Ciência
Novo acelerador de elétrons está a caminho
Agência Fapesp Sábado, 31 de julho de 2010 - 15h09![]() |
SÃO PAULO – Um anel acelerador de elétrons de 146 metros de diâmetro é o mais novo projeto do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP).
Com um faixa de frequência de raios luminosos mais ampla, a nova máquina poderá atuar em maior número de aplicações que o UVX, o anel atual.
A importância desse tipo de equipamento para o Brasil foi o tema da palestra do físico Antonio José Roque da Silva, diretor do LNLS, durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que termina nesta sexta-feira (30/7), em Natal.
Orçado em US$ 200 milhões, o Sirius, como foi denominado, será uma fonte de luz síncrotron de terceira geração, com aplicações em diversas áreas do conhecimento, como nanobiologia, farmacologia, energia, microeletrônica, alimentos, materiais e paleontologia.
Síncrotrons são aceleradores de elétrons que produzem diferentes faixas de frequência de luz, cada uma útil para um tipo de aplicação que pode envolver estudos de estruturas em escala atômica, molecular, microscópica ou macroscópica.
O UVX opera atualmente com uma energia de 1,37 GeV (gigaelétron-volt), o que permite gerar radiações eletromagnéticas que vão até a faixa dos raios X moles. O Sirius, por sua vez, trabalhará com 3 GeV, o que, além de gerar mais intensidade de luz, também ampliará sua faixa de alcance para os raios X duros, permitindo o estudo de estruturas mais densas.
“Será possível enxergar o interior de um ovo fossilizado de dinossauro, por exemplo, o que não conseguimos fazer atualmente”, disse Roque da Silva. O também professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) ressaltou que a paleontologia e a arqueologia são áreas que ainda utilizam muito pouco os serviços do atual anel de luz.
Com cerca de 2 mil usuários regulares, que realizam 460 propostas de pesquisa, o LNLS é um laboratório aberto a cientistas do Brasil e do exterior interessados em utilizar a tecnologia síncrotron em seus trabalhos. O novo anel não só ampliará o número de usuários como também de disciplinas beneficiadas.
Outro nicho de usuários do LNLS é o setor industrial. “No Japão, há 180 empresas que utilizam regularmente os anéis de lá, o que mostra a importância dessa tecnologia para a inovação tecnológica”, disse Roque da Silva.
Segundo ele, países como Taiwan, Coreia do Sul, Dinamarca e Suécia estão construindo seus próprios aceleradores síncrotron, com o objetivo de atender, além da academia, o parque industrial do país. Na França, um dos maiores usuários é a cosmetologia. “A nanocosmética tem se desenvolvido muito e a indústria francesa utiliza a tecnologia síncrotron”, disse.
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O Brasil tem muitas pessoas na área científica. Cursei metade do curso de Física na UFF e tive oportunidade de conhecer várias. Infelizmente a falta de oportunidade e de incentivo me forçou a trocar de área, hoje não sendo formado na área de TI ganho mais que meus antigos amigos já formados e com pós.
enviado por: Léo Haddad em 04/08/2010 - 10:09 -
naum me admira o Br ter esse e mts outros potenciais... se assimm nao fosse mts dos melhores cientistas lah fora naum seriam brasileiros... o q realmente resta eh ter como absorver todo esse potencial aki em terra brasilis bem como absorver de outras nacionalidades sem ter q importar tecnologia... mas, sim como resultado, exportar. amo o meu Brasil q prova em contrario a Lei de Gerson.
enviado por: Cesar Pradela em 02/08/2010 - 14:49 -
Finalmente o Brasil mostrando que tem pessoas competentes na área científica, basta o governo pensar no futuro e melhorar a educação no país e incentivos para os projetos brasileiros
enviado por: Clóvis Marceniuk em 02/08/2010 - 12:44





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