Ciência
O futuro da Inteligência Artificial
Paula Rothman, de INFO Online Terça-feira, 08 de setembro de 2009 - 15h24Wiki Commons |
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Não tema: robôs como os criados pela Skynet, dos filmes `O Exterminador do Futuro`, provavelmente nunca existirão |
SÃO PAULO – A internet não vai ganhar vida própria, robôs nunca vão sentir emoções e não existe um filme hollywoodiano sequer que retrate IA com precisão.
Pelo menos, é nisso que acredita Eric Horvitz, ex-presidente da Association for the Advancement of Artificial Intelligence (AAAI), a Associação para os Avanços da Inteligência Artifical, e pesquisador da Microsoft Research, organização dedicada à ciência da computação e engenharia de software.
Como presidente da AAAI, Horvitz organizou encontros e discussões a respeito do futuro da inteligência artificial. Em um desses eventos, a International Joint Conference for Artificial Intelligence (IJCAI), os cientistas concluíram que são remotas as possibilidades da tecnologia se desenvolver até que passe “evoluir” sozinha – como acontece com a Skynet, dos filmes “O Exterminador do Futuro”. Mas levantaram um ponto interessante a respeito de novos vírus “conscientes”, capazes de apreender informações pessoais em redes sociais e gadgets (como os smartphones) e replicar o comportamento do usuário em momento oportuno.
Após cumprir o mandato de dois anos à frente da AAAI, Horvitz assumiu, em julho, o novo cargo de Immediate Past President – ou último presidente.
Fã de Arthur C. Clark (um de seus livros favoritos é “Childhood´s End”) Horvitz, no entanto, não acredita que a realidade passe perto das previsões da ficção. E não teme os avanços que a tecnologia pode trazer. “Se as pessoas conhecessem mais, elas ficariam mais empolgadas com o futuro”, diz. Abaixo, ele responde à INFO uma série de perguntas sobre os mitos e verdades da inteligência artificial.
INFO Por que a maior parte das pesquisas em IA, hoje, não está voltada para a construção de um sistema com “nível humano”?
HORVITZ Inteligência artificial é um campo vasto de questionamentos voltados para aprofundar o conhecimento dos mecanismos por trás do pensamento e da inteligência, com sua incorporação a sistemas computacionais.

Eric Horvitz, da AAAI: "Nós ainda não entendemos o que é preciso para desenvolver IA em nível humano"
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Bom, os questionamentos sobre a I.A. são relativos. Porém acredito veemente que algo parecido com a ficção da série de filmes: " O exterminador do futuro"; possa um dia acontecer. Concordo que a I.A. deve ser aplicada para benefício humano, porém, isso também é relativo. Qual seria o maior benefício para um exército? Acredito que seria o momento em máquinas estejam no Front. Falamos hoje de gadgets que podem entender emoções das pessoas, através da voz, dos batimentos cardiacos e etc.
http://www.brunoefigueiroa.blogspot.com.br
enviado por: Bruno E. M. figueirôa em 15/09/2009 - 17:02 -
Creio que o pulo-do-gato da I.A. foi levada ao túmulo com o 'assassinato' de Alan Turing. Não fosse a insensatez do comportamento humano, poderíamos hoje ser mais esperançosos em tentar compreender o comportamento-máquina.
enviado por: TWSJournal em 10/09/2009 - 20:02 -
Muito do que seria supostamente chamado de "inteligencia", nada mais é do que simples repetição de padrões. Isto inclue boa parte das atividades diárias das pessoas. Muitas das nossas decisões, também são mero fruto de procedimentos que insconscientes ou não, são automáticos. Isto tudo é passível de ser reproduzido, basta que pensemos que os mecanismos de processamento de lógica, estarão sendo programados em partes, que não precisam estar juntas.
Temos hoje uma capacidade incrível de armazenagem de dados, coisa quase impensável pouco tempo atrás. Claro que ainda convivemos com imensas biblitoecas de dados armazenados em fitas magnéticas, o mesmo ocorrendo, por exemplo, com o acervo das emissoras de TV e quaisquer outros ramos que necessitem armazenagem para eventual acesso.
Quanto maior for a quantidade de informações disponíveis, para acesso imediato, maior o conjunto de dados disponíveis para processamento e obtenção de um determinado resultado.
