Ciência
Pesquisa revela fórmula de filmes de sucesso
Paula Rothman, de INFO Online Segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010 - 11h36Reprodução |
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Um dos segredos do sucesso de filmes seria o tamanho das tomadas |
SÃO PAULO- O que Star Wars, Cinderela e Uma Linda Mulher têm em comum? Truques de edição que os ajudaram a se tornar um sucesso dos cinemas.
Quem garante é a equipe da Universidade Cornell, em Nova York, liderada por James Cutting.
Segundo eles, nos últimos 70 anos, Hollywood vem seguindo um padrão no comprimento de suas cenas que ajuda a capturar a atenção dos espectadores.
Eles analisaram 150 sucessos lançados entre 1935 e 2005 e descobriram que muitos dos filmes modernos têm cenas de um mesmo comprimento que se repete em padrões pelo filme. Essa repetição imita o tempo de reação das pessoas – que tem um padrão conhecido como 1/f.
Isso se encaixa com as descobertas de um experimento da Universidade do Texas da década de 1990, que revelou que editar informações nesse tipo de padrão regular, repetitivo, captura nossa atenção.
A análise da equipe de Cornell revelou que nas últimas décadas as tomadas se tornaram cada vez mais similares em comprimento com suas vizinhas, se aproximando do 1/f. Embora isso ocorra em alguns filmes antigos, são os sucessos recentes que mais se encaixam na regra.
Filmes de ação são os que mais se aproximam do padrão, seguidos por aventuras, animações, comédias e dramas.
No entanto, alguns longas fogem da regra e se destacam tanto quanto os de ação. Entre os que mostraram chegar bem próximos do 1/f estão Mar em Fúria (2000), Uma Linda Mulher (1990), Juventude Transviada (1955), Cinderela (animação de 1950) e Os 39 Passos (1935).
Dois filmes da saga Star Wars se destacam por se encaixarem perfeitamente nesse cálculo: A Vingança dos Sith e o Império Contra-Ataca.
A pesquisa foi publicada na Psychological Science.
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Pesquisinha fajuta. E sobre a ajuda que Joseph Campbell presta a Hollywood? Como no Star Wars. Escritor de As Máscaras de Deus, O Herói das Mil Faces, entrevistado por Bill Moyers para a TV em um documentário chamado "O Poder do Mito, e autor de uma série de estudos mitológicos e antropológicos" ele é um especialista em como histórias/mitos entram em ressonância com o inconsciente coletivo da humanidade. O cinema ficou psiquicamente mais esperto depois de Campbell.
enviado por: Thiery C. P. em 23/02/2010 - 18:28 -
Pelo que eu entendi e pesquisei, se estiver errado, me corrija, Paula, o 1/f é um padrão de ruído, onde F é a frenquência. Um ruído que segue um padrão 1/f, nos exemplos que ouvi, é muito mais agradável aos ouvidos. A variação de intensidade das frenquências é pequena. A pesquisa que a Paula nos apresentou, indica que um filme que consegue ter cenas de tamanhos homogêneos tem muito mais chances de ser sucesso. Vejam o exemplo dos Simpsons. Há cenas que Homer está falando que algo é tolo, aí a câmera corta rapidamente mostrando que ele mesmo faz ou já fez isto. Tem pessoas que não conseguem dar risada com a piada, justamente por que para elas não houve o tempo da assimilação da ideia. Mas este é só um exemplo superlativo, pois o que eles avaliaram foi a duração das cenas, não cortes de câmera como exemplifiquei.
enviado por: Rodrigo Melo em 23/02/2010 - 14:28 -
WTF 1f???
enviado por: Fernando Beraldo em 23/02/2010 - 09:26 -
Por falar em Avatar e Titanic... alguém aqui acredita REALMENTE que Avatar superou Titanic? Eu pra ser sincero, não! Titanic foi infinitamente superior a qualquer coisa que o Cameron tenha feito... eu acho que eles estão é puxando saco quando dizem que "Avatar é isso, Avatar é aquilo..."
enviado por: Lucas César Mourão em 23/02/2010 - 09:09 -
Avatar e Titanic se encaixaram no 1/f?
enviado por: Otávio Müller em 22/02/2010 - 16:22 -
também queria saber o que significa 1/f...
enviado por: Charles J Ferrari em 22/02/2010 - 16:04 -
Muito legal mas tambem gostaria de saber oque é 1/f
enviado por: Rogerio Antonio da Silva Brito em 22/02/2010 - 13:52 -
Muito legal a pesquisa... só faltou informar o que significa a variável f em 1/f. Abraço!
enviado por: Michel V. Ramos em 22/02/2010 - 12:33 -
Não tratar o espectador como um retardado ajuda também... não precisa explicar TUDO o que está acontecendo no filme, deixe um pouco de margem para o espectador pensar e fazer interpretações e descobertas sozinho, de preferência depois de ter terminado o filme. O objetivo aqui é fazer o espectador levar o filme com ele prá fora da sala de cinema. O cara tem que sair pensando "por que tal coisa aconteceu daquele jeito?", ou "por que fulano falou/fez tal coisa?", mas tem que ser coisas racionais e não-óbvias para a pessoa descobrir, não pode haver comportamentos e fatos irracionais senão o filme vira uma coisa detestável.
enviado por: Fábio Alves Corrêa em 22/02/2010 - 12:22





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