidências de matéria escura e antimatéria por meio da medição de raios cósmicos.
A matéria escura é algo complicado de definir, pois ninguém sabe exatamente o que ela é. Sua presença explica coisas que os cientistas não podem ver, mas sabem que estão lá. As galáxias em espiral, por exemplo, geram tanta força centrípeta que seriam arrebentadas não fosse a gravidade existente nelas. No entanto, elas não possuem matéria visível o suficiente para produzir a gravidade necessária – levando à conclusão de que há algo invisível, mas com massa, atuando na região.
Já a anti-matéria tem uma propriedade física contrária à da matéria. Quando em contato com a segunda, ela transforma-se em energia – como fótons, por exemplo. É possível fazer uma analogia com a carga elétrica do elétron, que é negativa. Existe o pósitron, que é positivo e, se eles se encontram, se anulam. A anti-matéria é igual: de carga oposta e com propriedades opostas à da matéria.
Foi no equipamento que detectará essas partículas, no módulo de experimentos de partículas físicas, que os cientistas do programa AMS decidiram mudar um dos imãs para um de maior duração. Isso ajudará a manter a ISS operacional até 2020, como a NASA quer.
Por causa da mudança de imãs, a missão STS-134 do ônibus espacial Endeavour passa ser a última da era de ônibus espaciais. Ela seria lançada em 29 de julho, mas foi adiada até o meio de novembro.
Com isso, o Discovery, que decola em setembro, não será mais o último a visitar o espaço. O próximo vôo, da Atlantis, continua marcado para a data prevista: 14 de maio.
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@rkalmeida Não sou cientista mas vou tentar dar uma pincelar algumas quase respostas para você. Antes alguns conceitos básicos, um átomo é sempre formado por prótons, sem prótons não é átomo, ou seja, elétrons e pósitrons não podem formar átomos, ok? O que define um elemento hoje é o seu número atômico, que corresponde quantos prótons o elemento tem em seu núcleo. Segundo, no mundo microscópico das partículas elementares, o senso comum perde-se, você tem que abandonar muito dos conceitos que você tem como certo, coisas "estranhas" acontecem. A física classica (de newton) que é física que nós observamos falha, e para poder entender melhor esse mundo "estranho" surgiram novos conceitos que hoje fazer parte da chamada mecânica quântica, se você quer saber como é o mundo subatômico, é isso que você que estudar. PRIMEIRO: A pergunta de pq os elétrons não colidem com o núcleo pode parecer fácil, mas não é. Pelo senso comum de fato isso ocorreria, mas nessa escala temos que aplicar outros conceitos. A equação de Schrödinger para um núcleo simples (apenas um próton) e um elétron, prevê uma região na qual o elétron pode ser encontrado, nessa região ele está num estado estacionário de energia, não emitindo radiação por causa da força centrípeta e consequentemente não indo em direção ao núcleo (procure isso em eletromagnetismo). Lembre-se que se um elétron caísse no núcleo, certamente não estaríamos aqui, pois a matéria seria completamente instável. Mas isso não quer dizer que nunca o elétron vai de encontro com o próton, em certos tipos de decaimento (procure isso em radiação) isso ocorre, e um próton absorve o elétron, quando isso ocorre o próton deixa de ser próton e vira um nêutron e emite radiação, um exemplo maior disso é a estrela de nêutrons, onde os elétrons dos átomos são comprimidos pela gravidade em direção ao núcleo. SEGUNDO: Sim, nós já estamos estendendo a tebela periódica, mas a formação de novos elementos não esta juntando prótons e anti-prótons (isso não é possível), mas sim formado átomos totalmente de antimatéria, um anti-prótons sendo orbitados por anti-elétrons (no caso os prótons). Bom é isso, se você quiser realmente entender o que eu disse, pois eu disse muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito por cima aconselho que estude Eletromagnetismo, física relativística, nuclear, de partículas, quântica e por aí vai. :) - Mas se você não tem tempo para isso, há leituras mais populares nesses assuntos. Procure o livro, "O discreto charme das partículas elementares". Espero ter ajudado, bye.