Se tomarmos a internet como exemplo, em que milhões de sites fornecem cada um, uma pequena fração de um determinado processo de análise, ao juntar tudo teremos o que pode parecer raciocínio lógico.
Por exemplo, um site fornece a condição da meteorologia para um determinado local. Outro site fornece o mapa da região. Outro ainda, fornece dados sobre condição de trânsito. Outro sobre quais estabelecimentos estão naquela zona. Pode-se ter, então, um programa, que vai buscar todos estes fragmentos, para responder a pergunta "Aonde estacionar em caso de chuva". Será uma única pergunta, envolvendo diversos computadores. Multiplique isto pela disponibilidade de milhões de computadores em rede, rodando milhões de programas deste tipo, capazes, cada um, de solucionar uma questão básica. O conjunto resultante será capaz de fornecer resultados bastante próximos ao do cidadão médio comum.
Lembram do cachorro robot da Sony, o Toy Bot? Ele simula com bastante eficiência um animal de estimação e ainda, podia receber melhorias no seu software. Imagine ligar ele numa rede de processamento como a sugerida acima.
Ficção científica? Não. É só lembrar que muitas decisões em negócios, tem sido feitas automaticamente por programas de computador. Análise de crédito, compra e venda de ações na bolsa, atender clientes em lojas virtuais... claro que falta um rostinho mais bonito do que aquelas telas com carrinho de compras, mas é só uma questão de interface que o pessoal ainda não se deu muito em conta de melhorar...
http://gilbertostrapazon.blogspot.com
enviado por: Gilberto Strapazon em 10/09/2009 - 10:31 -
•As pessoas têm um conceito fantasioso, hollywoodiano sobre Inteligência Artificial. Não podemos usar os avanços tecnológicos atuais como prova de que podemos criar algo similar ao cérebro humano, pois ele é infinitamente mais complexo que qualquer coisa que já tenhamos desvendado,não é com chips e equipamentos eletrônicos que reproduziram este mecanismo
enviado por: Rubens em 10/09/2009 - 00:56 -
Algumas "viagens", "loucuras" e "absurdos" mostrados em filmes de ficção científica e adjacências são realmente surreais...
Mas, por incrível que pareça é o começo... Começo da criatividade, da "abstração aguda", etc...
Mas hoje já é possível colocar chips no cérebro e controlar-mos máquinas (Miguel Nicolelis, com seus experimentos em Natal- RN e na Duke Univesity, com um primata que controla um robô a km de distância)... O que deixa margens para analisár-mos a possibilidade de "interfacear" o cérebro com algum dispositivo eletrônico, e disso dar a possibilidade de ambos se beneficiar disso, potêncializar o aprendizado humano por exemplo e pq não do próprio dispositivo... Avanços na neurociência estão cada vez mais contundentes neste aspecto... Talvez o hardware utilizado para pesquisas na IA não tenha sido o adequado, pois ainda estamos engatinhando e trabalhando só agora a pouco (menos de 10 anos) com processamento multicores, imitando melhor o próprio funcionamento do cérebro e etc... Tudo tem seu começo... Agora, é fato também que isso vai deixando os seres humanos cada vez mais "reféns" da tecnologia... Só que penso da seguinte forma: Cadê a evolução? Parou por aqui? Acho que não hein... Está por vir uma raça cada vez mais arraigada na tecnologia, cada vez mais dependente dela, se nosso cérebro não servirá mais para fazer-mos cálculos (por exemplo), vamos descobrindo outras capacidades ocultas na própria mente, "quiçá deixemos" de adorar-mos deuses imaginários e não aja mais guerras onde em nome da religiosidade se aniquile tantas vidas.
enviado por: Overbits Technology em 10/09/2009 - 00:22 -
As pessoas têm um conceito fantasioso, hollywoodiano sobre Inteligência Artificial.
Não podemos usar os avanços tecnológicos atuais como prova de que podemos criar algo similar ao cérebro humano, pois ele é infinitamente mais complexo que qualquer coisa que já tenhamos desvendado. O próprio Eric Horvitz, expert em I.A., admite que não conhecemos de fato o mecanismo da inteligência. De fato, os cientistas sabem que o cérebro humano é o dispositivo mais complexo que conhecemos em todo o UNIVERSO. Como imitar algo que não conhecemos?
