O novo modelo de startup do Vale do Silício

Por The New York Times
• Quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 - 08h28
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Sunnyvale, Califórnia - Lee Redden, 26 anos, doutorando em engenharia em Stanford, decidiu dar um tempo nos estudos e ajudou a fundar uma empresa. Suas habilidades se concentram em dois nichos efervescentes da inteligência artificial: visão computadorizada e aprendizagem automática. Só que ele não está aplicando seus talentos à busca na internet, comércio online ou vigilância inteligente.

As ambições de Redden estão mais distantes _ em fazendas, na verdade. Sua empresa, Blue River Technology, está desenvolvendo um matador robótico de ervas daninhas para agricultura orgânica, para evitar pesticidas químicos. Segundo ele, o novo empreendimento é "uma forma excelente de levar essa tecnologia para a agricultura".

A empresa está ligada ao mais recente estágio de evolução do Vale do Silício, o epicentro mundial da inovação. Ao longo dos anos, a região demonstrou uma destreza econômica sem paralelos ao saltar de um segmento com oportunidades para outro, de eletrônicos militares a bolachas de silício (um semicondutor), de computadores pessoais à internet.

Porém, o negócio do Vale hoje em dia tem menos a ver em se concentrar numa indústria em particular e mais com um processo contínuo de inovação tecnológica, sobre uma ampla gama de campos. A tendência reflete a marcha constante da mais versátil das tecnologias _ a computação _ à medida que ela abre novas linhas de frente em todas as disciplinas científicas e indústrias. Tecnologia limpa, bioengenharia, diagnóstico médico, tratamento preventivo de saúde, transporte e até agricultura fazem parte do mix hoje em dia para os tecnólogos e empreendedores do Vale.

O ritmo das descobertas se acelerou, não apenas para as tecnologias como também para o processo de descobrir que empresas terão sucesso.

"A diferença no Vale é encontrar um método quase científico de reinventar empresas e indústrias, não apenas produtos", disse Randy Komisar, sócio de uma das principais empresas de capital de risco, Kleiner Perkins Caufield & Byers, e professor assistente de empreendedorismo na Universidade de Stanford. "A abordagem é muito mais sistemática do que há muitos anos atrás."

O novo modelo para abrir empresas se baseia em hipóteses, experimentos e testes de mercado, desde o dia em que a empresa é fundada. Trata-se de uma ruptura abrupta com a abordagem tradicional de traçar um plano de negócios, estabelecer metas financeiras, construir um produto final e depois lançar a companhia esperando que dê certo. Esse esquema consumia tempo e dinheiro.

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