enviado por: Brenno Pereira Machado em 29/04/2010 - 21:20 -
Uma pergunta para os cientistas daqui: Por quê os elétrons (negativos) não colidem com os prótons (positivos) anulando sua carga? Ao invés disso, os elétrons passam a orbitar os prótons criando assim átomos neutros. Será que um elétron não poderia orbitar um pósitron (ou eles orbitarem-se mutuamente) criando um átomo leve, com propriedades químicas parecidas com o hidrogênio? Ou um próton e um anti-próton em órbita um em torno do outro, criando um hidrogênio mais pesado? Talvez seja possível criar uma nova tabela periódica com estas interações.
enviado por: rkalmeida em 29/04/2010 - 16:21 -
Paula, você cometeu um equívoco quando citou o elétron e o pósitron. O pósitron é a partícula de antimatéria correspondente ao elétron, logo não seria analogia e sim um exemplo! E sendo novamente sendo chato, @Marcos Oliveira, a antimatéria já é conhecida e utilizada hoje em dia (Um exemplo são os aparelhos PET - Positron Emission Tomography), quando se trata de pesquisa nessa área é para aumentar as aplicações úteis e do domínio da mesma e na astronomia é descobrir o motivo da antissimetria entre matéria e antimatéria, afinal a antimatéria, segundo modelos, era para ser de igual proporção no universo com a matéria "normal", mas isso não é o observado hoje, e se fosse seria um caos. Agora quanto a matéria escura, essa sim não foi detectada até hoje, e ainda se teoriza-se muiiiiiiito sobre isso. Bom é isso, abraços.
enviado por: Brenno Pereira Machado em 29/04/2010 - 11:24 -
ahhhh vao todo mundo trabalhar!
enviado por: Fabin em 28/04/2010 - 08:32 -
Nossa, olha só, está cheio de cientistas aqui! :P
enviado por: Michel V. Ramos em 27/04/2010 - 17:55 -
Roberto e José, vocês estão indiscutivelmente coesos nas suas colocações e não, não faço parte do Zeitgeist Addendum ou 'movimentos' de tal tipo. Só acho curioso o fato que qualquer plano de uma "disputa" ou não - tecnólogica ou não - (por sorte!) coloca sempre as grandes potências em um pé de guerra paralelo. Isso é favorável, é bom para aquilo que chamamos de progresso da humanidade. Por fim só acho que o sensacionalismo (nos dois lados da moeda (!) até mesmo pela crítica internacional) é muito, muito exagerado.
enviado por: Dean em 27/04/2010 - 16:28 -
Boa parte da pesquisa de ponta mundial é produzida pelos EUA. E não falo apenas em questões tecnológicas, mas em vários níveis da ciência. Não podemos generalizar dessa forma, como um país que produz apenas coisas ruins, principalmente porque nós, brasileiros, também fazemos coisas ruins, como desmatar desenfreadamente a nossa própria biodiversidade.
enviado por: Roberto Shiniti Fujii em 27/04/2010 - 15:53 -
Dean, para que começar um flame antiamericano por nada? Os caras só estão atualizando equipamento de pesquisa, como sempre fazem. Se for assim, vamos parar no tempo e deixar de produzir novas tecnologias.
enviado por: José Henrique Lício do Nascimento em 27/04/2010 - 14:58 -
Se tem alguma coisa que pode proporcionar avanços inimaginados até mesmo comparados com a tecnologia atual é a descoberta e uso da anti-matéria. Vamos ver no que vai dar.
enviado por: Marcos Oliveira em 27/04/2010 - 13:06 -
Muito, muito evidente que o que já se sabe: os arrogantes Americanos estão fulos da vida com o LHC que está quase lá nesse mesmo objetivo. Foi assim no passado com a famosa corrida espacial e aquela história toda do 'foi ou não pra Lua' e bla bla e agora, como talvez por todo o sempre, vai continuar o ser humano preso em status de superioridade. Pelo menos hoje em dia essa "disputa" já assumiu interesses que não foram prejudicar a própria humanidade.
enviado por: Dean em 27/04/2010 - 12:49





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