Além do quê: para que faríamos isso? Com nossa tecnologia, já estamos andando cada vez menos e nos movendo cada vez menos. Será que também queremos deixar de pensar, uma das poucas coisas humanas que ainda não delegamos para as máquinas??
Eu creio na I.A., mas acho que ela deve servir para nos apoiar, não para nos substituir. Por exemplo: com I.A., poderíamos analisar melhor as mudanças climáticas (e prevê-las), entender melhor as doenças (e suas curas), fazer simulações sociais e econômicas (talvez prevendo e até evitando crises), projetar novos materiais ou equipamentos mais complexos em menos tempo, e etc.
Mas, que as cabeças pensantes que criam e se utilizam de tais dispositivos continuem sendo AS NOSSAS, as dos seres humanos!
enviado por: Mauricio Walther Souza Guzzi em 09/09/2009 - 15:50 -
Em primeiro lugar, creio que a idéia de inteligência artificial está errada desde sua base, não é com chips e equipamentos eletrônicos que reproduziram este mecanismo, é até bem mais fácil que isto.
Segundo, O exterminador do futuro nada mais é do que uma compilação de vários filmes, alguns baseados em livros que abordam este assunto, que vieram muito antes, por ex: a Geração de Proteus, baseado no livro do escritor Dean Koontz, Demon Seed (1977).
É, a idéia de maquinas querendo dominar o mundo é antiga.
Mas temos também outros recentes, Matrix, A.I, Eu Robo, entre outros.
Eu sou apenas um técnico em informática, não entendo nada, mas sei como criar algo que chamo de C.A.M “Consciência Artificial Mecanizada”, e posso lhes garantir que não depende muito do avanço tecnológico em si. Aliás, não depende de chips, processadores, terabits, como eu disse é bem mais simples que isto.
Eu tenho um ensaio de “Consciência Artificial Mecanizada”, talvez num futuro ouçam falar disto, C.A.M é o neologismo da A.I.
enviado por: Angelo Costa em 09/09/2009 - 15:04 -
Isso tudo é culpa do Sarney...
enviado por: Fábio Horbach Garcia em 09/09/2009 - 14:03 -
Gostaria de aproveitar a matéria para anunciar o projeto SucciLinux uma distribuição que contém inteligência artificial com aprendizado e que visa o auxilio aos usuários. O www.succi.org contém mais infos do projeto e a Succibot (nosso robo) será enviada aos usuários como parte da versão 2 do sistema durante essa ou a proxima semana. Abs a todos!
enviado por: Eric Marcel Viana em 09/09/2009 - 12:07 -
Quem diria que a 100 anos atras fariamos um video chamada? Que vc estaria ai do outro lado lendo isso numa tela de cristal liquido com alta definicao? Pois é, se existe alguma coisa a ser respeitada ela se chama criatividade humana... Somos uma raca especial que se adapta a qualquer situacao,entao maos a obra que mesmo que haja um Skynet ainda sim seremos capaz de dobra-la...
enviado por: roberson lessio em 09/09/2009 - 11:19 -
Bom, 640kb ao menos são suficientes para |qualquer| aplicativo baseado em MS-DOS iniciar (sério).
enviado por: Paulo Munir em 09/09/2009 - 02:35 -
Realmente não se pode emperrar o processo de evolução do sistema de Inteligência Artificial por causa de filmes de Hollywood. A tecnologia deve evoluir sim, mas contudo, com a A RESPONSABILIDADE suficiente para prevenir que desgraças ficctícias se tornem a realidade. "O Exterminador Do Futuro" não é uma ignorância coisíssima nenhuma viu Fábio?! A questão é que cada indivíduo deve olhar para a evolução da Inteligência Artificial de maneira positiva, com o objetivo de ajudar a sociedade mas com cuidado. ;)
enviado por: Lucas César Mourão em 08/09/2009 - 21:44 -
Filmes de Hollywood vendem ignorância. Filme-video-game tolo.
enviado por: Fábïö em 08/09/2009 - 21:34 -
"Uma frase antiga, freqüentemente atribuída a Bill Gates, diz que 640 KB – isso mesmo quilobytes – seriam suficientes para qualquer usuário de computador, coisa que ele veementemente nega ter dito (em inglês). Fazemos piada disso hoje em dia, mas em 1981, era coisa que fazia todo sentido."
enviado por: Pedro Alcantara em 08/09/2009 - 16:16
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